quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cangaço e terror num Livro em quadrinhos

Proscritos, de Beto Nicácio, teve evento de lançamento no Dia do Quadrinho Nacional

Por Marcelo Naranjo / UniversoHQ
 

Ontem 30 de janeiro, Dia do Quadrinho Nacional, foi lançado o álbum Proscritos (formato 21×28 cm, 96 páginas, R$ 40,00), de Beto Nicácio, publicação da Guarnicê Produções e Dupla Criação, com patrocínio da Fundação Nagib Haickel.

Segundo o autor, Proscritos fala de seres marginalizados que precisam lutar contra a rudeza da natureza e seus próprios pares e que, acima de tudo, teimam em permanecer humanos, com seus sentimentos, suas crenças, paixões e medos; o negativo de um retrato que o Brasil teima em esquecer, em relegar, mas que se perpetua no imaginário popular.

O álbum traz um trabalho voltado para o público que gosta de "causos" e histórias de assombração.
As primeiras histórias foram criadas há, pelo menos, dez anos, como Desertores e Revertério. Outras foram produzidas ao longo desse tempo. "O leitor mais atento vai perceber as diferenças nos traços e estilos", comenta Nicácio, ressaltando as várias fases pelas quais passou até chegar às últimas aventuras, uma delas escrita por Iramir Araujo, seu parceiro em outras HQs, como Corpo de delito e Balaiada - A guerra do Maranhão.

"Confesso que a influência maior para produzir este álbum foram as histórias em quadrinhos dos mestres Flavio Colin, Julio Shimamoto e, em particular, Mozart Couto. O vigor e selvageria dos traços em preto e branco e a competente construção dos seus roteiros e histórias foram definidores para eu admirá-los e modestamente segui-los", afirma Nicácio.

Além de Iramir, colaboram neste álbum, com textos ou artes, nomes como Mozart Couto, Julio Shimamoto, Sidney Gusman, Bruno Azevêdo, Ronilson Freire, Rom Freire, Marcos Caldas e Joseph Bruno.
Para outras informações ou para adquirir, clique aqui. Na compra de um exemplar, o leitor ganha uma arte original.


Pesquei do: www.francinildosena.blogspot.com.br

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Lançamento em cordel

A saga de Jesuíno Brilhante

Por Varneci Nascimento
 


Quando se fala em cangaço, o personagem mais lembrado é aquele considerado o maior deles, o primeiro sem segundo, o intrépido e temível Lampião. Todavia a história nos mostra que outros abriram o caminho para que ele passasse e reinasse praticamente incólume, sem que fosse abatido. Mas a história deixa as suas marcas e os historiadores poetas ou poetas historiadores estão sempre em busca destas para inovar sua arte, criar novas obras, encantar seus leitores. O cangaço de fato é um dos assuntos preferidos do cordel, mas não o único, pois a literatura é abrangente, está em busca dos mais simples aos mais complexos dramas humanos.

É o caso do cordelista natalense Nando Poeta radicado em São Paulo há cerca de cinco anos e que espalhou a sua poesia para o Brasil. Chegou tímido na Luzeiro buscando ler os clássicos dos cordéis brasileiros. Mas o seu apelido - Poeta, somado à sua história de vida que inclui engajamento nos movimentos sociais, aos poucos se tornaram um convite para lançar as redes em águas mais profundas no mar gigantesco do cordel. E ele seguiu um conselho interessante: “não tenha medo”. Corajoso, arriscou-se a escrevinhar as primeiras estrofes. De uma humildade singular, virtude nem sempre presente na maioria dos escritores, foi mostrando seus versos aos amigos que tem em boa parte do país. Os verdadeiros o incentivaram e corrigiram, os falsos elogiaram, os orgulhosos o mandaram parar e seguir no sindicato, os bondosos o abraçaram e o cordel mandou que ele seguisse lendo Leandro Gomes de Barros, José Camelo de Melo entre tantos outros gênios dessa arte secular.

O mundo vivia o auge da crise financeira e em pouco tempo estava pronto o primeiro trabalho de sua verve, A Turbulência Econômica. E começava bem, pela maior e mais importante editora de cordel do Brasil, a Luzeiro, sonho de todo poeta que conheceu o gênero através de suas publicações. Em poucos meses, graças ao  engajamento a edição se esgotara, pois os sindicatos acolheram sua obra e a partir dela promoveram importantes debates. Mas o potiguar ousado percebeu que havia uma lacuna a ser preenchida no meio de outras categorias; foi quando homenageou as mulheres em Mulheres em luta; depois os trabalhadores com O primeiro de maio, e em seguida, sonhou longe querendo  a construção de uma nova central sindical de luta publicando então, A arte de lutar.

O sociólogo Nando sabe da importância do estudo e por isso buscou conhecer mais e melhor a história do cordel, seus autores, suas influências, o meio em que viveram e as condições em que espalharam sua poesia. Partindo deles também espalhou a sua. Após a experiência acumulada lança agora um trabalho a respeito do Jesuíno Brilhante, um homem bem sucedido em sua época, mas que resolveu trilhar pelo cangaço, deixando que a vingança e a violência dominassem o seu coração. Depois de ler quase tudo que se referisse ao cangaceiro, é assim que Nando o apresenta:
Jesuíno Alves Brilhante,
Agricultor, fazendeiro,
Um homem bem-sucedido
Laçador e bom vaqueiro.
Mas querendo se vingar
Passou a ser cangaceiro.
Escrever sobre Jesuíno tornou-se um desafio, já que pouco se contou sobre ele. Mas o poeta cônscio de sua arte não o teme. É feito o garimpeiro que busca a pedra mais preciosa. Nestas estrofes encontraremos a intrepidez e a coragem de um cangaceiro que enxergava à frente do seu tempo. Homem que respeitava as mulheres, dando-lhes voz, vez, espaço e respeito.
Para entrar no seu bando,
Cumpriria o mandamento:
Não tocar no que é alheio,
Mulher, só no casamento.
Todos os membros que entrassem
Faziam esse juramento.
Roubar era de fato proibido ainda que fosse para servir ao bando. Mesmo entre os violentos existem regras a serem cumpridas. Mas viver à margem da lei e da ordem tem seu preço e com Jesuíno não fora diferente. A perseguição e a espada, a bala e o punhal estavam em seu encalço e por conta da sua rebeldia terminou tombando pelo poder constituído. O Estado só não tem força maior que o povo, pois este, caso queira, poderá desestruturá-lo. Todavia, no caso de Jesuíno era apenas ele o seu bando.

Aqui, Nando Poeta conduz o leitor a conhecer a saga de um dos mais importantes cangaceiros da história. Boa leitura.


In www.varnecicordel.blogspot.com.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cariri Cangaço 2013

Reunião difine a data do grande encontro
 

O Coroné Severo acabou de bradar que: Aconteceu neste último final de semana um conjunto de encontros entre parceiros realizadores e Conselheiros do Cariri Cangaço na região do Cariri cearense. Estiveram presentes os municípios de Crato, Missão Velha, Aurora e Barro, através dos senhores: Dr. Pedro Luis Camelo, Promotor de Justiça da Comarca de Crato e Conselheiro do Cariri Cangaço, João Bosco André, Memorialista de Missão Velha e também Conselheiro; George Camelo, secretrário de cultura de Missão Velha; José Cícero, secretário de cultura de Aurora e Conselheiro e ainda Sousa Neto, secretário de cultura de Barro.


Sousa Neto, Bosco André, Manoel Severo, 
Dona Cláudia e Dr. Pedro Luís

O encontro aconteceu na sede da Secretaria de Cultura de Missão Velha; portal de entrada do Cariri; quando ficou definido entre outras coisas, a data definitiva do Cariri Cangaço 2013:


Secretário George Camelo à mesa com Manoel Severo, José Cícero, 
Sousa Neto e Bosco André, Membros do Conselho Cariri Cangaço.

As principais novidades; os resultados da visita do Conselho Cariri Cangaço em Missão Velha e muito mais, você fica sabendo aqui, no www.cariricangaco.com ou e em nossa Página no Facebook

- Avia macho, programe suas férias, licença prêmio, aposentadoria "o Migué" ou o pedido de demissão para o período. 

Att Kiko Monteiro
Conselheiro consultivo Cariri cangaço

Jornal "Tribuna do Ceará" em 18 de Fevereiro de 1981

Entrevista com Vicente Cordeiro

Por Antonio Vicelmo

Clique para ampliar. A margem esquerda contem um falha que certamente ocorreu no ato da digitalização (ausencia de tres letras) com jeito e paciencia dá pra ler e entender.









Oh! Manoel Severo, este brilhante reporter e fotógrafo não pode ser mais um ilustre espectador ele nos deve uma palestra sobre este e outros encontros, bote seus meninos em persiga, intime o homi para o Cariri cangaço 2013.

Fonte: www.cnfcp.gov.br

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Lampião em Mossoró

Quarta teoria: O ataque resultou de um plano político [Conclusão]

Honório de Medeiros

Júlio Porto

É aqui que entra em cena o misterioso Júlio Porto, de Aurora, no Ceará, mesma cidade onde nascera e exercia enorme influência política o Coronel Isaías Arruda.

Em 1927 Júlio Porto tem vinte e três anos de idade. Júlio Porto não era Porto. Seu verdadeiro nome era Júlio Sant’anna de Mello. O “Porto” viera de sua estreita ligação com Martiniano Porto, por sua vez fidalgote nas terras do Apodi, e inimigo sangue-a-fogo do Coronel Francisco Pinto.

Martiniano Porto era relacionado por laços de interesse recíprocos com Tylon Gurgel e Benedito Saldanha [1] - futuro Prefeito daquela cidade -, todos ferrenhos opositores do Coronel Francisco Pinto. Tylon Gurgel era sogro de Décio Hollanda, e, Benedito Saldanha, protetor de Massilon Leite no Ceará, fronteira com Apodi, que se considerava “afilhado” de seu irmão, o Coronel Quincas Saldanha.

Júlio Porto [2] deve ter sido o elo de ligação entre os inimigos políticos dos Coronéis Francisco Pinto e Rodolpho Fernandes, e o Coronel Isaías Arruda [3], pelo fato de ser de Aurora [4]. Ele está presente em todos os momentos cruciais ligados à invasão de Apodi e Mossoró.

Sendo de Aurora, Ceará, com certeza conhecia José Cardoso, proprietário da Fazenda “Ipueiras”, parente e aliado do Coronel Isaías Arruda. A ele apresentou Décio Hollanda, genro de Tylon Gurgel, amigo e correligionário de Martiniano Porto e Benedito Saldanha. Dissera a Décio Hollanda, representante do consórcio político contrário aos Coronéis Francisco Pinto e Rodolpho Fernandes, talvez, que José Cardoso era o homem certo para se chegar ao Coronel Isaías Arruda e, através dele, a cangaceiros e jagunços a serem comandados por Massilon.

Temos, então, finalmente: Brejo do Cruz; Apodi; Aurora; Mossoró. A malha se fechou, mas se expandiu. Reforçou-se.

Outro indício do projeto oculto de matar o Coronel Rodolpho Fernandes quando da invasão de Mossoró é não ter sido o Coronel Isaías Arruda o idealizador do ataque à cidade e a Apodi, como já visto. Ele planejou, obviamente, e deu apoio logístico, mas a idéia lhe veio trazida de fora, trazida por Décio Hollanda, assim como a ele foi levado Massilon, a quem entregariam o comando do ataque, em decorrência da sua ligação com os Coronéis Quincas e Benedito Saldanha, líderes e mentores do consórcio político oposicionista.

Foi Décio Hollanda o emissário e era um dos beneficiários, na medida em que o ataque a Apodi, para ele, supostamente [5], eliminaria o Coronel Francisco Pinto, inimigo pessoal e político seu e do seu sogro.

Uma vez que o ataque a Apodi deu certo, o Coronel Isaías Arruda foi convencido facilmente por Massilon a atacar Mossoró. Também já foi dito, aqui, que com a mentalidade rapace da qual era possuidor, percebeu o Coronel Isaías que sairia ganhando de qualquer forma com o episódio: aceitou planejar a empreitada, aproveitar a presença e CONVENCER LAMPIÃO, fornecer armas e munição, posto que com isso nada tinha a perder.

Relembrando, a partir de Sérgio Dantas [6]:

Em dias de abril daquele ano [7], o sinistro caudilho [8] recebera importante solicitação. Décio Holanda – destacado fazendeiro do município de Pereiro, no Ceará – pediu-lhe que colocasse a “cabroeira” particular a seu serviço, posto que planejava tomar de assalto a cidade de Apodi, no Estado vizinho.



Massilon X Coronel Rodolpho Fernandes: 
a história os uniu...em lados opostos.

Terá sido assim que tudo aconteceu? Concretamente não se sabe. Os indícios, entretanto, estão aí, para quem quiser analisá-los, relacioná-los e descobrir o que eles formam.

São fortes esses indícios. São como pontos de uma malha, intersecções de uma rede, elementos possivelmente conectados formando uma unidade, aguardando que alguém consiga tirá-los da sombra e trazê-los para a luz do sol, revelando a verdade que o tempo cada vez mais condena ao esquecimento.

Os personagens são todos fartamente citados na literatura acerca do assunto. Uns mais, outros menos: o Coronel Rodolpho Fernandes; o Coronel Francisco Pinto; o jagunço/cangaceiro Massilon Leite; Lampião, o rei do cangaço; o Coronel Isaías Arruda; os coronéis apodienses; os coronéis paraibanos; o Governador José Augusto Bezerra de Medeiros.



José Augusto de Medeiros Bezerra
In: www.ozildoroseliafazendohistoriahotmail.blogspot.com.br

É difícil acreditar que todas as questões levantadas e não respondidas teriam respostas circunscritas à própria causa específica que as fez surgir, sem que houvesse qualquer relação entre as mesmas que suscitasse uma conexão, uma unidade de propósitos.

Essa teoria, evidentemente, ainda está sob o domínio da especulação: talvez jamais venha a ser descartada ou encampada definitivamente, se não surgir algum fato novo, como alguma correspondência, algum diário, relato, guardada em baús, armários ou armazéns, em propriedades rurais ou imóveis urbanos, coberta pelo pó do tempo.

Há muito que pode ser dito para negar essa teoria, a de que o ataque de Lampião a Mossoró foi resultado de um complô político que visava assassinar o Cel. Rodolpho Fernandes. Tal complô, se houve, foi um dos últimos espasmos [9] do coronelismo que sob a forma pela qual ficou conhecido, ditou os rumos do Sertão nordestino, o Sertão de Lampião e Pe. Cícero, dos cantadores de viola, dos jagunços, das volantes, do final do ciclo do couro, até a chegada de Getúlio Vargas e do Estado Novo.

Esse coronelismo sucumbiu à presença do Estado. O coronelismo, não.

Então resta dizer, à guisa de conclusão, que as coisas podem não ter acontecido como descrito até agora. Mas que poderia ter sido assim, isso poderia...

1] Do pesquisador Marcos Pinto, acerca de Décio Hollanda, Benedito Saldanha, e Tylon Gurgel, recebi a seguinte correspondência eletrônica: historiador Marcos Pinto recebi, em 23 de janeiro de 2012, a seguinte correspondência eletrônica: Encontrei um fato por demais interessante no inquérito/processo que apurou o “FOGO DE PEDRA DE ABELHAS”. Consta por testemunha firme e valiosa que DÉCIO HOLLANDA comprou, no começo do ano de 1925, duas mil balas de rifle e mandou esconder em local que o Capitão Jacintho não conseguiu localizar. Agora, veja a coincidência: dois anos (1927) depois consta que Lampião recebeu um suprimento de duas mil balas de rifle quando se preparava para atacar Mossoró. Ora, se esta munição não foi gasta nem apreendida pelo Capitão Jacintho, é a mesma que Décio conduziu, em caixões muito bem disfarçados, “escanchados” em lombos de burro, segundo octogenários que ainda hoje comentam o episódio em Felipe Guerra. Estou alinhavando um novo artigo que terá o seguinte título: “CANGAÇO NO OESTE POTIGUAR – DO FIO DA NAVALHA AO FIO DA MEADA. Vou provar por A mais B a proteção dada ao cangaceirismo por parte dos desembargadores FELIPE GUERRA e HORÁCIO BARRETO e do Juiz de Direito JOÃO FRANCISCO DANTAS SALES, que recebia abertamente, em sua casa em Apodi, Décio Holanda, Tylon Gurgel e Benedito Saldanha. JOÃO DANTAS SALES foi transferido, “a pedido”, para Acari, em 25 de maio de 1925, por instâncias do Governador José Augusto, que convenceu o então Presidente do Superior Tribunal de Justiça Estadual, atual TJE. Acrescente-se que HORÁCIO BARRETO era sobrinho de JUVÊNCIO BARRETO, que veio de Martins para Apodi em 1915, à convite de MARTINIANO DE QUEIRÓZ PORTO, para fixar residência e cerrar fileira na oposição à família PINTO comandada por Tylon Gurgel e seu genro Décio Hollanda. O Dr. José Fernandes Vieira também traficou influência em favor do seu sogro Martiniano Porto, sendo certo que, em 1925, o aconselhou a ir residir em Pau dos Ferros. Observo que os dois mil cartuchos que foram comprados por Décio Hollanda, o foram em Mossoró, em 1925. Lembrei-me de outra particularidade: o Desembargador Horácio Barrêto era sobrinho da esposa (Alexandrina Barrêto) do Governador do Rio Grande do Norte, Joaquim Ferreira Chaves, que deu apoio oficial à perseguição policial a Joaquim Correia e aos Ayres em Pau dos Ferros, em 1919. Horácio e Felipe Guerra foram indicados e nomeados desembargadores por Ferreira Chaves em 1919.
Felipe Guerra foi candidato e eleito Deputado Estadual em 1934 na chapa dos “Pelabucho” na qual constava, ainda, Benedito Saldanha.
 [2] Júlio Porto conhecia Mossoró como ninguém. Raul Fernandes nos relata o seguinte, em “A MARCHA DE LAMPIÃO”; 4ª. Edição; Nota 9 ao Segundo Capítulo: Joanna Bezerra da Silva, conhecida por Doca, deu-nos uma entrevista interessante: Morava em Mossoró. Empregada doméstica da casa de José de Oliveira Costa (Costinha Fernandes), comerciante, sócio da firma Tertuliano Fernandes & Cia. Disse que Júlio Porto fora por último chofer de caminhão da referida firma. Meses antes do assalto a Apodi, desaparecera de Mossoró. Vez por outra aparecia à noite, muito apressado. Entrava pelo portão do fundo do quintal da casa, pedia café à Doca e sumia. Aconteceu chegar vestido à moda de cangaceiros. Dizia ser o traje onde trabalhava. Agora basta relacionarmos essa informação com a carta de Argemiro Liberato e a manchete do jornal “O Mossoroense” anunciando o futuro ataque à cidade.
[3] Quando invadiram Apodi os cangaceiros deixaram claro que iriam invadir Mossoró, afirma “O Mossoroense”. Citar nota do jornal.
[4] Em seu depoimento Bronzeado corrobora essa versão, ao afirmar que: “trabalhava com o senhor José Cardoso, que mora em uma fazenda do senhor Izaias Arruda chefe de Missão Velha e do qual o Cardoso é primo. Estava ali trabalhando quando chegou a ordem do senhor Izaías de seguirem para Apody, afim de fazerem o ataque já conhecido, a convite do senhor Décio Hollanda, morador em Pereiro. Ele e outros não queriam seguir, mas foram obrigados. O portador da carta de Décio fora o conhecido ‘chauffeur’ Júlio Porto, também bandido, que aqui morou” (PIMENTA, Antônio Filemon Rodrigues; “O CANGAÇO NA IMPRENSA MOSSOROENSE”; Tomo II; Coleção Mossoroense; Série “C”; nº 1.104; 1999; Mossoró).
[5] Décio Hollanda não sabia que Massilon fora instruído, pelos Saldanha, a não matar o Coronel Chico Pinto quando do ataque a Apodi. O objetivo oculto de Massilon era desmoralizar e amedrontar o Coronel.
[6] “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE”; Cartgraf Gráfica Editora; 2005; 1ª edição; Natal, RN.
[7] 1927.
[8] Isaías Arruda.
[9] O último mesmo, até onde se sabe, foi o assassinato do Cel. Chico Pinto, de Apodi, na famosa campanha do Partido Popular contra o Interventor Mário Câmara.

Tá tudo lá no:  www.honoriodemedeiros.blogspot.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Novo livro na praça

Lampião em Alagoas




"Lampião em Alagoas" foi escrito pelo já consagrado escritor, romancista, pesquisador e historiador Clerisvaldo B Chagas, em parceria com o professor e pesquisador Marcello Fausto.

Tive a grata satisfação de receber das mãos de um dos protagonistas desse trabalho, o professor Marcello Fausto, a obra, logo que saíu do “forno”. Posso abalizar o trabalho como sendo um riquíssimo teor literário e histórico para Alagoas.

Clerisvaldo B Chagas
Foto Vandécio Gomes www.maltanet.com.br
O assunto Cangaço de há muito vem sendo discutido em todo o Brasil e até no exterior. Quase sempre dividido entre a paixão e a revolta, muitos foram os escritores que falaram dos cangaceiros nordestinos. Mas poucos foram os que buscaram se aprofundar no assunto a fim de passarem, de uma forma imparcial, para os sequiosos pelo tema a verdadeira história de um dos piores momentos vividos por esta região, que muitas vezes pareceu ter sido fadada ao sofrimento eterno.

Lampião em Alagoas é o primeiro livro que fala exclusivamente da história da passagem de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, e seu bando, por terras alagoanas.

Como citam os autores, “os veteranos escritores do cangaço, ávidos por novidade, não irão encontrá-las em nosso trabalho, cujo mérito está apenas na organização sequenciada do que já foi dito por vários pesquisadores do estado e fora dele”. Esta obra é interessante pela forma como está sendo apresenta, cronológica e didática, facilitando assim a leitura, sobre a passagem do maior líder do cangaço de todos os tempos no sertão de Alagoas na década de 30.

*Resenha de Sérgio Campos


O livro tem 468 páginas. Preço R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso, para todo o Brasil. Onde comprar? Com o revendedor oficial e "exclusivo" Professor Pereira através do E-mail franpelima@bol.com.br ou pelos tels. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Atenção Cangaceirólogos pernambucanos... ou de passagem!

Tem Cangaço na 8ª Bienal da UNE


Vera Ferrereira e Antonio Amauy
É com a palestra "Lampião e Gonzagão: duas faces de um mesmo nordeste" que o evento abre espaço para a pesquisa de dois grandes nomes e conhecedores do assunto Vera Ferreira e Antonio Amaury

Gonzagão ficará a cargo do colecionador e especialista Paulo Vanderley Tomaz. Em Olinda, nesta Quarta-Feira 23/01 na Praça do Carmo, no horário das 16 às 18 hs.
 

Compareçam!

 Cartaz do evento que homenageia o rei do baião

Maiores informações, acessem: www.bienaldaune.org.br

Quem me soprou foi Rosa Bezerra!!!


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A maior batalha de Lampião em solo pernambucano

Serra Grande '86 anos'
Por José João de Souza

Em março de 1926, Lampião recebeu do Batalhão Patriótico de Juazeiro do Norte, a patente de capitão. Mesmo considerando que a patente não era legítima, o cangaceiro se tornou mais fortalecido e mais violento, também. Nesse ano, ocorreu uma série de atentados na região do Pajeú, com diversas mortes e sequestros, episódios que culminaram com a famosa Batalha da Serra Grande, ocorrida em 26 de novembro de 1926, a cinco quilômetros do distrito de Varzinha município de Serra Talhada.


A Serra Grande
Foto de Ivanildo Silveira

Lampião tinha sequestrado Pedro Paulo Magalhães Dias, um inspetor da Standard Oil Company. O fato aconteceu na estrada de Triunfo para Vila Bela (atual Serra Talhada). Pedro Paulo era natural da cidade de Sabará, em Minas Gerais, e, por isso, ficou conhecido como Mineiro. Lampião pedia vinte contos de réis para libertá-lo, o dinheiro deveria ser entregue na Fazenda Varzinha, local indicado por Lampião.

Quando o bando chegou a Fazenda Varzinha, foi direto à residência de Silvino Liberalino, o qual tinha sido subdelegado de Vila Bela, no ano de 1911. Logo que viu a tropa, Silvino não percebeu que estava diante dos comandados de Lampião, pois, naquela época, as roupas dos cangaceiros eram iguais às da polícia. Então, saltou na calçada, com um rifle na mão, e fez a seguinte pergunta:
- É Lampião ou é Força?
O bando respondeu:
- É a Força Volante.
Silvino Liberalino se sentiu mais seguro e disse:
-Então podem entrar. Se fosse Lampião, ia comer bala.
Os cangaceiros entraram e pediram água para beber, quando Silvino colocou a mão no pote para retirar água, os cangaceiros o seguraram e se identificaram:
- Você está falando é com Lampião cabra.
E o prenderam, e para comemorar, deram alguns tiros em frente da residência, ainda hoje, existem algumas marcas de balas nas portas da casa.


Casa de Silvino Liberalino


Furo de bala disparada por cangaceiro em 1926

Os bandoleiros, que já vinham com o refém, Pedro Paulo Magalhães Dias (o Mineiro), levaram também, Silvino Liberalino, os dois presenciaram a Batalha na Serra Grande.

A intenção do bando de Lampião na Fazenda Varzinha, além de receber o resgate, era uma vingança por um antigo assassinato, ocorrido na Serra Negra, no município de Floresta, cometido por José de Esperidião, que se mudara para Varzinha.

O resgate foi levado por intermédio de Manuel Macário, homem da confiança de Cornélio Soares, no entanto, já na Fazenda Varzinha, o portador foi flagrado pela força policial do sargento Manuel Neto, que lhe aplicou severas torturas e recolheu o dinheiro.

O bando seguiu em direção à casa de José de Esperidião, cuja esposa, Rosa Cariri de Lima, ao ver de longe, a multidão, avisou o marido, alertando-o para que se retirasse. José de Esperidião perguntou:
- Quantas pessoas você acha que vêm?
Ela respondeu:
- Uns vintes homens.
Ele disse:
- Não corro com medo de vinte homens.
A mulher calculou muito mal, o quantitativo do bando era de aproximadamente, 68 cangaceiros.

José de Esperidião pegou seu rifle e dois bornais de balas e ficou entrincheirado no quarto. O tiroteio foi grande, de toda ribeira se ouvia o barulho das balas, após certo tempo de tiroteio, o bando resolveu colocar fogo na casa. Para tanto, retiraram toda madeira do curral, que ficava em frente da residência. Segundo o livro, o Canto do Acauã de Mariloudes Ferraz, na Varzinha o bando encurralou um rapaz que, sozinho, lutou até esgotar a munição.

Tiburtino Estevão ainda tentou socorrer o amigo. Pegou seu rifle e tentou se aproximar, mas foi visto por alguns cangaceiros, que passaram a atirar em sua direção. Uma bala atingiu uma galha de xique-xique, próximo da cabeça de Tiburtino. Vendo que nada podia fazer, o homem retornou à sua residência.
No dia seguinte, foram retirar o corpo de José de Esperidião para fazer o sepultamento, não encontraram marcas de balas no corpo dele, portanto, chegou-se à conclusão de que a morte fora por asfixia provocada pela fumaça.

José Pereira Lima, conhecido por Cazuza, filho da vítima, com apenas sete dias de nascido, encontrava-se deitado em uma rede na sala, no momento do tiroteio. Foi baleado, ficando com uma marca no pé pelo resto de sua vida. Geralmente, quando ia comprar sapatos, adquiria dois pares, um par 41 e outro par 42, pois o pé defeituoso ficara menor.

O bando seguiu viagem rumo às ribeiras do tamboril, chegando até o Sítio dos Nunes no município de Flores, de onde voltaram. Ao chegar ao Sítio Morada, hoje município de Calumbi, Lampião estava ciente que a policia estava no seu encalço, portanto, ali mesmo, abasteceu o bando e pegou o rumo da Serra Grande.

O sequestro de Pedro Paulo Magalhães Dias e os fatos acontecidos na Fazenda Varzinha foram interpretados como sendo um desrespeito às autoridades, por terem ocorridos na comarca de Vila Bela, na época, a sede do comando militar de combate ao cangaço no interior de Pernambuco. Portanto, foi preparado um destacamento com mais de 300 soldados, chefiados por seis comandantes de volantes, todos fortemente armados, inclusive com duas metralhadoras Hotchkiss, e muita munição, era um verdadeiro exército. Tudo inspirava confiança e dava a certeza da vitória.

Lampião estrategicamente com seus 68 cangaceiros, subiram a serra, e prepararam uma emboscada, em um local onde existem grandes pedras e fendas profundas, que lhe dava uma visão completa sobre o campo da batalha.

O combate teve início antes das 9 horas da manhã e terminou ao anoitecer, a polícia mesmo com um quantitativo superior, e os soldados atacando corajosamente, não conseguiram vencer a resistência do capitão Virgulino Ferreira e seus comandados.

A localização dos cangaceiros era ótima, conforme disseram os policias. Segundo o cangaceiro Ventania, no local que Lampião estava, nem canhão tirava ele de lá, no entanto, a posição dos soldados era extremamente precária, entrincheiravam-se como podia, sem comando, sem tática, salve-se como puder.

Arlindo Rocha recebeu um balaço no rosto que lhe fraturou o maxilar inferior, ainda no início do tiroteio, Manuel Neto foi baleado nas pernas, Luiz Careta de Triunfo faleceu com uma bala na cabeça, Euclides Flor recolocou ainda em combate as vísceras abdominais de Vicente Ferreira (Vicente Grande), atingido na altura do umbigo, o soldado Luiz José sofreu um ferimento na coxa.


Arlindo Rocha
Fonte: O Canto do Acauã, Marilourdes Ferraz.

Manoel Neto

Euclides Flor
Fonte: O Canto do Acauã, Marilourdes Ferraz

Para provocar os policiais, o cangaceiro Genésio deu um aboio triste e sonoro, os soldados se sentiram encurralados como gado, Antônio Ferreira não se conteve e se expôs totalmente, gritando como vaqueiro: Ei, booooi... Nesse momento, o sargento Filadelfo Correia de Lima, deu-lhe uma rajada de metralhadora, a partir de então, a polícia acreditava que Antônio Ferreira tinha morrido no combate.


Antonio Ferreira, irmão de Lampião.


Com a chuva de balas vindas de cima da serra, os soldados ficaram desesperados, portanto, aproveitavam a cobertura de fogo das metralhadoras para se debandar na caatinga, deixaram grande quantidade de armas, munições, cartucheiras, cantis, bornais, etc. Levavam apenas alguns companheiros feridos, quando podiam. Após a batalha, os cangaceiros recolheram 27 fuzis e mosquetões.

A Batalha da Serra Grande é considerada a mais violenta da história do cangaço, segundo o historiador Frederico Bezerra Maciel, morreram "26" policias e "38" saíram feridos, no bando dos cangaceiros não houve registro de morte.

Foram a Serra Grande verificar os fatos de perto, o Major Theóphanes Torres comandante de Vila Bela, o juiz de direito Dr. Augusto de Santa Cruz e o promotor de Salgueiro.

Antes do regresso para Vila Bela, o Tenente Higino ainda providenciou o sepultamento de sete corpos em uma única cova, no rancho de Pedro Rodrigues (proprietário local).


Higino José Belarmino
Fonte: O Canto do Acauã, Marilourdes Ferraz.


Tomaram parte na batalha os seguintes cangaceiros: Luiz Pedro, Maquinista, Jurema, Bom Devera, Zabelê, Colchete, Vinte e Dois, Lua Branca, Relâmpago, Pinga Fogo, Sabiá, Bentevi, Chumbinho, Ás de Ouro, Candeeiro, e seu irmão Vareda, Barra Nova, Serra do Mar, Rio Preto, Moreno, Euclides, Pai Velho, Mergulhão, Coqueiro, Quixadá, Cajueiro, Cocada, Beija-Flor e seu irmão Cacheado, Jatobá, Pinhão, Mormaço, Ezequiel e seu irmão Sabino, Jararaca, Gato, Ventania, Romeiro, Tenente, Manuel Velho, Serra Nova, Marreca, Pássaro Preto, Cícero Nogueira, Três Coco, Gaza, Emiliano, Acuana, Frutuoso, Felão, Biu, Cordão de Ouro, Genésio, Ferreirinha, Antônio Ferreira, Lampião e outros.

No dia seguinte à Batalha da Serra Grande, Lampião, já na Fazenda Barreiros, entregou uma carta a Pedro Paulo Magalhães Dias, endereçada ao então governador de Pernambuco, Dr. Júlio de Melo, propondo dividir o estado em dois, com os seguintes limites: ...Governo o sertão até as pontas dos trilhos em Rio Branco (Arcoverde), e vosmecê daí até a pancada do mar no Recife...

O relato sobre a Batalha da Serra Grande encontra-se no processo criminal contra Virgulino Ferreira et al., de 28 de novembro de 1926, 1° Cartório de Serra Talhada PE.

Está lá no Varzinha Net
OBS.Com excessão das segunda e terceira as demais fotos foram inseridas por nós.


Adendo Lampião Aceso

A Serra Grande dista da sede do município 25 km. Na rodovia que liga Serra Talhada a Custódia, terra de meu amigo "Re-mí-gio". A Standard Oil Company of Brazil hoje é a companhia Esso.

Tanto a quantidade de cangaceiros e soldados quanto o numero de baixas foi e ainda é passível de muita discussão durante estes anos. Muitos biógrafos trabalham com um numero,entre duzentos e noventa e cinco a trezentos homens no front. O numero de cangaceiros varia de 68 como apontado no texto, 90 e até de "130" cabras da peste, segundo um depoimento dado pelo Sr. Pedro Paulo "Mineiro" ao Jornal pequeno na edição de 29 de novembro de 1926.

O Boletim geral de nº 262  do dia 1º de dezembro de 1926 transcrito no Livro do confrade Geraldo Ferraz "Pernambuco no tempo do cangaço" (pág 147) apresenta relatório em que consta o numero de "260" (duzentos e sessenta) soldados.

O mesmo acontece quanto ao numero de soldados mortos: Autores, a exemplo do Bezerra Maciel citado no texto sugerem de vinte, até vinte e oito.

O Boletim geral de 29 de novembro de 1926 em trecho transcrito na pág 93 do livro "Lampião, Entre a espada e a lei" de Sérgio Dantas aponta o número de 14 feridos e "10" vitimas fatais.
O mesmo número consta no boletim de 1º de dezembro transcrito no livro de Geraldo Ferraz (páginas 143 e 144) e que estes dez mortos (soldados das forças de Pernambuco) foram devidamente identificados e enterrados sob orientação do major Theophanes Ferraz. que a propósito, e o texto já deixa claro, não participou diretamente do combate, pois estava em Vila Bella em contato com o Derby (Recife) Chegando só depois do fogo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Tatuagem

Cangaço na pele ´3

Mais um apanhado de imagens colhidas na web e no acervo de companheiros. Eis aí a paixão pelo tema estampada no couro. Quer se inspirar? Não deixe de conferir os artigos anteriores Clicando aqui


 Esse é o nosso rastejador e amigo Carlos Henrique "Carlão"
de Picos-PI






Um flagrante do confrade João de Sousa Lima:
O policial civil Luciano exibe sua big tatoo.

A feitura...

e o resultado final: Lampião na coxa!
In Wilker Dragon Tattoo


 Do artista Paulo Sakano: busto do Rei do Cangaço.
Pescado no canal do YouTube do artista.
 
Alan George e sua "Xilo - Tattoo - gravura"




 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Opinião

Lampião Analfabeto?!

O pesquisador e confrade Luiz Ruben compartilhou um recorte em que o jornalista e meu conterrâneo Ancelmo Gois em sua coluna do Jornal do Commércio de Recife, edição de 16 de Dezembro de 2012, publicou a seguinte "nota":




Um conceito demasiado. Faltou especificar, completar o adjetivo com o termo "Funcional". Virgolino mesmo limitado sabia ler, "escrever" e contar. E não são as imagens que nos fazem duvidar ou acreditar em tal habilidade. São testemunhos de ex companheiros e até mesmo dos seus oponentes, disponíveis na literatura. Vejamos o que localizei no livro de memórias do tenente João Gomes de Lira, conterrâneo e inimigo de Lampião que tem um capitulo sobre o aludido assunto:

Apesar de sertanejo inculto, vivendo em meio atrasado, José Ferreira procurou dar aos filhos a educação básica. O menino Virgolino Ferreira assim como os seus irmãos Antonio e Livino receberam os primeiros conhecimentos no ano de 1907.  
Residindo no Riacho São Domingos distrito do município de Vila Bella (Serra Talhada), enviou os três filhos mais velhos à casa do senhor Raimundo Gago, em Pitombeira, próxima a cidade de Vila Bella, afim de que os meninos frequentassem a escola pública do professor Auxêncio da Silva Viana... 1.
Os pesquisadores Antonio Amaury e Vera Ferreira em sua obra "De Virgolino a Lampião" ainda indicaram um outro professor chamado Justino de Nenéu 2. Um outro autor bastante consultado, o pernambucano Frederico Bezerra Maciel, também dedicou um capitulo sobre este período.

Os métodos pedagógicos que fizeram época foram de inegáveis resultados positivos: O sertanejo que se interessou, aprendeu a ler soletrando e cantando as 26 lições da famosa "Carta do ABC" de Landelino Rocha, que continha apenas 16 páginas. E da tabuada cantada ritmicamente em comum pela classe, com palmatória.
O professor Jutino de Nenéu viera ensinar Virgolino e seus irmãos na casa da Fazenda Serra Vermelha, de Manuuel Ferreira de Lima bem perto da fazenda deles, a Ingazeira. 3
 
 Reprodução 
Disponivel no www.minharuatemmemoria.ning.com

Voltando as memórias de Gomes de Lira:
Naquela ocasião, tinha Antonio Ferreira, doze anos, Livino, 11 anos e Virgolino, 9 anos de idade. Em 1910, estudaram na "Escola" particular do Professor Domingos Soriano, na Serra Vermelha. 
Entenda-se a escola aqui não como um espaço físico. As aulas eram dadas ao ar livre embaixo de Juazeiros e Quixabeiras.
...Os alunos traziam de casa os banquinhos em que se sentavam para assistir às aulas à sombra das árvores. “O esforçado mestre não se furtava aos pedidos de pais residentes em outras fazendas das ribeiras adjacentes, os quais receberiam a rara oportunidade de poder proporcionar instrução aos filhos.
Hoje a escola Municipal de ensino fundamental e médio Domingos Soriano é um dos primeiros prédios públicos avistados pelos visitantes ao chegarem à Vila de Nazaré do Pico, distrito de Floresta em Pernambuco.

Outra referencial: Lampião – Cangaço e Nordeste de Aglae Lima de Oliveira nos traz mais informações.
Que o tempo de assistência com Domingos Soriano foi de apenas "90 dias". (Periodo em acordo com todos os depoentes). Que a mensalidade deste curso era de "dez tostões". Que o cabrinha nunca havia levado os temidos bôlos ao ser testado em conhecimento de Tabuada e de algarismos romanos. E ainda sugere que o primeiro livro do qual Virgolino tenha explorado por completo foi o "Primeiro livro de leitura" de Felisberto de Carvalho. 4

 
 Reprodução
In: www.ler-e-escrever.blogspot.com.br

O objeto da foto comentada por Ancelmo não era mero enfeite, nem instrumento de abano. Pelo método de soletração de Landelino ou de Felisberto é fato que Virgolino aprendeu a ler. Mais tarde aplicaria seu conhecimento ao se deleitar com os jornais e revistas que chegaram até ele. Especialmente os que traziam manchetes sobre seus feitos. E, ainda que sem devida concordancia, mas com uma caligrafia regular escreveu cartas. Hoje, documentos históricos preservados em museus e coleções particulares. Reproduções de alguns de seus escritos estão disponíveis em diversos livros e sites. 

Como esta carta abaixo, endereçada a um fazendeiro de nome Cantidiano Valgueiro dos Santos Barros, dono da propriedade Tabuleiro Comprido no município de Floresta, PE. Na carta, escrita na peculiar maneira de Lampião se expressar, ele pede a Cantidiano dois contos de réis, de forma extorsiva, a fim de serem evitados “prejuízos”.


Segundo o pesquisador Artur Carvalho, que utilizou os conhecimentos profissionais de um especialista em paleografia , a “tradução” é a seguinte;
“Ilmo. Sr Cantidiano Valgueiro,

Eu (ou “le”) faço esta para “vc” mandar-me dois “conto dereis”, isto sem falta, não tem menos, para “vc” saber se assinar em telegrama contra mim como “vc” se assinou em um com “Gome” Jurubeba. Eu ví e ainda hoje tenho ele. Sem mais, resposte logo para “envitar” muito prejuízo. Sem mais assunto.
Cap. Virgulino ferreira Lampião. [sic]” 5.
O pesquisador e colaborador Ivanildo Silveira teceu comentário em uma discussão anterior sobre este mesmo assunto: 
"O Rei Vesgo dominava, a grosso modo, o idioma pátrio, comunicando-se, de forma clara, precisa, apesar dos erros gramaticais que cometia. Inclusive, ás vezes, empregava pronomes de tratamentos de forma correta. A grafia de seus famosos bilhetes, era perfeitamente entendível".
E como vovó já dizia... 

"Estude meu fio, estude pra não ser que nem sua avó, que não sabe nem pegar numa caneta, que dirá assinar o nome, não faço um "O" com um copo".
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Fontes:
[1] Lira. João Gomes de, Lampião, Memórias de um Soldado de Volantes 2006 (vol. 2) Companhia Editora de Pernambuco – CEPE. Recife/PE, 2007. PÁG. 20


[2] Vera Ferreira /Antonio Amaury. De Virgolino a Lampião, 1ª edição, Idéia Visual, São Paulo, 1999. PÁG. 52
[3] Maciel, Frederico Bezerra. - Lampião, seu tempo e seu reinado, | I : As origens : Por que Virgulino se tornou Lampiao?  3ª Ediçao. Petropolis, RJ : Vozes, 1992. PÁG. 90
[4] Oliveira, Aglae Lima de. Lampião – Cangaço e Nordeste. 3ª edição, O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 1970. PÁG 22.
[5]  Rostand Medeiros  - Uma carta de Lampião e a história do soldado volante que se tornou ambientalista. Disponivel em: http://tokdehistoria.wordpress.com/2011/10/12/a-carta-de-lampiao-e-a-historia-do-soldado-volante-que-se-tornou-ambientalista/
 Att Kiko Monteiro

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sebo Virtual

Raridades e novidades" do professor Pereira
Catálogo atualizado para Janeiro. Promoções e valores com frete incluso para todo o Brasil.

Autor                                      Título                                            Valor   Obs. 

- Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 2011 – Clássico 2ª Ed. 420 pág. 50,00  Novo
- Aglae Lima de Oliveira  Lampião – Cangaço e Nordeste 2ª Ed. 1970  80,00 Regular estado/necessita encadernação
- Alberto Pinheiro da Silva Memórias de Água Branca 1995 111 pág. 25,00 Bom estado
- Alberto S. Galeno Território dos Coronéis 1987  123 pág. 30,00 Capa dura c/ carimbo
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- Alcino Alves Costa  Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos – 2011 Lançamento (3ª Ed.). 410 pág. 40,00 Novo
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- Alcino Alves Costa  Lampião Em Sergipe 2011  298 pág. 55,00  Novo
- Alcino Alves Costa  Poço Redondo - A Saga de Um Povo 349 pág. 50,00 Novo
- Alcino Alves Costa  O Sertão de Lampião 50,00 Novo
- Ana Cláudia Marques e outros  Andarilhos e Cangaceiros 1999  233 pag.  30,00  Novo
- André Heráclio do Rego Família e Coronelismo no Brasil- Uma História de Poder 378 pag. 35,00  Ótimo estado
- Ângelo Osmiro Assim Era Lampião e Outras Histórias 2012  236 pág.  35,00 Novo
- Anildomá Willans  Lampião – Nem herói Nem Bandido  35,00  Novo
- Antonio Amaury C. de Araújo  Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno  20,00 Novo
- Antonio Amaury C. de Araújo  Lampião e as Cabeças Cortadas  55,00  Novo
- Antônio Amaury C. de Araújo  Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço 3ª Ed. 2011.   229 pág.  55,00  Novo
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- Antônio Amaury C. de Araújo Maria Bonita, A Mulher de Lampião 2011. 279 pág. 55,00  Novo
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- Antônio Amaury C. de Araújo Lampião - As Mulheres e o Cangaço 2012  399 pág.  55,00  Novo
- Antônio Amaury C. de Araújo Gente de Lampião: Dadá e Corisco 2011 329 pág.  60,00  Novo
- Antônio Amaury C. de Araújo De Virgolino a Lampião 2009 319 pág.  55,00  Novo
- Antonio Amaury e Carlos Elydio Corrêa de Araújo Lampião, Herói ou Bandido? 25,00 Novo
- Antonio Barroso Pontes  Reminiscências de Um Caboclo Sertanejo  204 pag. 23,00  Bom estado
- Antônio Barroso Pontes  O Mundo dos Coronéis 25,00 Bom estado
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- Antônio Barroso Pontes Sociologia do Trabuco 1981 119 pág.  28,00  Bom estado
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- Antônio Barroso Pontes  Sertão Brabo-Usos e Costumes 1979 164 pág. 30,00  Bom estado
- Antônio Corrêa Sobrinho O Fim de Lampião, O que Disseram os Jornais Sergipanos 2011. 166 pág.  33,00  Novo
- Antônio Décio Pinto  Coronel Zuza e a República da Estrela 30,00  Bom estado
- Antônio Vilela de Souza  O Incrível Mundo do Cangaço Vols. I e II.  38,00 cada  Novo
- Antônio Vilela de Souza  A outra Face do Cangaço 2012 – Soldado Adrião 102 pág. 28,00  Novo
- Archimedes Marques Lampião Contra o Mata Sete 2012  552 pág.  55,00  Novo
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- Aferso Lampião e o Seu Bando Sangrento 1940 110 pág.  50,00  Regular estado, falta parte da capa.
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- Billy Jaynes Chandler  Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns  213 pág.  80,00  Bom estado
- Bismarck Martins de Oliveira  Histórias do Cangaço - O Saque de Souza – PB em 1924  30,00 Novo
- Bismarck Martins de oliveira  O Cangaceirismo no Nordeste 2002  329 pág.  38,00  Novo
- Bismarck Martins de Oliveira  Cangaceiros de Lampião de A a Z 2012  35,00 Novo
- Câmara Cascudo  Notas e Documentos Para a História de Mossoró  299 pág.  45,00  Novo
- Célia Magalhães  Fatos e Curiosidades- Missão Velha  25,00 Novo
- Cicinato Ferreira Neto  A Misteriosa Vida de Lampião 33,00 Novo
- Claudio Aguiar  Caldeirão  40,00 Ótimo estado
- Cláudio Aguiar  Lampião e os meninos 1990 126 pág.  28,00 Ótimo estado
- Coleção Mossoroense  Pequena Cantoria de Mário de Andrade e Câmara Cascudo para Lampião e Jararaca 103 pag.  35,00  Ótimo estado
- Daniel Lins   Lampião – O Homem que Amava as Mulheres  30,00  Novo
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- Eduardo Santos Maia O Banditismo na Bahia 1928 (livro raro)  258 pág.  80,00 Capa dura. Envelhecido. Folhas soltando
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- Epitácio de Andrade Filho A Saga dos Limões, Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante 2011. 92 pág. 35,00  Novo
- Érico de Almeida   Lampião, Sua História 1996 (Fac-similar 1926). 137 pág.   70,00  Bom estado
- Estácio de Lima  O Mundo Estranho dos Cangaceiros 1965  327 pág. 110,00 Envelhecido /várias partes do texto sublinhada a caneta. Miolo bom
- F. Pereira Nóbrega Vingança, Não – Depoimento Sobre Chico Pereira e Cangaceiros do Nordeste 1960 1ª edição.   90,00   Bom estado
- Fátima Menezes Nas Entrelinhas do Cangaço (Livro raro)  36 pág. 50,00  Bom estado
- Firmino Holanda Benjamim Abrahão  85 pág.18,00  Novo (Bolso)
- Francisco Fausto de Souza História de Mossoró  275 pág. 35,00 Ótimo estado/c/carimbo
- Francisco Galvão Do Coronelismo ao Caldeirão 2006  192 pág.  35,00  Novo
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- Frederico Bezerra Maciel  Lampião, Seu Tempo e Seu Reinado Vol. II1980 188 pág. 55,00  Bom estado envelhecido
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- Frederico P. de Mello Estrelas de Couro. Edição de luxo – 1ª Ed.  1,6kg  95,00  Novo
- Frederico P. de Mello  Guerreiros do Sol 5ª Ed. 2011  519 pág.  60,00  Novo 
- Frederico Pernambucano de Mello  Benjamin Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros 45,00  Novo
- Frederico Pernambucano de Mello  Quem Foi Lampião 1993  151 pag. 70,00  Ótimo estado
- Geraldo Ferraz  Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol.  1.024 pag.  120,00  Novo
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- Geraldo Ferraz  Theophanes F. Torres, Um Herói Militar na cavalaria de Pernambuco 2004.  250 pag. 45,00 Novo
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- Gilbamar de Oliveira Bezerra  A Derrota de Lampião (Mossoró) 2010  104 pag.  28,00 Novo
- Gilmar Teixeira  Quem Matou Delmiro Gouveia? 2011 152 pág.  38,00 Novo
- Gonçalo Ferreira da Silva Lampião, A Força de Um Líder 2005.  268 pág.  45,00  Ótimo estado
- Gouveia de Helias Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. 25,00 Novo
- Gregg Narber Entre a Cruz e Espada: Violência e Misticismo no Brasil Rural 206 pag. 30,00    Ótimo estado
- Gustavo Barroso  Terra de Sol  40,00 Novo
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- Gustavo Barroso Heróis e Bandidos, Os cangaceiros do Nordeste 2012.  197 pág.  40,00  Novo
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- Gustavo Barroso Almas de lama e de aço, 2ª Ed. 2012.  117 pág. 35,00 Novo
- Gutemberg Costa  A Influência do Cangaço na Música popular Brasileira 1998  84 pág. 40,00  Bom estado/soltando as folhas
- Haroldo Felinto  Curiosidades e Fatos Sobre Lampião 2012  207 pág. 30,00 Novo
- Honório de Medeiros Massilon 55,00 Novo
- Iaperi Araújo No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. 40,00  Novo
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- Ilda R. de Souza e Israel (Zai) Araújo Orrico Sila, Uma Cangaceira de Lampião. 130 pág.  60,00  Bom estado
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- Ilsa Fernandes Queiróz  Mulheres no Cangaço, Amantes e Guerreiras. 144 pág. 30,00  Novo
- Inês Caminha L. Rodrigues  A Revolta de princesa 1981  81 pag. 15,00  Bom estado-Livro Bolso
- Isabel Lustosa  De Olho em Lampião 2011  109 pág.  25,00  Novo
- Ivan Bichara   Carcará- Romance Histórico - Ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926 - 276 pag. 30,00  Bom estado
- Janduhi Dantas Viagem aos 80 anos da Revolta de princesa (Cordel)  41 pág. 12,00 Novo
- João Bezerra da Nóbrega  Lampião e o Cangaço na Paraíba 2011 345 pág.  50,00 Novo
- João de Sousa Lima  A Trajetória Guerreira de Maria Bonita  38,00  Novo
- João de Sousa Lima  Moreno e Durvinha  38,00  Novo
- João de Sousa Lima e Juracy marques (Org.)  Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço  172 pag.  38,00 Novo
- João Lelis de Luna Freire  A Campanha de Princesa 2000  390 pág. 55,00 Ótimo estado
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- Joaquim Inojosa República de Princesa  55,00  Bom estado
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- Joaryvar Macedo  Império do Bacamarte  50,00  Ótimo estado
- José Alves Sobrinho  Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas.  40,00  Novo
- José Anderson Nascimento  Cangaceiros, Coiteiros e Volantes.  30,00  Ótimo estado
- José Cavalcanti  Bicho do Cão - Canga, Cangaço, Cangaceiro. 271 pág. 140,00  Bom estado
- José Gastão Cardoso  A Heroica Resistência de Princesa 2ª ed.  25,00  Novo
- José Hilário Do Cangaço ao Congresso 1994 241 pág. 30,00 Envelhecido pelo tempo
- José Peixoto Junior  Bom de Veras e Seus Irmãos (Os Marcelinos)  40,00 /envelhecido
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- José Sabino Bassetti e César Megale Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011. 192 pag. 40,00 Novo
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- José Vieira Camelo (Zuza)  Lampião, o Sertão e Sua Gente 1ª Ed. 2001.  191 pág. 40,00 Ótimo estado
- Juarez Conrrado  Lampião- Assaltos e Mortes em Sergipe 2010  301 pag.  45,00  Novo
- Késsia Brito e outra  O Mito de Lampião 47 pág.  12,00  Bom estado
- Leonardo Mota  No Tempo de Lampião 2002  40,00  Novo

- Leonardo Mota  Violeiros do Norte 2002   33,00 Novo
- Luitgarde Oliveira C. Barros A Derradeira gesta: Lampião e os Nazarenos Guerreando no Sertão 2000   260 pag.  50,00  Novo
- Luiz Bernardo Pericás Os Cangaceiros  55,00 Novo
- Luiz Luna  Lampião e Seus Cabras 2ª Ed. 1972  160 pág. 45,00  Bom estado
- Luiz Ruben  Lampião Conquista a Bahia 2011  422 pág.  45,00  Novo
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- Luiz Ruben F. Bonfim  Lampião e os Interventores 2007 236 pag. 38,00  Novo
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- Luiz Rubens F. de A. Bonfim  Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag.  38,00  Novo
- Luiz Rubens F. de A. Bonfim  Lampião e os governadores 35,00 Novo
- Luiz W. Torres  Lampião e o Cangaço  28,00  Ótimo estado
- Luiz Zanotti   Lampião: Texto, Tela e Palco – Tese de Doutorado - 2012. 308 pág.  50,00 Novo
- Manoel Benício O Rei dos Jagunços 1997  30,00  Ótimo estado
- Marcos Medeiros A Caatinga Sustentou Campesino e Cangaceiros  Cordel 16 pg  8,00 Novo
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- Marcos Vinícius Vilaça e Roberto Cavalcanti de Albuquerque Coronel, Coronéis 1978  225 pag. 35,00 Ótimo estado
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- Maria Christina Matta Machado  As Táticas de Guerra dos Cangaceiros 2ª Ed. 1978 150 pág.  35,00  Bom estado de leitura/envelhecido
- Maria Isaura P. de Queiroz  História do Cangaço  25,00  Bom estado / envelhecido
- Mariane L. Wiesebron  Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense Séria “A”  28,00  Bom estado
- Marilourdes Ferraz  O Canto do Acauã  4ª edição 2012 Lançamento  680 pág.  90,00  Novo
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- Mario Souto Maior  Antonio Silvino – Capitão de Trabuco 40,00 Novo
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- Melchíades da Rocha  Bandoleiros das Catingas 1988  178 pág. 55,00  Bom estado
- Melquíades Pinto Paiva  Bibliografia Comentada do Cangaço vol. III. 105 pág.  10,00 Ótimo estado
- Melquíades pinto Paiva Bibliografia Comentada do Cangaço vol. V  89 pag. 10,00 Novo
- Melquíades Pinto Paiva  Ecologia do Cangaço  40,00  Novo
- Melquíades Pinto Paiva  Cangaço, uma ampla bibliografia comentada 2012. “392 pág. 85,00 Novo / Capa dura
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- Miriam V. Garate  Civilização e Barbárie nos Sertões 25,00 Novo
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- Napoleão Tavares Neves  Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009.  131 pag.  35,00  Novo
- Nelly Cordes  O Rei dos Cangaceiros 1954  181 pág. 30,00  Bom estado/envelhecido
- Nertan Macedo Lampião- Cap. Virgulino Ferreira – 5ªed. 1975  25,00  Regular estado
- Nertan Macedo O Clã dos Inhamuns 1980  124 pag.  50,00 Ótimo estado
- Nertan Macedo Sinhô Pereira - O Comandante de Lampião 50,00 Ótimo estado
- Nertan Macedo Floro Bartolomeu, o Caudilho dos Beatos e Cangaceiros. 202 pag. 55,00 Ótimo estado
- Oleone Coelho Fontes Lampião na Bahia  50,00  Novo
- Optato Gueiros  Lampião, Memórias de Um Oficial Ex-comandante de Forças Volantes (Ed. Fac-similar). 279 pág. 45,00  Bom estado
- Padre João Carlos Perini  Padre Cícero e Lampião 12,00 Novo
- Paulo Gastão Lampião de A a Z 2011 75 pág. 15,00 Novo
- Paulo Gil Soares Vida, Paixão e Morte de Corisco.  92 pág. 30,00  Bom estado/envelhecido
- Paulo Medeiros Gastão O Cangaço e a Imprensa 2012  80 pág. 23,00 Novo
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- Paulo Moura  Lampião: A Trajetória de Um Rei Sem Castelo  150 pág.  35,00  Novo
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- Pedro Baptista  Cangaceiros do Nordeste 2011  279 pág.  37,00  Novo
- Pedro Nunes Filho  Guerreiro Togado – 2011 - Edição de Luxo  516 pág.  100,00 Novo
- Pery Lamartine  Coronéis do Seridó 2005  177 pag.  25,00  Novo
- Piragibe de Lucena Lampião, Lendas e Fatos 1995. 86 pág. 35,00 Bom estado
- Raimundo Nonato  Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro Romântico  45,00 Novo.
- Raimundo Nonato  Lampião em Mossoró 2012  325 pág.  45,00  Novo
- Raimundo Soares de Brito e Antônio Gurgel  Nas Garras de Lampião 1996 122 pág. 45,00 Ótimo estado
- Ranulfo Prata Lampião  28,00 Ótimo estado
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- Ranulfo Prata  Lampião, Documentário 2010 239 pág.  35,00  Novo
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- Raquel de Queiroz  Lampeão, a Beata Maria do Egito - Teatro 1995. 60 pag.  20,00 Ótimo estado
- Raul Fernandes  A Marcha de Lampião - Assalto a Mossoró. 55,00  Novo.
- Raul Fernandes  Lampião na Fazenda Veneza  23 pág. 15,00 Novo
- Rejane Vasconcelos A. Carvalho  O Estado, a Terra e o Coronelismo Nordestinos. 94 pag. 20,00 Ótimo estado
- Renato Phaelante  Cangaço, Um Tema na Discografia da MPB.  97 pág.  40,00  Novo
- Ricardo Albuquerque (org.)  Iconografia do Cangaço – (Livro Álbum) Inclui Filme com Cenas Inéditas de Lampião e Seu Bando (DVD)  215 pág. 120,00  Novo
- Roberto Pedroso Monteiro  O Outro Lado do Cangaço,  As Forças Volantes em Pernambuco entre 1922-1938 2004.  185 pág.  60,00  Ótimo estado
- Robinson Cavalcanti  As Origens do Coronelismo 1984  189 pág. 45,00  Bom estado c/carimbo
- Rodrigues de Carvalho  Serrote Preto 1961 e 1974  70,00  Bom estado
- Ronald Daus O Ciclo Épico dos Cangaceiros na poesia popular do Nordeste 1982  161 pág.  30,00    Bom estado. Envelhecido
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- Rosa Bezerra A Representação Social do Cangaço 50,00 Novo
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- Rui Facó  Cangaceiros e Fanáticos 2012  40,00 Novo.
- Sérgio Augusto S. Dantas  Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito 2ª Edição 2012. 314 pág.  37,00  Novo
- Severino Barbosa  Antonio Silvino – O Rifle de ouro  80,00 regular  100,00 Bom estado.
- Sônia Maria B. de Sousa  Uma Visão do Cangaço 1998  83 pág. 35,00 Bom estado/lombada gasta
- Sousa Neto José Inácio do Barro e o Cangaço 2011 223 pág. 35,00  Novo.
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- Ulysses Lins de Albuquerque  Um Sertanejo e o Sertão 2ª edição. (Anexo "A luta dos Pereiras e Carvalhos") 242 pág. 45,00  Bom estado/envelhecido pelo tempo.
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- Valdir Nogueira  São José do Belmonte 1999 (O trágico fim do Cel. Gonzaga e a História da Pedra Bonita) 361 pág.  65,00  Ótimo estado
- Vilma Maciel  Os Fuzilados do Leitão 2ª Edição 2012  88 pág. 23,00 Novo
- Vilma Maciel  Lampião: Luta, Sangue e Coragem 2012 (Romance Histórico)  188 pág. 33,00  Novo
- Waldemar Alves da Silva Júnior O coronelismo em Salgueiro (1920-1945) 2008  277 pág.  50,00    Capa dura /ótimo estado com carimbo
- Waldir Bitú  Um Coronel do Sertão - "José Abílio" - 1956  207 pág.  60,00  Bom estado para o tempo/amarelado/capa sofrida
  
*Imagens meramente ilustrativas
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Estou sempre comprando e vendendo livros, os preços podem variar para mais ou para menos, a qualquer momento. Possuo apenas uma unidade de alguns títulos, então será sempre importante confirmar o estoque do livro desejado. O pedido pode ser feito para nosso E-mail franpelima@bol.com.br ou pelo tel. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

Att. Professor Pereira
Cajazeiras/PB