quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Novo Livro na Praça

“O Sertão Anárquico de Lampião
Escrito pelo professor formado na UnB, Luiz Serra, a obra narra o momento que o sertão nordestino vive a Coluna Prestes, na década de 1920.


Inspirado na Coluna Prestes, movimento político-militar brasileiro, o professor de literatura da Universidade de Brasília, Luiz Serra, escreveu o livro “O Sertão Anárquico de Lampião”. A obra é uma narrativa dos principais acontecimentos no sertão nordestino nesse período, caracterizado pelo tenentismo e a insatisfação com a República Velha.

O autor Luiz Serra. Foto: Paulo de Araújo

“O que mais me incentivou a escrever o livro foi o momento que a Coluna Prestes chegou ao nordeste. Pesquisei obras, como a de Juarez Távora, um militar e político que presenciou esse momento. Ele deixou um livro de memórias que me ajudou na hora da escrita”, conta o professor. Foi na década de 1920 que ocorreu o movimento no país, originado pela insatisfação militar em relação ao governo, que realizava fraudes eleitorais e permitia a concentração do poder na mão de poucos.

Além de pesquisas realizadas, Serra relata na obra informações inéditas, contadas por um ex-vizinho, o professor José Nóbrega, falecido em 2014. Nóbrega era sobrinho do coronel José Pereira Lima, (foto) da cidade de Princesa Isabel, na Paraíba.

“O professor Nóbrega foi uma das minhas maiores inspirações. Quando descobri que ele era sobrinho do Pereira, eu peguei meu celular na hora para ligar. Escutei e gravei muitas histórias de quando Nóbrega conheceu Lampião e família”, explica Luiz.


Dividida em dois momentos, a obra tem como principais destaques o Lampião e o cangaço. Na primeira, o líder cangaceiro se alia ao coronel José Pereira. Já a segunda, narra o desentendimento deste mesmo com o bando após o assassinato de um juiz, na cidade paraibana Sousa.

O título do livro já explica a anarquia que o cangaceiro implanta no nordeste e o terror que a região presencia. ”O estado de anarquia é uma situação de desmando, uma negação ao governo. Lampião recebeu várias intimações e processos, mas pouco se importa”, diz Luiz.

O professor conta também sobre a narrativa da obra, que é literária e escrita predominantemente com linguagem culta. A linguagem coloquial é empregada apenas nas falas dos personagens. “Quando eu digo que a linguagem é literária, eu quero dizer que precisa gastar um pouco de vocabulário para retratar a densidade das cenas”, pontua.

Além disso, Luiz Serra conta em entrevista que, ao final do livro, há uma possível teoria sobre a misteriosa morte de Lampião e o bando. Mas preferiu não revelar, para despertar interesse do público pela a leitura da obra, já que esse momento é um dos mais importantes da narrativa.

Texto de Raphael Felice, pescado no www.campus.fac.unb.br  

 Serviço

Livro "O Sertão Anárquico de Lampião", 385 páginas
Valor R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso. 

Para adquirir envie E-mail para anarquicolampiao@gmail.com

Informações: Luiz Serra – (61) 9 9995-8402

Você também pode adquirir pelo Mercado Livre

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