segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sebo virtual

A história do CANGAÇO cabe todinha no balaio do professor Pereira

Se você procura por cangaço e coronelismo confira abaixo os 180 títulos do catalogo com "PREÇOS ATUALIZADOS". O frete registrado já está incluído no valor para qualquer canto do Brasil

AUTOR                         TÍTULO                           VALOR                                   OBS.

  1. Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 2011 – Clássico 2ª Ed. 420 pág. 70,00 Novo /
  2. Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 1ª Edição 1973  100,00 Bom estado/envelhecido
  3. Aglae Lima de Oliveira Lampião, Cangaço e Nordeste 1970 436 pág. 150,00 Bom estado/envelhecido
  4. Alcino Alves Costa Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos – 2011  Lançamento(3ª Ed.) 410 pág. 55,00 Novo
  5. Alcino Alves Costa Lampião Em Sergipe 2011 298 pág. 65,00 Novo
  6. Alcino Alves Costa Poço Redondo - A Saga de Um Povo 349 pág. 55,00 Novo
  7. Alcino Costa O Sertão de Lampião  55,00 Novo
  8. Aloysio Pereira Lima Cel. José Pereira Lima (Zé Pereira de Princesa) (Paraibanos do Século) 52 pág. 18,00 Bom estado
  9. Ana Cláudia Marques e outros Andarilhos e Cangaceiros 1999 233 pag.  40,00 Novo
  10. Ana Isabel de S. Andrade (org) O Arquivo José Américo e a Revolução de 1930 Reprodução de cópias telegráficas, cartas e ofícios 223 pág. 40,00 Bom estado  
  11. Ana Lúcia Granja e Paulo Gastão Sítio dos Nunes de Flores, vive a Saga Cangaceira: Processo crime contra Lampião, Sabino Gomes e outros.(transcrição) 46 pág. 18,00 Novo
  12. André Heráclio do Rego Família e Coronelismo no Brasil- Uma História de Poder  378 pag.  40,00 Ótimo estado
  13. Ângelo Osmiro Assim Era Lampião e Outras Histórias 236 pág. 40,00 Novo
  14. Anildomá Willans de Souza Lampião, O comandante das Caatingas 157 pág. 50,00 Ótimo estado
  15. Antonio Amaury C. de Araújo Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno  25,00 Ótimo estado
  16. Antonio Amaury C. de Araújo Lampião e as Cabeças Cortadas  60,00 Novo
  17. Antônio Amaury C. de Araújo Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço  3ª Ed. 2011 229 pág. 60,00 Novo
  18. Antônio Amaury C. de Araújo Maria Bonita, A Mulher de Lampião 2011 279 pág. 55,00 Novo
  19. Antônio Amaury C. de Araújo Lampião - As Mulheres e o Cangaço 2012 399 pág. 55,00 Novo
  20. Antônio Amaury C. de Araújo Gente de Lampião: Dadá e Corisco 2011 329 pág. 60,00 Novo 
  21. Antônio Amaury C. de Araújo Assim Morreu Lampião 1982 140 pág. 35,00 Bom estado
  22. Antônio Amaury C. de Araújo Assim Morreu Lampião – Nova Edição  2013 317 pág. 55,00 Novo
  23. Antonio Amaury e outro Lampião, Herói ou Bandido?  25,00 Novo
  24. Antônio Assis Costa - Tota Assis A(s) Cajazeiras Que Eu Vi e Onde Vivi   -  2013 3ª edição(Faz referência ao ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926) 263 pág. 35,00 Novo
  25. Antônio Barroso Pontes O Mundo dos Coronéis   25,00 Bom estado/envelhecido
  26. Antônio Corrêa Sobrinho O Fim de Lampião, O que Disseram os Jornais sergipanos 2011 166 pág.  33,00 Novo
  27. Antônio Vilela de Souza O Incrível Mundo do Cangaço Vols. I e II  40,00 cada  Novo
  28. Antônio Vilela de Souza A outra Face do Cangaço 2012 – Soldado Adrião 102 pág. 28,00 Novo
  29. Archimedes Marques Lampião Contra o Mata Sete 2012 552 pág. 55,00 Novo
  30. Aroldo Ferreira Leão Lampião: Um estudo de buscas e essências 2012  700 pág. 75,00 Novo
  31. Arthur Shaker Pelo Espaço do Cangaceiro, Jurubeba1979 173 pág. 35,00 Bom estado
  32. Bismarck Martins de Oliveira Histórias do Cangaço - O Saque de Souza – PB em 1924  30,00 Novo
  33. Bismarck Martins de Oliveira O Cangaceirismo no Nordeste 2002 329 pág. 40,00 Novo
  34. Bismarck Martins de Oliveira Cangaceiros de Lampião de A a Z   2012  35,00 Novo
  35. Câmara Cascudo Notas e Documentos Para a História de Mossoró 299 pág. 45,00 Ótimo estado
  36. Câmara Cascudo Flor de Romances Trágicos 189 pág. 40,00 Bom estado
  37. Cap. João Bezerra Como Dei Cabo de Lampião 4ª Ed. 2013 258 pág. 60,00 Novo
  38. Carlos Newton Júnior O Cangaço na Poesia Brasileira 2009 254 pág. 40,00 Ótimo estado
  39. Célia Magalhães Fatos e Curiosidades- Missão Velha  25,00 Novo
  40. Cicinato Ferreira Neto A Misteriosa Vida de Lampião  35,00 Novo
  41. Claudio Aguiar   Caldeirão  . 40,00 Ótimo estado
  42. Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto Lampião em Alagoas 2012  467 pág. 55,00 Novo
  43. Daniel Lins Lampião – O Homem que Amava as Mulheres   30,00 Novo
  44. Eduardo Barbosa Lampião Rei do Cangaço 117 pág. 35,00 Bom estado
  45. Epitácio de Andrade Filho A Saga dos Limões, Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante 2011 92 pág. 35,00 Novo
  46. Eric Hobsbawm Bandidos  2010 254 pág. 55,00 Ótimo estado
  47. Érico de Almeida Lampião, Sua História 2013 Ed. Fac-similar 136 pág. 30,00 Novo
  48. Érico de Almeida Lampião, Sua História Ed. 1998  60,00 Bom estado
  49. Eul-Soo Pang Coronelismo e Oligarquias 1889-1943 Bahia 269 pág. 60,00 Bom estado
  50. F. Pereira Nóbrega Vingança, Não  2ª ed. 1961  (original) 331 pág. 90,00 Bom estado/envelhecido
  51. Floro Bartolomeu Juazeiro e o Pe. Cícero, Depoimento para a História 183 pag. 35,00 Novo
  52. Floro Bartolomeu Juazeiro e Padre Cícero- Depoimento para a História 1923 – 1ª Edição – Livro raro  100,00 Bom estado/envelhecido
  53. Francisco Galvão  Do Coronelismo ao Caldeirão 2006 192 pág. 35,00 Novo
  54. Francisco Ivan Currais Novos: Imagem/ Tempo / Espaço 2005 110 pág. 35,00 Ótimo estado
  55. Frederico Pernambucano de Mello Benjamin Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros
  56.   45,00 Novo.
  57. Frederico Pernambucano de Mello Guerreiros do Sol 5ª Ed.  2011 519 pág. 70,00 Novo
  58. Frederico Pernambucano de Mello Estrelas de Couro, A Estética do Cangaço 1ª Ed. 2010  Edição de Luxo.  130,00 Novo
  59. Geraldo Amâncio (poeta) Assim Viveu e Morreu Lampião Rei do Cangaço 70 pág. 25,00 Novo.(181 Estrofes  cordel)
  60. Geraldo Ferraz Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol. 1.024 pag. 125,00 Novo
  61. Geraldo Ferraz Theophanes F. Torres, Um Herói Militar 2004 250 pag. 45,00 Novo
  62. Gilbamar de Oliveira Bezerra A Derrota de Lampião(Mossoró) 2010 104 pag. 28,00 Novo
  63. Gilmar Teixeira Quem Matou Delmiro Gouveia? 2011 152 pág. 45,00 Novo
  64. Gonçalo Ferreira da Silva Lampião: A Força de um Líder 2005 268 pág. 45,00 Ótimo estado
  65. Gouveia de Helias Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. 25,00 Novo
  66. Gregg Narber Entre a Cruz e Espada: Violência e Misticismo no Brasil Rural 206 pag.  30,00 Ótimo estado
  67. Gustavo Barroso HERÓIS E BANDIDOS,  Os cangaceiros do Nordeste  2012 197 pág. 45,00 Novo
  68. Gustavo Barroso ALMAS DE LAMA E DE AÇO, Lampião e outros cangaceiros 2ª Ed. 2012 117 pág. 40,00 Novo
  69. Gustavo Barroso Heróis e Bandidos  - Edição  1931   70,00 Capa dura com manchas bom estado de leitura
  70. Gutemberg Costa A Influência do Cangaço na Música popular Brasileira 1998 84 pág. 40,00 Bom estado/soltando as folhas
  71. Haroldo Felinto Curiosidades e Fatos Sobre Lampião 2012 207 pág. 30,00 Novo
  72. Honório de Medeiros Massilon  55,00 Novo
  73. Iaperi Araújo No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. 40,00 Novo
  74. Iaperi Araújo Angico: 1938  1ª Ed. 2013 116 pág. 35,00 Novo
  75. Ilsa Fernandes Queiróz Mulheres no Cangaço, Amantes e Guerreiras 144 pág. 35,00 Novo/
  76. Inês Caminha L. Rodrigues  A Revolta de princesa 1981 81 pag. 15,00 Bom estado-Livro Bolso
  77. Isabel Lustosa De Olho em Lampião 2011 109 pág. 25,00 Novo
  78. Janduhi Dantas Viagem aos 80 anos da Revolta de Princesa (112 Estrofes de Cordel sobre a Guerra de Princesa.) 41 pág. 18,00 Ótimo estado
  79. João Bezerra da Nóbrega Lampião e o Cangaço na Paraíba 2011 345 pág. 55,00 Novo
  80. João de Sousa Lima A Trajetória Guerreira de Maria Bonita 1ªedição  30,00 Novo
  81. João de Sousa Lima Moreno e Durvinha  35,00 Novo
  82. João de Sousa Lima Centenário de Luiz Gonzaga e a Passagem do Rei do Baião em Paulo Afonso  2012 112 pág. 30,00 Novo
  83. João de Sousa Lima Lampião em Paulo Afonso 2ª Ed. 2013 182 pág. 40,00 Novo
  84. João de Sousa Lima e Juracy marques (Org.) Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço 172 pag. 35,00 Novo
  85. João Tavares Calixto Júnior Venda Grande d’Aurora (Dados Históricos Sobre Aurora-CE) 2012 299 pág. 50,00 Novo
  86. Jorge Mattar Villela O Povo em Armas: Violência e Política no Sertão de Pernambuco 2004 292 pág. 35,00 Ótimo estado
  87. José Alves Sobrinho Lampião, Antônio Ferreira e Levino – A Parceria e o Cangaço  2012 235 pág. 55,00 Novo
  88. José Alves Sobrinho Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas  40,00 Novo
  89. José Anderson Nascimento Cangaceiros, Coiteiros e Volantes  30,00 Ótimo estado
  90. José Gastão Cardoso A Heróica Resistência de Princesa  2ª ed.   25,00 Novo
  91. José Geraldo Aguiar Lampião, O Invencível, Duas Vidas Duas Mortes(Lampião de Buritis) 2009 275 pág. 50,00 Novo
  92. José Hilário Do Cangaço ao Congresso 1994 241 pág. 30,00 Envelhecido pelo tempo
  93. José Sabino/César Megale Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011 192 pag. 45,00 Novo
  94. Juarez Conrado Última Semana de Lampião 1980 (reportagens) 84 pág. 50,00 Bom estado /envelhecido
  95. Luitgarde Oliveira C. Barros A Derradeira gesta: Lampião e Nazareno Guerreando no Sertão 2000 260 pag. 60,00 Novo
  96. Luiz Bernardo Pericás Os Cangaceiros  55,00 Novo
  97. Luiz Luna Lampião e Seus Cabras 2ª Ed. 1972 160 pág. 40,00 Bom estado/com algumas manchas
  98. Luiz Ruben F. Bonfim Lampião Conquista a Bahia 2011 422 pág. 50,00 Novo
  99. Luiz Ruben F. Bonfim Lampião e os Interventores 2007  236 pag. 40,00 Novo
  100. Luiz Rubens F A Bonfim Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag.  40,00 Novo
  101. Luiz Rubens F. de A. Bonfim Lampião e os governadores    40,00 Novo
  102. Luiz Zanotti Lampião: Texto, Tela e Palco –  Tese de Doutorado - 2012  308 pág. 50,00 Novo
  103. Manoel Cavalcanti de Souza (Ex-volante Neco de Pautília) Lembrar e escrever, não é só querer - “Memórias” do Cangaço e Genealogia. 167 pág. 32,00 Novo
  104. Marcílio Lima Falcão Jararaca: memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró 2013 211 pág 40,00 Novo
  105. Marcos Medeiros A Caatinga Sustentou Campesino e Cangaceiros Cordel 16pg 8,00 Novo
  106. Marcos Vinícius Vilaça e outro Coronel, Coronéis 2006 225 pag. 35,00 Ótimo estado
  107. Maria Isaura P. de Queiroz História do Cangaço 1982  30,00 Bom estado/envelhecido
  108. Maria Isaura P. de Queiroz História do Cangaço 1997  45,00 Ótimo estado
  109. Mariane L. Wieserbron Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense
  110. Séria “A” 28,00 Bom estado
  111. Marilourdes Ferraz O Canto do Acauã  4ª edição 2012  680 pág. 150,00 Novo
  112. Marilourdes Ferraz O Canto do Acauã: 2ª Edição  1985 506 pág. 120,00 Bom estado
  113. Marilourdes Ferraz O Canto do Acauã: 1978  -  1ª Edição 336 pág. 120,00 Capa dura. Bom estado
  114. Mario Souto Maior Antonio Silvino – Capitão de Trabuco  45,00 Novo
  115. Maximiano Campos Sem Lei, Nem Rei 1990 141 pag. 15,00 Ótimo estado
  116. Melquíades Pinto Paiva A Matriarca do Sertão: Fideralina Augusto Lima 153 pag. 35,00 Novo
  117. Melquíades Pinto Paiva Ecologia do Cangaço  35,00 Novo
  118. Melquíades Pinto Paiva Cangaço, uma ampla bibliografia comentada 2012 “Um  magnífico guia de fontes para quem deseja conhecer a vasta bibliografia do Cangaço”  392 pág. 85,00   Novo / Capa dura
  119. Melquíades Pinto Paiva Nordeste do Brasil: Terra, Mar e Gente 2010 407 pág. 55,00 Ótimo estado
  120. Melquíades Pinto Paiva Memorial do Centenário: José Rodrigues Tavares Paiva (1826-1996) 79 pág. 25,00 Ótimo estado
  121. Moacir Assunção Os Homens Que Mataram o Facínora 2007 278 pág. 55,00 Parte da capa rasgada, miolo ótimo.
  122. Napoleão Tavares Neves Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009 131 pag. 35,00 Novo
  123. Nertan Macedo Lampião: Capitão Virgulino Ferreira 1975 220 pág. 35,00 Bom estado
  124. Nertan Macedo Sinhô Pereira: O Comandante de Lampião  148 pág. 40,00 Bom estado
  125. Nordeste Vinteum (Revista) Maria Bonita: Vida, Paixão e Morte no Sertão 2011(Centenário de Maria Bonita)  25,00 Ótimo estado
  126. Osvaldo Rodrigues Póvoa Quinta-feira Sangrenta- Hist. de Dianópolis - TO (antiga São José do Duro-GO) (Narra o assassinato do Major Zé Inácio do Barro) 186 pág 40,00 Novo
  127. Padre João Carlos Perini Padre Cícero e Lampião (plaquete)  12,00 Novo
  128. Paulo Gastão O Cangaço e a Imprensa 2012 80 pág. 23,00 Novo
  129. Paulo Gastão Lampião de A a Z    2011 75 pág. 15,00 Novo
  130. Paulo Gastão 1938 Angico 2012 144 pág. 30,00 Novo
  131. Paulo Gastão Quem é Quem no Cangaço 2013  140 pág. 33,00 Novo
  132. Paulo Moura Lampião: A Trajetória de Um Rei Sem Castelo 150 pág. 35,00 Novo
  133. Pedro Baptista Cangaceiros do Nordeste 2011 279 pág. 37,00 Novo
  134. Pedro Nunes Filho Guerreiro Togado – 2011 -  Edição de Luxo 516 pág. 100,00 Novo
  135. Piragibe de Lucena Lampião, Lendas e Fatos  1995 86 pág 35,00 Bom estado
  136. Raimundo Nonato  Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro Romântico  40,00 Ótimo estado
  137. Ranulfo Prata Lampião 28,00 Ótimo estado
  138. Ranulfo Prata Lampião,  Ed. Fac-similar  2010 239 pág. 35,00 Novo
  139. Raquel de Queiroz Lampeão, a Beata Maria do Egito- Teatro 1995 60 pag. 20,00 Ótimo estado
  140. Raul Fernandes A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró.  55,00 Bom estado
  141. Raul Fernandes Lampião na Fazenda Veneza (Plaquete) 23 pág. 15,00 Novo
  142. Reinaldo Azevedo Cangaço, Tatuado no Traço 22x31cm 2012 (um trabalho de arte) 131 pág. 68,00 Novo/encadernação de luxo.
  143. Rejane Vasconcelos A Carvalho O Estado, a Terra e o Coronelismo Nordestinos 94 pag. 20,00 Ótimo estado
  144. Renato Luís Bandeira Dicionário Biográfico de Cangaceiros e Jagunços 288 pág. 55,00 Novo
  145. Renato Phaelante Cangaço, Um Tema na Discografia da MPB 97 pág. 40,00 Novo
  146. Ricardo Albuquerque(org.) Iconografia do Cangaço – (Livro Álbum) Inclui Filme com Cenas Inéditas de Lampião e Seu Bando (DVD) 215 pág. 115,00 Novo
  147. Rodrigues de Carvalho Serrote Preto   1974  80,00 Bom estado/lombada com falhas
  148. Rodrigues de Carvalho Lampião e a Sociologia do Cangaço 379 pág. 90,00 Bom estado, manchas no corte
  149. Rubinho Regionalismo Sertanejo 110 pág. 18,00 Novo
  150. Rui Facó Cangaceiros e Fanáticos 2012  40,00 Novo.
  151. Sérgio Augusto S. Dantas Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito 2ª Edição  2012 314 pág. 45,00 Novo 
  152. Severino Coelho Viana A Vida do Cel. Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes   1989 142 pág. 45,00 Bom estado
  153. Sousa Neto José Inácio do Barro e o Cangaço(Major Zé Inácio do Barro) 2011 223 pág. 40,00 Novo
  154. Tânia Maria de S. Cardoso Cordel, Cangaço e Contestação – 2003   25,00 Bom estado
  155. Ten. João Gomes de Lira Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes Vol.  I e II  - 1997  - Autografado  150,00 Ótimo estado
  156. Ten. João Gomes de Lira Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes  - Vol. I e II  - 2007 - Autografado  150,00 Ótimo estado
  157. Ten. João Gomes de Lira  Lampião: Memórias de um Soldado de Volante 3ª Ed. 2013 – 2 vol. 700pág. 115,00 Novo                                                                                                                          
  158. Tião Lucena A Guerra de Princesa(Cel. Zé Pereira) 3013 194 pág. 45,00 Novo
  159. Vera Ferreira e Antônio A. C. de Araújo De Virgolino a Lampião  2009 319 pág. 55,00 Novo
  160. Vera Ferreira e Antônio Amaury O Espinho do Quipá 197 pág. 55,00 Bom estado
  161. Vera Ferreira e Germana Gonçalves (organização) Maria Bonita do Capitão (centenário de Maria Bonita)  Estojo de luxo 327 pág. 150,00 Ótimo estado
  162. Vilma Maciel O Pacto dos Coronéis (Cariri 1911)  25,00 Novo
  163. Vilma Maciel Os Fuzilados do Leitão 2ª Edição 2012  88 pág. 23,00 Novo 
  164. Vilma Maciel Lampião: Luta, Sangue e Coragem 2012 (Romance Histórico)  188 pág. 33,00 Novo 
  165. Voltaire Wolney Aires (neto do Cel. Abilio Wolney) Abílio Wolney, Suas Glórias, Suas Dores: A Saga de Jagunços e Coronéis do Sertão 243 pág. 40,00 Novo
  166. Walfrido Moraes Jagunços e Heróis 1984 217 pág. 35,00 Bom estado
               
REVISTAS  “A PROVÍNCIA” EDITADA NO CRATO - CE (em formato de livro) Preço R$30,00

 Nº 05 (1993)     *   Padre Ibiapina “O Apóstolo do Nordeste”
                          *  A Patente de Lampião
                          *  As Orelhas de Cinquenta Contos de Réis (Lampião-Moreno e Antônio da Piçarra)

Nº 07 (1994)   *   Padre Cícero 

Nº 08 (1995)   *   A Patente de Lampião (Hilário Lucetti)
                       *   Padre Cícero Mito e Realidade
 Nº 09 (1995)  *   O Coronel Belém do Crato
                       *   O Combate do Coité
                       *   Paraiso Ocasional de Lampião

Nº 10  (1996)  * Um Filho do Crato na Luta Contra Lampião (José Sampaio Macedo)

Nº 11 (1996)   * Júlio Pereira, Peça Chave na História do Cangaço
                       *  Lampião Descendia dos Feitosas do Inhamuns
 

Obs. 
     - Como estou sempre comprando e vendendo livros,  os  preços  podem variarem,  para mais ou para menos, a qualquer momento. 
     - Os livros ficarão reservados, por no máximo, uma semana.
     - Confirme o estoque antes de fazer o depósito.
    - O pedido pode ser feito por E-mail franpelima@bol.com.br ou pelos Tel. (83) 9911 - 8286 (TIM)  / 8706 - 2819 (OI).
 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Memória

Professor Vilela escreve sobre Dominguinhos



“Dominguinhos – O Neném de Garanhuns”. Este é o mais novo livro do professor, pesquisador e escritor Antônio Vilela. A obra  faz um retrospecto da vida do sanfoneiro, cantor e compositor José Domingos de Moraes, natural da Terra das Sete Colinas, e que ao longo de mais de 70 anos de vida conseguiu prestígio nacional e internacional como músico.

Vilela revela que o título original do livro seria “Dominguinhos. O Menino de Garanhuns” e que a mudança do título foi sugerida por Maria Auxiliadora, irmã do artista. “Quando criança ele era só era conhecido por Neném, principalmente entre os familiares”, revelou Maria ao escritor garanhuense.

No livro o autor traz documentos históricos, fotografias e depoimentos de jornalistas, historiadores e artistas, como Luiz Gonzaga, Fagner, Jorge de Altinho, Djavan, Nando Cordel, Genival Lacerda, Elba Ramalho, além de Guadalupe a Anastácia, que foram casadas com Dominguinhos.

O escritor pesquisou desde a infância e adolescência do músico em Garanhuns, onde ele começou tocando na frente do Hotel Tavares Correia e nas feiras. Focou sua ida para o Rio de Janeiro, a amizade com Gonzagão, até chegar ao Dominguinhos doente, sua morte e a luta para que seus restos mortais ficassem em Garanhuns.

É um trabalho de apaixonado pelo que faz, de um escritor voltado para os valores do Nordeste e de sua cidade.

“Dominguinhos – O Neném de Garanhuns” com orelha de Mourinha do Forró e prefácio de Zezinho de Garanhuns já pode ser encontrado nas livrarias e bancas de revista da cidade.

O livro tem 144 páginas. Custa R$ 35,00 ( Trinta e cinco reais) com frete incluso. Você pode adquirir o seu hoje mesmo entrando em contato com o autor através do email incrivelmundo@hotmail.com ou pelos fones (87) 3763 - 5947 / 9944-8888 (Tim)

Texto pescado em http://robertoalmeidacsc.blogspot.com.br/2014/04/professor-vilela-escreve-sobre.html

Documentário

"Jesuíno Brilhante, o herói bandido"

O documentário é o resultado de um trabalho de um então grupo de alunos do curso de jornalismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, dentre eles, além deste jornalista que vos escreve, Bruno Soares, Lenilson Freitas, Fabio Faustino, Rodolfo Paiva e Stenio Urbano. A produção contou também com a participação do técnico em imagens Cícero Pascoal e a supervisão do professor Tobias Queiroz.

Produção

De produção e pretensões modestas, a ideia era contar a história do cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante em no máximo 20 minutos e isso só poderia ser feito de forma "alternativa". Nada de longas pesquisas, apenas entrevistas pontuais, e o método se explica: Tudo o que se sabe de Jesuíno Brilhante é oriundo de relatos orais e da literatura de cordel. O único livro que tenho notícia baseia-se também nessas duas fontes. Foi então que selecionamos alguns cidadãos patuenses (cidade de Patu, local de origem de Jesuíno Brilhante) entre entusiastas e conhecedores da história de Jesuíno e dois pesquisadores

Mito

Jesuíno brilhante é, como a maioria dos cangaceiros famosos, um mito. Transita no imaginário popular ora como bandido ora como herói, e as entrevistas contidas no documentário revelam essa dupla interpretação que se tem do cangaceiro. As contradições contidas nas falas dos participantes não são deliberadas, resultam da aura mítica que a história de Jesuíno carrega.
Experimentalismo

O documentário é experimental. As narrativas foram substituídas por versos de cordéis que contam a história de Jesuíno. Os versos delimitam os capítulos, em ordem cronológica. Cada verso inaugura uma passagem da história de Jesuíno que imediatamente se conecta com as versões dos entrevistados. É um "docordel".



Ficha Técnica
Pesquisa: Bruno Soares e Stênio Urbano.
Fotografia: Bruno Soares e Cícero Pascoal
Roteiro: Allan Erick
Entrevistas: Rodolfo Paiva e Stênio Urbano.
Edição de imagens: Cícero Pascoal e Allan Erick
Direção: Allan Erick, Bruno Soares, Stênio Urbano e Rodolfo Paiva
Entrevistados: Alfredo Leite, Maria das Dores (Dodôra), Zé de Alzerina, Stanislau Lima, Kydelmir Dantas e Dona Francisca.

Fonte:  http://allanerick.blogspot.com.br/2013/07/jesuino-brilhante-o-heroi-bandido.html


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Firmina Maria da Conceição, a "Dona Cabocla"

Aos 109 anos, Ex Coiteira de Lampião, ainda vive em Paulo Afonso.
Por João de Sousa Lima

Constatei como Dona Cabocla é bem cuidada por suas filhas e netas

Conheci Cabocla em dezembro de 1999, ela foi uma das minhas grandes descobertas para falar da passagem de Lampião por Paulo Afonso.  Pude entender através de Cabocla os pontos percorridos, os coitos visitados, alguns costumes, detalhes de cangaceiros, gostos, estratégias e conhecer um pouco da rede de proteção para a sobrevivência do cangaço no que abrange a região de Paulo Afonso e o Raso da Catarina.

Firmina Maria da Conceição nasceu em 1905, no povoado “Poços”, uma das fazendas que se situava às margens do Raso da Catarina e foi incluída por Lampião nos seus trajetos como rota secreta e segura, favorecendo sua passagem em direção aos povoados Malhada da Caiçara, São José, Santo Antônio, Várzea, Riacho e todo o estado Sergipano.

O primeiro filho de Firmina acabara de nascer no meio daquele mundo inóspito e primitivo, tendo por testemunha apenas a população resumida de cinco famílias simples. Presente naquele momento de perpetuação da vida estava o sogro Faustino, dona Clara, Batista, Maria de Zeca e Zé Antônio. Cabocla completou quinze dias de resguardo e como de costume acordou cedo e foi fazer a visita matinal na casa da amiga Clara. O que aquela manhã havia lhe reservado de surpresa a acompanharia pelo resto da vida. Na sala da residência de dona Clara, Cabocla parou extasiada diante do que seus olhos contemplaram. Muitas vezes ouvira falar de Lampião, porém, jamais imaginaria ficar diante daquela figura real. Uma voz que mais parecia o som de um trovão quebrou o silêncio que se abatera naquele cubículo abarrotado de cangaceiros:
-   Tá cum medo?

Diante de toda expectativa a resposta saiu:
-   Não!
-   Você sabe cunzinhar?
-   Sei!


Cabocla rememora sua amizade com Lampião
Com este pequeno diálogo começaria uma grande amizade entre Cabocla e Lampião. Neste dia Cabocla preparou um verdadeiro banquete para os cangaceiros.

Os Poços passaria a ser um dos principais esconderijos do Rei do Cangaço. Os coitos que cercavam os Poços e foram utilizados pelos cangaceiros onde permaneciam por dias e dias arranchados, foram: Saco da Palha, Sítio do Sabino, Malhada Bonita, Quixabeira e Serrotinho. 

No princípio Cabocla não contou aos pais do encontro que tivera com Lampião.
Como as visitas de Lampião foram ficando muito freqüentes Cabocla teve que pedir ajuda a amiga Lúcia de Sabino para ajudá-la a cozinhar. Depois Lúcia se encarregou da cozinha e Cabocla da lavagem das roupas, uma árdua tarefa, tendo em vista que as roupas eram lavadas na casa dos pais, no povoado São José e eram escondidas por causa do forte cheiro que ficava, pela quantidade de perfume que os cangaceiros usavam. Cabocla tinha que adentrar alguns metros no mato temendo ser descoberta pelas volantes policiais.

A lavagem às vezes era feita durante a noite, tornando a tarefa ainda mais penosa. Sem contar que o sabão era fabricado pela própria lavadeira em um processo milenar: Cabocla queimava a lenha, pegava a cinza e molhava, deixando-a de molho por três dias, depois destilava e misturava com o sebo de boi. A constante fabricação, através da fumaça que se formava, afetou a visão de Cabocla pro resto da vida.

O Sr. Dionísio, do povoado São José, era quem fazia o contato entre Lampião e Cabocla. Assim que o Rei do Cangaço chegava a um dos coitos dos Poços Cabocla era logo avisada.
Dos Poços uma das cunhadas de Cabocla, se apaixonou pelo famoso cangaceiro Mariano Laurindo Granja, um dos homens de confiança de Lampião.

Otília Maria de Jesus era filha do velho Faustino e resolveu acompanhar seu grande amor passando a chamar-se Otília de Mariano. Os Poços jamais seriam o mesmo depois que Otília passou a ser cangaceira, Lampião perdia aí um dos mais famosos coitos da região de Paulo Afonso.

Agora em fevereiro de 2014 fiquei surpreso ao saber que Cabocla ainda estava viva aos 109 anos de idade. Imediatamente lhe fiz uma visita. Por incrível que pareça ela lembrou minha pessoa. Encontra-se lúcida, recordando fatos, lembrando momentos vividos e perpetuados em sua memória, fatos esses envolvendo as histórias de Lampião e seus diversos grupos de cangaceiros. Firmina Cabocla é um capitulo vivo desses momentos.

João de Sousa Lima
Historiador e escritor
Paulo Afonso, Bahia, madrugada de 25 de fevereiro de 2014.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Novo livro na praça!!!

"O processo de Dores"



O chanceler Paulo Medeiros Gastão acaba de lançar o segundo volume da serie de processos contra o Cangaço.
  
Digitalizado e postado originalmente no site do Tribunal de Justiça de Sergipe e compartilhado pelo blog Lampião Aceso, o processo movido contra Lampião pela comarca de Capela contra o Rei do cangaço por ter assassinado o jovem José Elpídio dos Santos na cidade de Nossa Senhora das Dores, SE em outubro de 1930 foi minuciosamente lido, transcrito e finalmente apresentado aos colecionadores e especialmente os profissionais da área do direito. 

São trinta e sete páginas de um relato coletado na íntegra de documentação originária do judiciário sergipano. As ocorrências constam nas páginas desde que instaurado o processo. Assim o caro leitor terá nova forma de ver o cangaço com a participação direta dos anais do judiciário. Cangaço analítico e objetivo. Mais uma edição especial da Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço - SBEC.
 
Solicite o seu com o autor Paulo Gastão - pelo e-mail paulomgastao@hotmail.com
Valor: "R$ 25,00" (Vinte e cinco reais) com frente incluso.

Depósito ag, Banco do Brasil - nº 3526-2 e c/c 737-4. 
(Após depósito confirme guia de pagamento via email).

segunda-feira, 7 de abril de 2014

“Jornal da Tarde” (Do “O Estado de S. Paulo”) – 31 de julho de 1973

Coiteiro é homem que não morre!
Por: Claudio Bojunga

Diz Eufrázio, 82 anos, coiteiro de Lampião
Foto: Josenildo Tenório

“Acoitar”, na linguagem sertaneja, significa “proteger participando”. Não é só calar a boca, fechar os olhos à passagem de algum bandido ou dar pistas falsas à polícia. O coiteiro também servia de moleque de recados e era ele quem abastecia de roupas e alimentos os grupos de cangaceiros.
Mas talvez a melhor definição de coiteiro tenha sido dada por um deles, Eufrázio Carlos do Amazonas, 82 anos, homem que nunca levou um empurrão, nem da polícia nem de cangaceiro.
 - Coiteiro – diz ele rindo – é um homem como eu, que não morre.

Eufrázio, que nem apelido recebeu durante a primeira fase do cangaço, a mais violenta, de 1914 a 1928, quando Lampião se mudou para a Bahia, orgulha-se de sua intimidade com Virgulino Ferreira, com todos os fazendeiros do Pajéu e se diz amigo íntimo dos mais famosos caçadores de cangaceiros da primeira fase: os tenentes Mané Neto e Higino.

Um homem virava coiteiro, naquela época, por cinco razões básicas: medo de morrer; vingança (usar o cangaceiro para vingar algum parente morto pela polícia); gratidão (recebia favores e dinheiro dos cabras, e tinha de pagar); interesse comercial (cangaceiro não dava muito valor a dinheiro) ou polícia (como enviado especial de algum fazendeiro ou chefe político esperto).
O negro Eufrázio, gordo, risonho, deve ter usado todas essas razões. Segundo ele, nunca viu ninguém morrer.
-E eu vou dar gosto de ver coisa feia?

Créditos para Antônio Correia Sobrinho

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Menino Pedro, do Cordel e do Baião

Estimulado pelos pais a ler livros, garoto de oito anos devorou Chico Bento, adora versos do cordel e se diz um grande fã de Luiz Gonzaga

Por Nélson Gonçalves    

Pedro Popoff
Foto: Alan Schneider/G1
Seus roteiros contêm emboscadas, retratam com fidelidade os perrengues do sertão entre a volante (polícia do tempo do cangaço) e o grupo de Virgolino Lampião, tudo regado a espontaneidade, mas sem descuido da ambientação e do figurino. O toque pessoal na trama começa com o fim determinando o começo, onde a morte do cangaceiro-protagonista é lançada, logo na primeira cena, para sustentar a dinâmica de interrogação ao longo de toda a enquete. Quem quiser saber o desfecho da cilada inicial tem de acompanhar o confronto até a última cena.

A descrição acima é de um roteiro de enquete teatral de autoria de Pedro Motta Popoff, um menino de oito anos, filho de pais comerciantes. Para contar sua historinha, o garoto simulou as cenas, cantarolou a sonoplastia e consumiu vários minutos para que seus desenhos, em sequência, fossem compreendidos do jeito que ele pensou a encenação.

O computador existe na vida de Pedro, mas para baixar músicas do baião ou para pesquisar sobre personagens do cangaço, Anastácia, Luiz Gonzaga, Tião Carrero... A ‘arma virtual’ que hipnotiza a molecada, para o pequeno Pedro, é apenas ferramenta. O que realmente rouba sua atenção é o mundo do cangaço, a literatura de cordel e uma variedade de canções de bom gosto que causa surpresa até no mais experiente apreciador de gêneros nacionais.

Os pais, Marcelo Motta e Carla Popoff, apresentam referências da mediação que foi feita com o filho desde seu nascimento. “O pai tem parente com fazenda, então isso pode ter despertado o amor que ele tem por animais. Ele ama bichos e, em especial, cavalos”, conta a mãe. Marcelo menciona que Pedro sempre foi convidado a ler, desde menino e, ainda durante a gestação, “convidado” a ouvir música fora do circuito comercial, sobretudo MPB, um prato sonoro recheado de autores na casa da família. “Ele lia revistinhas do Chico Bento e a partir de um DVD  se apaixonou pelo Chico. Ele troca muito presente de brinquedo por livro”, cita.

Pergunte a Pedro o que ele acha do sertanejo universitário e saberá se a “receita” de apresentação de estímulos, pelos pais, ajudou: “Sertanejo universitário não é música!”.

No ano passado, Pedro pediu de presente uma vitrola. “Fomos à feira do rolo e compramos um aparelho que toca vinil. Ele não desgruda do aparelho”, contam. O garoto ganhou um Xbox, mas o game perde feio para os livrinhos de cordel e os discos na disputa pelo seu tempo para brincar.


Mais radiola, menos Xbox
Foto: Alan Schneider/G1
O detalhe nos estímulos culturais apresentados pelos pais ao garoto: “Colocávamos MPB para ele ouvir ainda na minha barriga e vamos lhe oferecendo livros e autores tanto de música como de literatura. Mas ele escolhe. É uma apresentação democrática”, esclarece a mãe.

Pedro fica pela manhã com os pais, em uma loja na região central, quase na esquina entre a avenida Duque de Caxias e a rua 13 de Maio. Após o almoço, vai para a escola. Quem circula pela rua 13 já não mais se surpreende com um garoto, por vezes, pendurado em galho de uma das árvores na frente do terreno da loja dos pais. De chapéu do cangaço na cabeça (Pedro tem uns 20 tipos de chapéu e quer ir a todo lugar com a indumentária), o menino recita trechos de cordel e canta baião e xaxado. O xaxado foi difundido pelo grupo de Lampião como uma dança de guerra e entretenimento.
“Os cangaceiros eram corajosos e Lampião formou o bando para matar o coronel e enfrentar a volante, que era a polícia lá do sertão. A mulher mais valente do cangaço foi Dadá, mulher do Corisco, vingador de Lampião. Ela era corajosa também. Já a Maria era a mais Bonita, por isso casou com Lampião. O tenente Bezerra, da volante, é quem matou Lampião, mas foi em uma emboscada na fazenda Angico em Sergipe. Ele foi pego pelos macacos. Macaco e volante é a mesma coisa viu!”,
descreve Pedro Motta Popoff ao ser perguntado sobre o que é o cangaço.

A resposta é absolutamente espontânea, sem consultar livro algum. Em sua coleção pessoal, o garoto tem “Lampião, o rei dos cangaceiros”, de Billy Jaynes Chandler, entre outros.

Talvez do gosto do pai, o menino também adora música raiz, em específico os ponteados na viola de Tião Carrero, e também Raul Seixas. “Eu assisti ao filme ‘De Pai para filho’, que fala da história do rei do baião, o Luiz Gonzaga. Mas o Gonzaguinha no filme parece mais com o Raul do que com o filho do rei do baião”, opina o menino.

É disco que ele gosta
Foto: Alan Schneider/G1
Quando bati palmas na chegada à sua casa, do portão era possível ouvir o pequeno cantando baião rasgado enquanto tomava banho.

“É todo dia assim. Tomar banho é uma cantoria. E ele vai cantando e algumas vezes parte para inventar letras ou canções. Um dia percebi que ele cantava algo triste e me aproximei sem ele perceber.

Anotei o que ele cantava e era uma música que falava da tristeza pelo fim da infância. Anotei o que entendi à mão.

Mas interrompi porque ele passou a chorar muito e não me aguentei e o abracei embaixo do chuveiro”, lembra Carla Motta.

Brincar de baião

Pedro não desgruda de uma costureira (ele mesmo explica que é o nome que o cangaceiro dava à metralhadora) feita em papel machê e, ao criar seus roteiros do mundo de Lampião, nunca deixa de usar botina, camisa xadrez, o porta cartucho de couro feito pela mãe enfeitando o peito e, claro, o chapéu do sertão.

Foi um pouco mais de uma hora, ao lado da vitrola, para conhecer apenas as 10 canções que Pedro Motta Popoff mais gosta. A lista ia crescendo, com apontamentos de autores também de fora do mundo do baião. E ele, com um dó danado, tentou insistir em não ter de cortar nenhuma das “melhores” de sua coleção (veja a lista acima).

Ele não só conhece as letras, como tenta interpretar o estilo típico do sertanejo cantar. Pedro também arrisca passos do xaxado. Ao final de cada canção lança comentários sobre o que ouviu.

Pedro e sua fã nº 1 a mamãe Carla Motta. 
Foto: Alan Schneider/G1

No início, a mãe teve preocupação com sua convivência na escola. “Fiquei preocupada com algum tipo de discriminação, porque ele quer ir de chapéu na aula e não gosta de brincar de jogo eletrônico com os meninos. Mas ele é bem resolvido com isso. Nós sempre dissemos a ele que contasse aos amigos que é isso que ele gosta, de chapéu e botina. Ele fala para os meninos que eles precisam conhecer a cultura do nosso País”, sorri a mãe.

Na TV e no computador, Pedro usa seu tempo para assistir a documentários. “Ele ama a Inesita Barroso e insistiu tanto que eu tive de levá-lo para assistir à gravação do Viola Minha Viola na TV Cultura em São Paulo”, acrescenta a mãe. Uma particularidade: Pedro não odeia, mas não liga para o mestre dos causos Rolando Boldrin. “Eu gosto de ponteio de viola do Tião Carrero”, finaliza.

Pesquei no JC Net

No sentido de enriquecer a matéria que não trazia ilustrações ripei fotos do Site G1 que também produziu uma matéria sobre o menino Pedro.  Confira