terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Amplificando

Este Maravilhoso Conselho; Feliz 2014!

Por: Manoel Severo


Manoel Severo curador do Cariri Cangaço

Ao longo de minha vida trilhei inúmeros caminhos; trilhas fáceis e algumas extremamente árduas, aprendi muitas vezes e a muito custo que não nos bastam apenas a boa vontade e as boas intensões. Na verdade a vida acabou me ensinando que é necessário o caminhar, o agir, a atitude, e dai transformar verdadeiros sonhos em realidade, fica fácil. Ah Vida ! Essa tal de vida... Essa verdadeira universidade cheia de tantas lições, engrandecedoras, desconcertantes, magnânimas ! A ela me entrego com todas as minhas forcas, com uma paixão e um entusiasmo que muitas vezes me assusta, me toma de assalto. Ah vida ! Quanta coisa boa, quanta Gratidão. 


Lições, e quantas lições, e ai aprendi que nada se constrói só e que a verdadeira harmonia se consolida na união equilibrada e respeitosa de elementos opostos, numa teia de talentos e força, muita força e ai... Nasceu o Cariri Cangaço. Todo o corpo possui cabeça, tronco, membros... E cérebro. Todo o movimento nasce a partir do sincronismos perfeito entre todos esses componentes, e tudo acaba acontecendo, ganhando vida, mas... o que seria dos movimentos se não fosse a vibração de seu grande mentor, o cérebro? 
 

Alcino Alves Costa, o patrono do `cérebro`


Em nosso caso temos um espetacular cérebro , tao cheio de talentosos e valorosos neurônios, que fica difícil acreditar que conseguimos reunir dentro dessa humilde caixa craniana... A esse cérebro chamamos de Conselho...  E a esse Conselho estabelecemos uma Missão e a ele demos um Patrono: Alcino Alves Costa, e na tarde do ultimo dia 21 de setembro de 2013, na cidade de Barbalha, uma das anfitriãs do Cariri Cangaço realizamos a posse de seus ilustres membros.


Parece ter sido a toa a escolha da cidade de Barbalha, mas como poderia ter sido? Ali, na terra dos verdes canaviais está o primeiro, aquele a quem buscamos no primeiro de todos os momentos para irrigar todo esse cérebro , todo esse sonho, seu nome: Napoleão Tavares Neves.
 
Napoleão Tavares Neves

E assim o Conselho Consultivo Cariri Cangaço Alcino Alves Costa, assume novamente o desafio de pensarmos juntos os próximos passos de nosso sonho, 2014, 2015...2016. De seu berço o Ceará, tomamos emprestado na capital, Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, lá do centro roubamos uma menina valente pra peste: Juliana Ischiara, descemos para nosso amado cariri e chegamos a Crato com Pedro Luiz Camelo, de Aurora veio o determinado José Cicero, do Barro, o sensacional Sousa Neto, do portal Missão Velha , reverendíssimo padre Bosco Andre, da terra de Fidera, mais uma mulher arretada, Cristina Couto que unidos ao Mestre Napoleão Tavares Neves formam a seleção alencarina do Conselho.


Teresina nos permitiu o talento de Leandro Cardoso que abriu alas para outra seleção: a potiguar, com os nomes de peso de Honório de Medeiros, Paulo Gastão, Kydelmir Dantas, Ivanildo Silveira e Múcio Procópio, haja folego !!! A Paraíba nos presenteou com Narciso Dias e os incansáveis Wescley Rodrigues, verdadeira revelação  e o  professor Pereira, Mestre dos mestres em matéria de literatura do sertão !
 


A terra de Virgulino nos trouxe os Pernambucanos; o volante Geraldo Ferraz e o homem das sete colinas, Antonio Vilela, alem da doce Ana Lucia Granja. Cruzando o Velho Chico a trilogia final nordestina com os Sergipanos, Kiko Monteiro o fantástico Lampião Aceso e Archimedes Marques, o alagoano da bela Piranhas, Jairo Luiz e o baiano valente que só a gota, João de Sousa Lima... 
 

Eita !!!! 25 conselheiros? ou seriam 25 mil ? Certamente a ordem dos fatores não altera o resultado, o fato e que esses homens e mulheres se juntam não apenas em torno de um evento, de um projeto, mas em torno de um sentimento, o sentimento de profundo amor as coisas do sertão, do nordeste, amor esse que nasce do fundo de nossa alma, por isso chegamos ate aqui. 

Parabéns Nação Cariri Cangaço e abraçando a esses queridos irmãos do Conselho, abraçamos a todos que fazem parte desta grande família espalhada por todo o Brasil; 
feliz 2014 e que venham 2015,2016,2017...

Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço
Fortaleza, Ceará
Incorrigível sonhador

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Livros novos ou usados

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AUTOR                       TÍTULO                               VALOR                               OBS.

  1. Abelardo F. Montenegro - Fanáticos e Cangaceiros 2011 – Clássico 2ª Ed. 420 pág. 70,00 Novo
  2. Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 1ª Edição 1973  100,00 Bom estado/envelhecido
  3. Aglae Lima de Oliveira - Adriana: Vida de Uma Professora no Estado de Pernambuco no Tempo de Lampião 1985 194 pág. 55,00 Bom estado/capa dura envelhecida
  4. Aglae Lima de Oliveira - Lampião, Cangaço e Nordeste 1970 436 pág. 150,00 Bom estado
  5. Alberto Silva - A Tragédia de Lucas da Feira 1956 - 30 pág. 55,00 Capa dura/bom estado
  6. Alcino Alves Costa - Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos – 2011 (3ª Ed.) 410 pág. 55,00 Novo
  7. Alcino Alves Costa - Lampião Em Sergipe 2011 298 pág. 65,00 Novo
  8. Alcino Alves Costa - Poço Redondo - A Saga de Um Povo 349 pág. 55,00 Novo
  9. Alcino Costa - O Sertão de Lampião  55,00 Novo
  10. Aloysio Pereira Lima - Cel. José Pereira Lima (Zé Pereira de Princesa) (Paraibanos do Século) 52 pág. 18,00 Bom estado
  11. Ana Cláudia Marques - Intrigas e Questões: Vingança de família e tramas sociais no sertão de Pernambuco 2002 352 pág. 45,00 Ótimo estado
  12. Ana Cláudia Marques e outros - Andarilhos e Cangaceiros 1999 233 pag.  40,00 Novo
  13. Ana Lúcia Granja e Paulo Gastão - Sítio dos Nunes de Flores, vive a Saga Cangaceira: Processo crime contra Lampião, Sabino Gomes e outros. (transcrição) 46 pág. 18,00 Novo
  14. André Heráclio do Rego - Família e Coronelismo no Brasil- Uma História de Poder 378 pag.  40,00 Ótimo estado
  15. Angelo Osmiro - Assim Era Lampião e Outras Histórias 236 pág. 40,00 Novo
  16. Anildomá Willans de Souza - Lampião, O comandante das Caatingas 157 pág. 50,00 Ótimo estado
  17. Antônio Amaury C. de Araújo - Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno  25,00 Ótimo estado
  18. Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião e as Cabeças Cortadas  60,00 Novo
  19. Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço  3ª Ed. 2011 229 pág. 60,00 Novo
  20. Antônio Amaury C. de Araújo - Maria Bonita, A Mulher de Lampião 2011 279 pág. 55,00 Novo
  21. Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião - As Mulheres e o Cangaço 2012 399 pág. 55,00 Novo
  22. Antônio Amaury C. de Araújo - Gente de Lampião: Dadá e Corisco 2011 329 pág. 60,00 Novo 
  23. Antônio Amaury C. de Araújo - Assim Morreu Lampião 1982 140 pág. 35,00 Bom estado
  24. Antônio Amaury C. de Araújo - Assim Morreu Lampião – Nova Edição  2013 317 pág. 55,00 Novo
  25. Antônio Amaury e Carlos Elydio - Lampião, Herói ou Bandido?  25,00 Novo
  26. Antônio Assis Costa - Tota Assis - A(s) Cajazeiras Que Eu Vi e Onde Vivi - 2013 3ª edição (Faz referência ao ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926) 263 pág. 35,00 Novo
  27. Antonio Barroso pontes - Reminiscências de Uma Caboclo Sertanejo 204 pag. 23,00 Bom estado
  28. Antônio Barroso Pontes - O Mundo dos Coronéis   25,00 Bom estado/envelhecido
  29. Antônio Barroso Pontes - Sertão Brabo – usos e costumas  1979 164 pág. 35,00 Bom estado
  30. Antônio Barroso Pontes - Sociologia do Trabuco 1981 119 pág. 35,00 Bom estado
  31. Antônio Corrêa Sobrinho - O Fim de Lampião, O que Disseram os Jornais Sergipanos 2011 166 pág.  33,00 Novo
  32. Antônio Porfírio de Matos Neto - História de Frei Paulo-SE (faz referência a Zé Baiano) 1999  40,00 Ótimo estado
  33. Antônio Vilela de Souza - O Incrível Mundo do Cangaço Vols. I e II  40,00cada  Novo
  34. Antônio Vilela de Souza - A outra Face do Cangaço 2012 – Soldado Adrião 102 pág. 28,00 Novo
  35. Archimedes Marques - Lampião Contra o Mata Sete 2012 552 pág. 55,00 Novo
  36. Aroldo Ferreira Leão - Lampião: Um estudo de buscas e essências 2012  700 pág. 75,00 Novo
  37. Arthur Shaker - Pelo Espaço do Cangaceiro, Jurubeba1979 173 pág. 35,00 Bom estado
  38. Billy Jaynes Chandler - Lampião: O Rei dos Cangaceiros  1980 289 pág. 55,00 Bom estado
  39. Bismarck Martins de Oliveira - Histórias do Cangaço - O Saque de Souza – PB em 1924  30,00 Novo
  40. Bismarck Martins de Oliveira - O Cangaceirismo no Nordeste 2002 329 pág. 40,00 Novo
  41. Bismarck Martins de Oliveira - Cangaceiros de Lampião de A a Z 2012  35,00 Novo
  42. Câmara Cascudo - Flor de Romances Trágicos 189 pág. 40,00 Bom estado
  43. Carlos Newton Júnior - O Cangaço na Poesia Brasileira 2009 254 pág. 40,00 Ótimo estado
  44. Célia Magalhães - Fatos e Curiosidades- Missão Velha  25,00 Novo
  45. Celso Mariz - Apanhados Históricos da Paraíba 1980 201 pág. 40,00 Envelhecido
  46. Cicinato Ferreira Neto - A Misteriosa Vida de Lampião  35,00 Novo
  47. Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto - Lampião em Alagoas 2012  467 pág. 55,00 Novo
  48. Coleção Mossoroense Pequena Cantoria de Mário de Andrade e Câmara Cascudo para Lampião e Jararaca 103 pag.  40,00 Ótimo estado
  49. Daniel Lins Lampião – O Homem que Amava as Mulheres 30,00 Novo
  50. Edésio Rangel de Farias - Cangaço e Polícia, Fatos e Feitos Paraibanos 1995 56 pág. 30,00 Bom estado
  51. Eduardo Barbosa - Lampião Rei do Cangaço 117 pág. 35,00 Bom estado
  52. Élise Jasmim - Cangaceiros 2006-Álbum Fotográfico do Cangaço 149 pág. 150,00 Ótimo estado
  53. Epitácio de Andrade Filho - A Saga dos Limões, Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante 2011 92 pág. 35,00 Novo
  54. Eric Hobsbawm - Bandidos 2010 254 pág. 55,00 Ótimo estado
  55. Érico de Almeida - Lampião, Sua História 2013 Ed. Fac-similar 136 pág. 30,00 Novo
  56. Érico de Almeida - Lampião, Sua História Ed. 1998  60,00 Bom estado
  57. Evandro Ayres de Moura História de Hontem e de hoje (cangaço)  30,00 Ótimo estado
  58. F. Pereira Nóbrega - Vingança, Não  2ª ed. 1961  (original) 331 pág. 90,00 Bom estado/envelhecido
  59. Floro Bartolomeu - Juazeiro e o Pe. Cícero, Depoimento para a História 183 pag. 35,00 Novo
  60. Floro Bartolomeu - Juazeiro e Padre Cícero- Depoimento para a História 1923 – 1ª Edição – Livro raro  100,00 Bom estado/envelhecido
  61. Francisco Fausto de Souza - História de Mossoró 275 pág. 35,00 Envelhecido/miolo bom
  62. Francisco Galvão - Do Coronelismo ao Caldeirão 2006 192 pág. 35,00 Novo
  63. Franklin Távora - O Cabeleira  20,00 Bom estado
  64. Frederico Pernambucano de Mello - Benjamin Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros 45,00 Novo.
  65. Frederico Pernambucano de Mello - Quem Foi Lampião 1993 151 pag. 70,00 Ótimo estado
  66. Frederico Pernambucano de Mello - Guerreiros do Sol 5ª Ed.  2011 519 pág. 70,00 Novo
  67. Frederico Pernambucano de Mello - Estrelas de Couro, A Estética do Cangaço 1ª Ed. 2010  Edição de Luxo.  130,00 Novo
  68. Geraldo Amâncio - Assim Viveu e Morreu Lampião Rei do Cangaço 70 pág. 25,00 Novo.(181 Estrofes de cordel)
  69. Geraldo Ferraz - Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol. 1.024 pag. 120,00 Novo
  70. Geraldo Ferraz  - Theophanes F. Torres, Um Herói Militar 2004 250 pag. 45,00 Novo
  71. Gilbamar de Oliveira Bezerra - A Derrota de Lampião (Mossoró) 2010 104 pag. 28,00 Novo
  72. Gilmar Teixeira - Quem Matou Delmiro Gouveia? 2011 152 pág. 45,00 Novo
  73. Gonçalo Ferreira da Silva - Lampião: A força de um líder 2005  268 pág. 45,00 Ótimo estado
  74. Gouveia de Helias - Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. 25,00 Novo
  75. Gregg Narber - Entre a Cruz e Espada: Violência e Misticismo no Brasil Rural 206 pag.  30,00 Ótimo estado
  76. Gustavo Barroso - Terra de Sol  40,00 Novo
  77. Gustavo Barroso - Heróis e Bandidos,  Os cangaceiros do Nordeste  2012 197 pág. 45,00 Novo
  78. Gustavo Barroso - Almas de lama e de aço, Lampião e outros cangaceiros 2ª Ed. 2012 117 pág. 40,00 Novo
  79. Gustavo Barroso - Heróis e Bandidos  - Edição 1931 70,00 Capa dura com manchas bom estado de leitura
  80. Gutemberg Costa - A Influência do Cangaço na Música popular Brasileira 1998 84 pág. 40,00 Bom estado/soltando as folhas
  81. Iaperi Araújo - No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. 40,00 Novo
  82. Iaperi Araújo - Angico: 1938  1ª Ed. 2013 116 pág. 35,00 Novo
  83. Ilda Ribeiro de Souza - Sila: Memórias de Guerra e Paz   1995 111 pág. 50,00 Ótimo estado
  84. Ilsa Fernandes Queiróz - Mulheres no Cangaço, Amantes e Guerreiras 144 pág. 35,00 Novo/
  85. Inês Caminha L. Rodrigues - A Revolta de princesa 1981 81 pag. 15,00 Bom estado-Livro Bolso
  86. Isabel Lustosa - De Olho em Lampião 2011 109 pág. 25,00 Novo
  87. Ivan Bichara - Carcará - Romance Histórico - Ataque do líder cangaceiro  Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926  276 pag. 30,00 Bom estado
  88. Janduhi Dantas - Viagem aos 80 anos da Revolta de Princesa (112 Estrofes de Cordel sobre a Guerra de Princesa.) 41 pág. 18,00 Ótimo estado
  89. João Barbosa Júnior - O Cangaço no Sertão (A História de Lampião em Versos) 82 pág. 30,00 Bom estado
  90. João Bezerra da Nóbrega - Lampião e o Cangaço na Paraíba 2011 345 pág. 55,00 Novo
  91. João de Sousa Lima - A Trajetória Guerreira de Maria Bonita 1ªedição  30,00 Novo
  92. João de Sousa Lima - Moreno e Durvinha  35,00 Novo
  93. João de Sousa Lima e Juracy marques(Org.) - Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço 172 pag. 35,00 Novo
  94. João Tavares Calixto Júnior - Venda Grande d’Aurora (Dados Históricos Sobre Aurora-CE) 2012 299 pág. 50,00 Novo
  95. Joaryvar Macedo - Império do Bacamarte 1990 274 pág. 100,00 Bom estado
  96. José Alves  Sobrinho - Lampião, Antônio Ferreira e Levino – A Parceria e o Cangaço  2012 235 pág. 55,00 Novo
  97. José Alves Sobrinho - Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas  40,00 Novo
  98. José Anderson Nascimento - Cangaceiros, Coiteiros e Volantes  30,00 Ótimo estado
  99. José Gastão Cardoso - A Heróica Resistência de Princesa  2ª ed.   25,00 Novo
  100. José Hilário - Do Cangaço ao Congresso 1994 241 pág. 30,00 Envelhecido pelo tempo
  101. José Peixoto Júnior -Bom de Veras e Seus Irmãos 2009 126 pág. 50,00 Ótimo estado
  102. José Sabino/César Megale - Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011 192 pag. 45,00 Novo
  103. José Sampaio de Lacerda - História da Família do Coité 2004 (Chico Chicote e o fogo do Coité) 191 pág. 130,00 Ótimo estado
  104. Juarez Conrado - A Última Semana de Lampião 1980 (reportagens) 84 pág. 50,00 Bom estado /envelhecido
  105. Juarez Corrado - Lampião, Assaltos e Mortes em Sergipe 2010 301 pag. 55,00 Novo
  106. Júlio José Chiavenato  - Cangaço – A Força do Coronel - 1990  25,00 Bom estado
  107. Leonardo Mota - No Tempo de Lampião 2002  40,00 Novo
  108. Lúcia Holanda e Gil Holanda - Nas Trilhas do Cangaço de Jesuíno Brilhante 55 pág. 25,00 Novo
  109. Luitgarde Oliveira C. Barros - A Derradeira gesta: Lampião e Nazareno Guerreando no Sertão 2000 260 pag. 60,00 Novo
  110. Luiz Bernardo Pericás - Os Cangaceiros  55,00 Novo
  111. Luiz Luna - Lampião e Seus Cabras 2ª Ed. 1972 160 pág. 40,00 Bom estado/com algumas manchas
  112. Luiz Ruben F. Bonfim - Lampião Conquista a Bahia 2011 422 pág. 50,00 Novo
  113. Luiz Ruben F. Bonfim - Lampião e os Interventores 2007  236 pag. 40,00 Novo
  114. Luiz Rubens F A Bonfim - Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag. 40,00 Novo
  115. Luiz Rubens F. de A. Bonfim - Lampião e os governadores    40,00 Novo
  116. Luiz W. Torres - Lampião e o Cangaço  30,00 Ótimo estado
  117. Luiz Zanotti - Lampião: Texto, Tela e Palco –  Tese de Doutorado - 2012  308 pág. 50,00 Novo
  118. Manoel Cavalcanti de Souza ( Ex-volante Neco de Pautília) - Lembrar e escrever, não é só querer - “Memórias” do Cangaço e Genealogia. 167 pág. 32,00 Novo
  119. Marcílio Lima Falcão - Jararaca: memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró 2013 211 pág 40,00 Novo
  120. Marcos Medeiros - A Caatinga Sustentou Campesino e Cangaceiros Cordel 16pg 8,00 Novo
  121. Maria Christina Matta Machado - Aspectos do Fenômeno do Cangaço no Nordeste Brasileiro 1973 (Revista de História) Raro Das pág. 139 à176 70,00 Bom estado/Revista em formato de livro
  122. Maria do Rosário Caetano (org.) - Cangaço: O Nordestern no Cinema Brasileiro 120 pág. 40,00 Ótimo estado
  123. Maria Isaura P. de Queiroz - História do Cangaço 1982  30,00 Bom estado/envelhecido
  124. Maria Isaura P. de Queiroz - História do Cangaço 1997  45,00 Ótimo estado
  125. Mariane L. Wieserbron - Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense Série “A” 28,00 Bom estado
  126. Marilourdes Ferraz - O Canto do Acauã  4ª edição 2012  680 pág. 150,00 Novo
  127. Mario Souto Maior - Antônio Silvino – Capitão de Trabuco 50,00 Novo
  128. Maximiano Campos - Sem Lei, Nem Rei   1990 141 pag. 15,00 Ótimo estado
  129. Melquíades Pinto Paiva - Ecologia do Cangaço  35,00 Novo
  130. Melquíades Pinto Paiva - Cangaço, uma ampla bibliografia comentada 2012 392 pág. 85,00 Novo / Capa dura
  131. Messias Ferreira de Lima - São José de Piranhas-PB, Um Pouco da Sua História  (Ref. ao cangaceiro 2 de Ouro)  25,00 Novo
  132. Moacir Assunção - Os Homens Que Mataram o Facínora 2007 278 pág. 55,00 Parte da capa rasgada, miolo ótimo.
  133. Napoleão Tavares Neves - Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009 131 pag. 35,00 Novo
  134. Nelly Cordes - O Rei dos Cangaceiros 1954 181 pág. 30,00 Bom estado de leitura envelhecido/com manchas
  135. Nertan Macedo - Floro Bartolomeu, o Caudilho dos Beatos e Cangaceiros 202 ag. 55,00 Ótimo estado
  136. Nertan Macedo - Lampião: Capitão Virgulino Ferreira 1975 220 pág. 35,00 Bom estado
  137. Nertan Macedo - Sinhô Pereira: O Comandante de Lampião  148 pág. 40,00 Bom estado
  138. Nordeste Vinteum (Revista) Maria Bonita:Vida, Paixão e Morte no Sertão 2011(Centenário de Maria Bonita)  25,00 Ótimo estado
  139. Oleone Coelho Fontes - Lampião na Bahia 3ª Edição 1999  40,00 Bom estado
  140. Orlando Rodrigues - O Fogo da Pedreira: A saga do ataque da polícia ao bando de Antônio Silvino em Caicó 2001 2006 pág. 60,00 Bom estado
  141. Osvaldo Rodrigues Póvoa - Quinta-feira Sangrenta- Hist. de Dianópolis-TO (antiga São José do Duro-GO) (Narra o assassinato do Major Zé Inácio do Barro) 186 pág 40,00 Novo
  142. Paulo Gastão - O Cangaço e a Imprensa 2012 80 pág. 23,00 Novo
  143. Paulo Gastão - Lampião de A a Z  2011 75 pág. 15,00 Novo
  144. Paulo Gastão - 1938 Angico 2012 144 pág. 30,00 Novo
  145. Paulo Gastão - Quem é Quem no Cangaço 2013  140 pág. 33,00 Novo
  146. Paulo Moura - Lampião: A Trajetória de Um Rei Sem Castelo 150 pág. 35,00 Novo
  147. Pedro Baptista - Cangaceiros do Nordeste 2011 279 pág. 37,00 Novo
  148. Pedro Nunes Filho - Guerreiro Togado – 2011 -  Edição de Luxo 516 pág. 100,00 Novo
  149. Piragibe de Lucena - Lampião, Lendas e Fatos 1995 86 pág. 35,00 Bom estado
  150. Raimundo Nonato - Jesuíno Brilhante-O Cangaceiro Romântico  40,00 Ótimo estado
  151. Raimundo Nonato - Lampião em Mossoró 2012 325 pág. 45,00 Novo
  152. Ranulfo Prata - Lampião 28,00 Ótimo estado
  153. Ranulfo Prata - Lampião,  Ed. Fac-similar  2010 239 pág. 35,00 Novo
  154. Ranulpho Prata - Lampião  -  1ª Edição   1934 211 pág. 90,00 Capa dura/envelhecido
  155. Raquel de Queiroz - Lampeão, a Beata Maria do Egito- Teatro 1995 60 pag. 20,00 Ótimo estado
  156. Raul Fernandes -  A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró.  55,00 Bom estado
  157. Raul Fernandes - Lampião na Fazenda Veneza 23 pág. 15,00 Novo
  158. Reinaldo Azevedo - Cangaço, Tatuado no Traço  22x31cm  2012 131 pág. 68,00 Novo
  159. Renato Phaelante - Cangaço, Um Tema na Discografia da MPB 97 pág. 40,00 Novo
  160. Ricardo Albuquerque (org.) - Iconografia do Cangaço – (Livro Álbum) Inclui Filme com Cenas Inéditas de Lampião e Seu Bando (DVD) 215 pág. 115,00 Novo
  161. Rodrigues de Carvalho - Serrote Preto   1974  80,00 Bom estado
  162. Rodrigues de Carvalho - Lampião e a Sociologia do Cangaço 379 pág. 90,00 Bom estado
  163. Ronald Daus - O Ciclo Épico dos Cangaceiros na poesia popular do Nordeste 1982 161 pág. 30,00 Bom estado.envelhecido
  164. Rui Facó - Cangaceiros e Fanáticos 2012 40,00 Novo.
  165. Sabino de Campos - Lucas, o Demônio Negro – raro 1957  80,00 Regular estado necessita encadernar. Miolo bom
  166. Sergio A. S. Dantas - Lampião,  Entre a Espada e a Lei  2008  60,00 Bom estado
  167. Sérgio Augusto S. Dantas - Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito 2ª Edição  2012 314 pág. 45,00   Novo 
  168. Severino Coelho Viana - A Vida do Cel. Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes 1989 142 pág. 45,00 Bom estado
  169. Sousa Neto - José Inácio do Barro e o Cangaço (Major Zé Inácio do Barro) 2011 223 pág. 40,00 Novo
  170. Tânia Maria de S. Cardoso - Cordel, Cangaço e Contestação – 2003   25,00 Bom estado
  171. Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes Vol.  I e II  - 1997  - Autografado 150,00 Ótimo estado
  172. Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes  - Vol. I e II  - 2007 - Autografado  150,00 Ótimo estado
  173. Ten. João Gomes de Lira  - Lampião: Memórias de um Soldado de Volante  3ª Ed. 2013 – Lançamento em 13.07.2013 2 vol. 700 pág. 115,00 Novo
  174. Ulysses Lins de Albuquerque - Um Sertanejo e o Sertão Memórias (anexo “A Luta dos Pereiras e Carvalhos”, no Pajeú) 242 pág. 60,00 Bom estado
  175. Vera Ferreira e Antônio A. C. de Araújo - De Virgolino a Lampião  2009 319 pág. 55,00 Novo
  176. Vera Ferreira e Germana Gonçalves (organização) - Bonita Maria do Capitão (centenário de Maria Bonita)  Estojo de luxo 327 pág. 150,00 Novo
  177. Vilma Maciel - Os Fuzilados do Leitão  2ª Edição 2012  88 pág. 23,00 Novo 
  178. Vilma Maciel - Lampião: Luta, Sangue e Coragem 2012 (Romance Histórico)  188 pág. 33,00 Novo 
  179. Viviane Gomes de Ceballos e outros (Org.) - Nordestes e Nordestinidades: Histórias, Representações e Religiosidades (Anais do II Congresso Nacional do Cangaço, em Cajazeiras,  de 2011) 119 pág. 30,00 Novo
  180. Waldemar Alves da Silva Júnior - O coronelismo em Salgueiro(1920-1945)   2008 277 pág. 50,00 Capa dura /ótimo estado / com carimbo
Revistas  “A província”
Editada em Carto-CE (em formato de livro) Preço R$ 30,00 cada

Nº 05 (1993)     *   Padre Ibiapina “O Apóstolo do Nordeste”
                          *  A Patente de Lampião
                          *  As Orelhas de Cinquenta Contos de Réis (Lampião-Moreno e Antônio da Piçarra)

Nº 07 (1994)     *   Padre Cícero 

Nº 08 (1995)     *    A Patente de Lampião (Hilário Lucetti)
                          *   Padre Cícero Mito e Realidade

Nº 09 (1995)     *  O Coronel Belém do Crato
                          *  O Combate do Coité
                          *  Paraíso Ocasional de Lampião

Nº 10  (1996)    *  Um Filho do Crato na Luta Contra Lampião (José Sampaio Macedo)

Nº 11 (1996)     *  Júlio Pereira, Peça Chave na História do Cangaço
                          *  Lampião Descendia dos Feitosas do Inhamuns
     
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Familiares

Irmã do cangaceiro Jararaca vive em Sertânia, PE.


Irmã do célebre cangaceiro Jararaca , do bando de Lampião, Quitéria Sá, ou Quitéria Zuza como é mais conhecida no Povoado Moderna, município de Sertânia, Sertão do Moxotó completou cem anos de idade no dia 27 de Outubro. Na celebração do seu centenário de existência houve uma grande festa no Povoado, com música, poesia , entrevistas, conversas, além de muita comida e bebida, é claro.

Antônio Amaral , Cantor e compositor sertaniense, acompanhado da Banda Acordes fez um show de Música e poesia, com participação especial do Poeta Josessandro Andrade. Antônio trouxe músicas como “Cangaceiro”, vencedora do Festival de Música de Afogados da Ingazeira, No final dos anos 1980, na voz de Chico Arruda , acompanhado do Sexteto Tamba, cujo versos musicais certamente lembrarão à aniversariante o seu irmão famoso:

“ Não tenho a conta dos perigos que passei/Não faço média das vezes que já morri/ um cangaceiro mouro e bárbaro sem lei/ nos altiplanos condoreiros do Sertão/ A cor do sangue é a cor do guerrilheiro/ corpo ligeiro, olhar de corvo fatal/ Bandoleiro de batalhas nas volantes/ aço malhado ,estilhaços de um tiro/ se refez retiro no silêncio da prisão/ (...) Corisco doido, Jararaca Aluvião..”.

Dona Quitéria Santana é filha de Manuel Leite de Santana, (Mané Zuza) e Maria Luiza de Santana, pais adotivos de Jararaca, que o criaram , Já que o mesmo era filho de um irmão de Mané Zuza. Lúcida, forte, Dona Quite´ria é descrita pelos familares, amigos e conhecidos no povoado pertencente ao Município de Sertânia como uma pessoa espirituosa, bem-humorada.

“Ela Ainda dança e bebe. Aliás sempre bebeu, mas tem uma saúde de ferro”, atesta o Agrônomo Cicero Paulo Sampaio, sobrinho-neto de Quitéria Zuza. “As farras que participei nas festas com ela eram atrativas não pela bebida, mas pela inteligência e sabedoria de Tia Quitéria ”, garante Sampaio.
Há outra irmã do cangaceiro Jararaca, Germana Sá, com cerca de 80 anos. Ela e Quitéria Zuza são as que ainda restam vivas. Haviam ainda José de Sá , Tatái, falecido em 1997 e Félix Sá, que se foi há alguns anos, ambos na casa dos 90 anos, sendo que o último faleceu em um acidente de moto. Todos eles iam anualmente no dia de finados, 02 de novembro, em caravana com outros parentes visitar o túmulo do Irmão em Mosoró-RN. Os irmãos daquele que foi um dos cabras mais valentes do bando de Lampião mantém este costume até hoje.

Além da família, a localidade faz questão de manter o vínculo com o histórico filho do lugar. No Parque aquático Oásis Nordestino, entre suas piscinas há uma estátua do famoso cangaceiro, que jorra água, espécie de bica criativa e o lugar já é ponto turístico da região.

De acordo com O Professor João Lúcio, Secretário de Cultura e Juventude do Município de Sertânia, Jararaca é filho natural da Moderna, povoado pertencente ao município sertaniense, mas foi registrado em Buíque, pelo fato de ser mais próximo o cartório daquela localidade. Mas a vida de Jararaca foi em solo sertaniense, a sua casa ainda está lá, conservada. “Temos todo interesse que o Município de Sertânia estreite esta relação com a Memória de Moderna e a trajetória de Jararaca. Todo isto é História”, afirma João.

Segundo ele está sendo mantido entendimento com o agrônomo Cicero Paulo Sampaio, que é Secretário de Agricultura do município para estudar a possibilidade de instalação de um ponto de memória, na Casa de Jararaca, um espécie de Museu do cangaceiro e suas origens, que se confundem com as raízes de Moderna. Cícero Paulo é proprietário do espólio de Jararaca, casa e terra. Cicero Paulo, que é um entusiasta do turismo rural, acrescenta que já estiveram no local, pesquisadores do Rio Grande do Norte, que fotografaram a casa, filmaram o local e entrevistaram dona Quitéria Sá e outros parentes.

Créditos para Danilo David Carvalho

Pescado em Sertânia Vip

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Cangaço do ponto de vista da cultura Pop

Programa Qu4tro coisas

O rei do cangaço, o capitão, o cavaleiro do diabo, o "Harry Potter do sertão" vem chegando com seu bando de cangaceiros no Qu4tro Coisas. Pablo Peixoto conta várias causos da história do "Western Brasileiro" e fala de uma coisa boa, uma velha, uma ruim e uma boa sobre Cangaceiros.


 
 
Pescado na página do YouTube do programa Qu4tro Coisas

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Memórias de um oficial de Volante

Arlindo Rocha falou ao Jornal Ultima Hora, em 1953
 
Uma entrevista concedida pelo famoso tenente pernambucano, contando detalhes de sua vida, e dos combates que teve com Lampião, em cinco estados do nordeste.















Créditos para Ivanildo Silveira

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"Frescaram" com criatividade

E se J. R. R. Tolkien tivesse nascido no Nordeste Brasileiro...


Fonte: Runic Folk (FaceBook)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O que vem por ai!!!

Os Marcelinos e o Cangaço em Barbalha

O documentário retrata a influência do Cangaço na região do Cariri, dando ênfase aos irmãos Marcelinos e sua importância histórica, buscando desta forma resgatar a cultura regional e propagá-la para as futuras gerações.


 
 
Pescado na página do YouTube de Phelipe Lima

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

História dos Volantes

Tenente Cirilo

Por Jair Ferraz








Ten. Cirilo cumprimenta o primo Ten. Davi Jurubeba, que recebera uma medalha da PM Serra Talhada. Ao lado Cel. Moura.
Acervo: Gildete Vilar (A foto não compõe a matéria original)

Fonte da Pesquisa: Depoimento de Familiares; Jornal Folha do Sertão e Informativo 4ª CIPM Petrolândia PE

Pesquei in Blog do Jair Ferraz


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Documentário Completo

Caldeirão de Santa Cruz do deserto de Rosemberg Cariry

Resgate da memória e da história da comunidade religiosa do Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, que se organizava em moldes comunitários primitivos. Depois de alcançar grande progresso, a comunidade foi destruída pela polícia cearense e pelo bombardeio de aviões, em 1937, deixando mais de 2 mil camponeses mortos. A partir dos depoimentos dos remanescentes e dos símbolos da cultura popular, o filme faz uma reflexão sobre o poder, a liberdade e a luta pela terra.
Diretor: Rosemberg Cariry
Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento: 1985




O filme foi encontrado no canal de Daniel C. Valentim no Youtube.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Memória do cangaço na vizinhança

Amarga visita para Diomédio.
Por: Kiko Monteiro

Em julho deste ano, à convite do professor e memorialista Salomão Santos, e na boleia do confrade Narciso Dias (presidente do Grupo Paraibano de estudos do Cangaço - GPEC), fomos realizar uma pesquisa de campo na cidade baiana de Adustina. São vários os fatos ocorridos naquele território que se chamava à época Bonfim do Coité e pertencia ao município de Paripiranga. Realizamos a viagem no intuito de conhecer e fotografar a sepultura de um cangaceiro. O que eu nunca imaginei é que logo ali a 60km de minha cidade ainda pudesse encontrar testemunhas oculares dos fatos que aterrorizavam a região na década de trinta.

Patrocínio do Coité como era chamada no passado foi berço dos cangaceiros Saracura e Vinte e Cinco. A sede do município só foi atacada uma única vez, mas os distritos serviam como se dizia à época como “corredor de cangaceiros” que transitavam entre Jeremoabo, Bebedouro (Atual Cel. João Sá), Pinhão, Carira, Serra Negra (Atual Pedro Alexandre) etc.


Aspecto de Paripiranga na década de 30.
 Acervo: Roberto Santos

Através do livro “Adustina sua História” do pesquisador Roberto Santos de Santana tomamos conhecimento que o senhor Diomédio Martins dos Santos, um lavrador, residente num povoado próximo, havia apanhado dos cabras de um famoso cangaceiro, estava vivo pra nos contar esta história. A julgar pela idade atual de nosso depoente, noventa e três anos, deduzimos que o fato ocorre entre 1933/1934.


A história do lugar resguardada no livro de Roberto Santos.

Os cangaceiros tinham feito uma pilhagem na bodega de Manoel de Lia situada no Baixão de Carrolino, lugar bem próximo à Paripiranga e rumaram para o Olho D´água de Fora que hoje pertence à Adustina. Seu Diomédio contava treze anos de idade e morava com os avós.

Naquele dia estava somente ele e a irmã caçula. Da janela percebeu a aproximação de uma gente fardada montada em cavalos no terreiro da casa. Pensou ele se tratar de uma força Volante que guarnecia os povoados. Ele que portava uma pequena faca de ponta na cintura jogou-a embaixo da cama e correu pra sala. Lá estavam todos aqueles homens e duas mulheres, recorda que eram ao todo oito. Um deles, sem cumprimentar e nem fazer arrodeio, pergunta se tinha açúcar. Diomédio respondeu positivamente.


Narciso Dias, Catarina (esposa de Narciso) e o professor Salomão,
atentos às memórias de Seu Diomédio.


Em seguida, o mesmo cabra emenda:
      
     - E Ouro?

O menino negou, e foi então que percebeu que estava diante de cangaceiros. Todavia, antes que pudesse formular uma desculpa, a irmã, que ouvia a conversa da cozinha, respondeu sem entender a pergunta feita pelo cabra. Não imaginava o perigo que corriam:
     
     – Tem, e é uma mochila cheia.

Um dos cabras, percebendo a possível mentira de menino, deu-lhe um soco no abdômen  que o fez cair ao chão. Tomado por uma repentina emoção, Diomédio viaja ao momento do episódio: Então me levantei e pedi para que entendesse, se quisesse bater, batesse, mas o que nós tínhamos era açúcar e não diacho de ouro. O resultado é que fui agredido pelo cabra novamente. Um deles visivelmente embriagado pela cachaça que furtara da venda de seu Manoel jogou a própria companheira para cima de mim, dizendo:

     - Tome esta mulher pra você!!!
     Nesse momento a cabroeira foi ao delírio. Ai eu gritei com mais raiva ainda: - Não quero porqueira de mulher nenhuma.
     E um outro cabra se alterou inda mais. - Espia, quer dizer que é porqueira é? Ele não vai contar mesmo, atira neste cachorrinho.

Ai um deles manobrou um fuzil e o encostou na minha barriga e pediu pressa na localização da tal mochila de ouro. Era pra intimidar a todo custo.
     
     Eu ainda insisti:  - Não tem peste de ouro, o que tem aqui é açúcar, a menina entendeu errado.

O cangaceiro que perguntou pelo ouro, então, decide: 
    
     - Então você vai com a gente!
     - Pois, não saio daqui pra lugar nenhum - Disse o moleque Diomédio sem estremecer.

E a cada negativa tome couro.


Diomédio Martins dos Santos: Um caboclinho destemido.
Foto: Kiko Monteiro

Para sua salvação entrou na casa o chefe do grupo que, reprovando com severidade, ordenou que não batessem no jovem. E que se retirassem imediatamente, pois teve noticias que uma Força estava a caminho do povoado. - Nem o açúcar levaram. Mais tarde ele soube que aquele homem era o chefe do ‘coloio’, o afamado “Anjo” Roque Labareda. Que já comandava seu próprio grupo e tinha naquela região entre Bahia e Sergipe sua "base de operações".

A narrativa ainda prossegue. Diomédio fala vagamente sobre um "fogo" ocorrido no dia seguinte à esta visita, que resultou na morte de um dos cabras de Ângelo Roque... Como o próprio Diomédio não recordava maiores detalhes e nós não obtivemos confirmação nem sobre a volante envolvida nem quanto à identidade do cangaceiro abatido, preferimos nos ater ao fato mais consistente que já faz de seu Diomédio mais que uma testemunha, uma personagem do Cangaço em Paripiranga.

Aguardem mais uma das histórias colhidas nesta nossa breve e proveitosa diligencia em Adustina.

     Reitero nossa gratidão pelo convite e amizade do professor Salomão; Pela agradável companhia do casal Narciso e Catarina e pelo suporte técnico do "oráculo" Sergio Dantas na composição deste artigo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A vida após o cangaço

O destino de um "cabra" na selva da cidade

Jornal "O globo" 19 de abril de 1991



Fonte: Acervo Histórico de O Globo (Página restrita)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Lampião que vale um milhão

Obras de Cândido Portinari e Iberê Camargo ficam entre as dez mais valiosas em leilão nos EUA

Brasileiros ficam acima da estimativa na Christie's. Di Cavalcanti, José Pancetti, Roberto Burle Marx e Vik Muniz são vendidos na Sotheby's

RIO - Nos últimos três dias, dois leilões de arte latinoamericana foram realizados em Nova York e o Brasil teve representantes mais de uma vez na lista dos dez mais valiosos. No leilão da Christie’s, realizado na terça e na quarta, “Lampião e Maria Bonita”, pintado por Cândido Portinari em 1947, foi arrematado por U$S 482.500 (R$ 1.011.079).



Foto pescada in "O Estadão"

Ainda na Christie’s, a obra “Jogo de carretéis”, pintada por Iberê Camargo em 1967, foi arrematada por US$ 422.500 (cerca de R$ 884.715) e bateu o recorde de venda em seu acervo. A estimativa era de qua a pintura alcançasse um valor entre US$ 120 mil e US$ 180 mil.

Já nos leilões da Sotheby’s, realizados nos dias 19 e 20, "Fumo", obra pintada por Portinari em 1938, foi vendida por US$ 374.500 (R$ 784.765). Já "Caçador de onça", do mesmo autor, foi arrematada por US$ 98.500 (R$ 206.308), bem acima da estimativa, entre US$ 35 e 34 mil. O leilão também vendeu peças de Di Cavalcanti, José Pancetti, Roberto Burle Marx e Vik Muniz.

Com uma arrecadação de U$S 938.500 (R$ 1.965.219), “Horse”, de Fernando Botero ficou em primeiro lugar na Christie’s. O pintor ainda apareceu em quinto lugar com “Nun eating an apple”, de 1981, com um valor de US$ 602.500 (R$ 1.261.936).

Além de Camargo, Arnaldo Roche Rabell, Tomás Sánchez, Olga de Amaral, Carmen Herrera e Oscar Muñoz também conquistaram novo recorde mundial. No total, a Fundação Christie’s arrecadou US$ 13.614.800 (R$ 28.515.000) - veja todos os resultados da Christie's aqui.

A Sotheby's vendeu um total de US$ 23.130.251 (R$ 48.446.000).


Fonte: O Globo

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Começa hoje!!!

Confira a programação das Conferências, Simpósios e Mini cursos‏


Conferência de Abertura
22 / 10 / 2013  l  Teatro Glauber Rocha l  20:00h

Se vier, que venha armado: cangaceirismo e masculinidade como definidoras das identidades sertaneja e nordestina”
Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior

Doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Professor do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Autor dos livros: Nordestino: invenção do 'falo': uma história do gênero masculino/1920-1940 (2ª ed., São Paulo, Intermeios, 2013), A invenção do Nordeste e outras artes (5ª ed., São Paulo: Cortez, 2011) e História: a arte de inventar o passado (Baurú, SP: EDUSC, 2007).
Lançamento de livro - Nordestino: invenção do 'falo': uma história do gênero masculino/1920-1940 (2ª ed., São Paulo, Intermeios, 2013).

Conferência de Encerramento
25/ 10 / 2013  l  Teatro Glauber Rocha l  20:00h

“O cangaço nas batalhas da memória”
Dr. Antônio Fernando de Araújo Sá

Doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB)
Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Autor dos livros: O cangaço nas batalhas da memória (Recife, Editora da UFPE, 2011) e Combates entre história e memória (São Cristóvão/SE, EDUFS, 2005). 
Lançamento de livro - O cangaço nas batalhas da memória (Recife, Editora da UFPE, 2011).

Simpósios Temáticos

1. CULTURA E REPRESENTAÇÕES NO SERTÃO NORDESTINO: MEMÓRIA, IDENTIDADES E RESSIGNIFICAÇÕES

José Ferreira Júnior
Doutorando em Ciências Sociais (UFCG)
Mestre em Ciências Sociais (UFCG)
Professor da Faculdade de Integração do Sertão / Serra Talhada – PE

Resumo: A cultura é objeto de investigação acadêmica; ela permite uma maior compreensão dos fenômenos sociais, em particular aos que remetem às especificidades da preservação de memórias, seu uso no processo de formação identitária e às ressignificações por que passam tais identidades. Este simpósio temático discutirá a memória e sua importância no constructo de identidades e as ressignificações verificadas nessas construções, tomando como espacialidade os sertões nordestinos em suas múltiplas representações: relações de gênero, questões familiares, relação com os lugares, expressões artísticas, religiosidade, etc. Acataremos trabalhos que tratem da temática proposta, sob as óticas da História, da Sociologia, Antropologia e ciências afins.

2. CONTOS, CANÇÕES E CENAS: O CANGAÇO EM IMAGENS, LETRAS E SONS

Caroline de Araújo Lima
Mestre em História Regional e Local (UNEB/Campus V)
Professora do curso de História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XVIII)
Coordenadora do Projeto de Iniciação Científica “História, cinema e ensino de História: o sertão, o cangaceiro e o beato no cinema brasileiro” (2012/2013)

Resumo: Este simpósio temático tem como proposta reunir estudantes e pesquisadores com o objetivo de divulgar resultados de pesquisas relacionadas ao tema do Cangaço. Pretendemos analisar as representações dos cangaceiros no cinema, nos folhetos de cordel, na literatura, nas fotografias jornalísticas, dentre outras linguagens. A partir de tais linguagens que deram a esses personagens contornos míticos e estereotipados, ofereceremos ricas discussões sobre identidade, representações de sertão e sertanejo, relações de poder, de gênero e de memória. O simpósio está aberto para receber propostas de temas que versem sobre o universo cultural dos sertões e sertanejos no campo do audiovisual, da literatura de cordel, na área fotográfica e da música popular.

3. LINGUAGENS E NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA: DOMÍNIOS, ABORDAGENS, ENSINO E PESQUISA

Jairo Carvalho do Nascimento (UNEB/Campus VI)
Doutorando em História – UFBA
Mestre em História Social (UFBA)
Professor do curso de História da UNEB/Campus VI

Eduardo de Lima Leite (UNEB/Campus VI)
Mestrando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Educação, Cultura e Memória (UESB)
Professor de História da Educação Básica/Bahia

Maria Sigmar Coutinho Passos (UNEB/Campus VI)
Doutoranda em Educação – UFBA
Mestre em Educação e Contemporaneidade (UNEB)
Professora do curso de História da UNEB/Campus VI

Resumo: Este simpósio tem por objetivo reunir pesquisadores, professores universitários e estudantes de pós-graduação vinculados à pesquisa e ao ensino no campo da disciplina História e áreas afins, propiciando um espaço para a exposição de trabalhos acadêmicos e experiências didáticas relacionados aos seguintes temas: a relação cinema/história (temas, fontes, teoria); o uso de documentos imagéticos (cinema, fotografia, iconografia) em sala de aula; a música e o ensino de História; a utilização da televisão como veículo de ensino; as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC/computadores, internet, etc.) e suas relações com a educação. Em que medida as diferentes linguagens e as novas tecnologias de informação e comunicação contribuem para a produção do conhecimento histórico, para o trabalho do professor de História? Essa pergunta será o ponto de partida para promover o debate durante o simpósio. O simpósio estará aberto para receber, também, propostas de experiências didáticas e pesquisas de professores da educação básica e de graduandos em História e áreas afins.

4. PROCESSOS DE PATRIMONIALIZAÇÃO E SUAS REPERCUSSÕES NOS “ESPAÇOS DA TRADIÇÃO”

Bruno Goulart Machado Silva
Doutorando em Antropologia Social pela Universidade de Brasília
Mestre em Antropologia Social (UFRN) 

Jean Pierre Pierote Silva
Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás
Graduado em Ciências Sociais (UFG)

Resumo: A noção de patrimônio cultural está na agenda das ações estatais nas últimas décadas. Essas políticas se voltam muitas vezes para populações e espaços geográficos circunscritos ao campo discursivo da tradição. Sejam patrimônios materiais ou imateriais, os processos de patrimonialização trazem consequências para os atores ligados a esses bens culturais. Este simpósio temático tem como objetivo promover o debate sobre esses processos do ponto de vista dos próprios atores sociais afetados pelas políticas patrimoniais, especificamente aqueles situados nos lugares imaginados como “Sertão” pelo pensamento social brasileiro. O debate visa a contribuir para a atual discussão dos processos de patrimonialização a partir de alguns questionamentos: Como a memória dos grupos é acionada e ressignificada nestas políticas? Como os grupos as têm percebido? De que forma a patrimonialização afeta a relação dos grupos envolvidos com os bens culturais?

5. NACIONALISMO E MODERNIZAÇÃO NO DEBATE INTELECTUAL, CIENTÍFICO E LITERÁRIO NA PRIMEIRA REPÚBLICA

Renailda Ferreira Cazumbá
Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS)
Professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XX)

Wilson da Silva Santos
Doutorando em Filosofia e História da Educação (Unicamp)
Mestre em Educação (UFPB)
Professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XX)

Resumo: O debate intelectual travado na Primeira República no Brasil (1889-1930) polarizou-se em torno de temas como nação, ciência, raça e civilização. Na época referendada, a discussão nacionalista baseava-se numa concepção modernizadora e no cosmopolitismo que embasavam um projeto civilizador para o país, em torno de propostas idealistas que animavam as pesquisas sociológicas, históricas, políticas e a escrita literária na virada do século XIX para o XX. Escritos científicos, literários e jornalísticos na Primeira República se unificaram em torno das projeções do positivismo e do liberalismo, que motivaram um grupo de intelectuais (Tobias Barreto, Araripe Jr., José Veríssimo, Sílvio Romero, Graça Aranha, Anísio Teixeira) para a defesa e anseios de modernização e de superação do "atraso" que nos fazia um país de maioria analfabeta e miserável frente às nações da Europa. Esse debate nacionalista era também motivado pela aspiração de descoberta de parte do país ainda desconhecida – o sertão e a periferia – através de uma produção crítica e da escrita literária (Euclides da Cunha, Lima Barreto). Pretende-se com esse simpósio integrar trabalhos que retomem os debates intelectuais e literários em torno do problema da identidade nacional e da modernização durante a Primeira República no Brasil, incorporando pesquisadores das áreas de História, Geografia, Educação, Sociologia e Literatura.

6. MEMÓRIA, IDENTIDADE E PATRIMÔNIO

Aline de Caldas Costa dos Santos
Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Cultura & Turismo (UESC)
Pesquisadora do grupo Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER/UESC)

Gisane Souza Santana
Mestranda em Letras: Linguagens e Representações (UESC)
Especialização em Estudos Comparados de Literaturas (UESC)
Pesquisadora do grupo Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER/UESC)
Bolsista CAPES

Resumo - Esse simpósio visa a discutir as representações identitárias e trânsitos culturais com ênfase em temas relacionados à memória e ao patrimônio cultural (SIMÕES, 2006; HALL, 2002; ANDERSON, 2008; LE GOFF, 1990; NORA, 1993). Pretende-se discutir representações comunitárias e a interface de discursos de identidade a partir dessas expressões simbólicas (memória/patrimônio), a visibilidade do patrimônio cultural e as ações políticas que a sustentam em atenção ao fenômeno dos fluxos sociais.

7. ESTUDOS EM HISTÓRIA CULTURAL: OBJETOS, PROBLEMAS E ABORDAGENS

Cleide de Lima Chaves
Doutora em História Social (UFRJ)
Professora Adjunta da área de História do Brasil (DH/UESB)

Márcia Santos Lemos
Doutora em História (UFF)
Professora Adjunta da área de História Antiga e Medieval (DH/UESB)

Resumo: A proposta deste Simpósio é uma iniciativa do Laboratório de Estudos em História Cultural (UESB). O objetivo do LEHC é fomentar a produção na área, fortalecer as linhas de pesquisa do grupo, promover ações multidisciplinares, apontar novas perspectivas de análise dos objetos da cultura e estimular a formação de jovens pesquisadores. Nesta perspectiva, o simpósio pretende reunir pesquisadores interessados na História Cultural, com o objetivo de conhecer e divulgar diferentes enfoques e leituras dentro desse campo. Deverão ser debatidos temas comuns ou complementares, como: História e Literatura; fronteiras; representações; práticas religiosas; poder simbólico; gênero; discurso e apropriação; linguagens: os mundos da escrita, da leitura, da oralidade e da imagem; identidade; cidade; memória, História e historiografia, dentre outros temas relacionados. É de interesse igualmente discutir trabalhos que contribuam para atualizar o debate sobre fontes, métodos e teorias no campo da História Cultural.

8. VIOLÊNCIA, BANDITISMO E DISPUTAS POLÍTICAS NOS SERTÕES DO NORDESTE, SÉCULOS XIX E XX

Lina Maria Brandão de Aras
Doutora em História (USP)
Professora do Departamento e do PPG História da FFCH/UFBA

Rafael Sancho Carvalho da Silva
Mestre em História Social (UFBA)
Professor Substituto do Departamento de História da UFBA

Resumo: O simpósio temático objetiva analisar as disputas políticas nos sertões do Nordeste e suas relações com banditismo e outras formas de manifestações de violência vinculadas aos conflitos políticos. São três temas que mantêm relação entre si e, dessa forma, pretendemos agregar pesquisadores interessados em analisar e debater o banditismo e seu vínculo com as disputas do mandonismo regional, bem como diversas formas de expressões de violência. Agregamos pesquisas relacionadas não só com o sertão baiano, mas como de outras áreas do Nordeste brasileiro nos séculos XIX e XX. Apesar de diferentes momentos da história do Brasil, interessa o debate sobre as disputas políticas e suas formas de expressão através da violência e do banditismo em diferentes momentos da história dos sertões nordestinos.

9. ESCRITAS DE LUGARES: HISTÓRIA E LITERATURA, PAISAGENS E SENSIBILIDADES

Clóvis F. R. M. Oliveira
Doutor em História (UnB)
Professor Assistente da UNEB/Campus II/Alagoinhas)

Valter Guimarães Soares
Mestre em Literatura (UEFS)
Professor Assistente da UEFS

Resumo: Produto de “camadas de pedras e sonhos”, as paisagens emergem como inscrições, imagens grafadas na memória e criadoras de fronteiras e identidades. As escriturações riscam linhas que ligam e desligam pontos, criam referenciais de lembranças e constroem monumentos para celebrações coletivas. Nessa trajetória de escrita de discursos, historiadores e literários, em tensos jogos de trocas, estabelecem marcos, escolhem os materiais para serem usados e descartados e, sob o pretexto de descrever, produzem e dão forma aos lugares, materializando o que antes estava disperso na forma de sonhos. Esta proposta de simpósio temático pretende acolherestudos quese dedicam a pensar espaços, memória e paisagens nas suas mais diversas figurações: litoral, sertão, urbano-rural, campo-cidade, centro-periferia.

10. RASTOS, RESTOS E ROSTOS: HISTÓRIA, LITERATURA, CINEMA E OUTRAS ARTES NA INVENÇÃO DOS SERTÕES

Alex dos Santos Guimarães
Mestre em Teoria Literária e Crítica da Cultura (UFSJ)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)
Graduado em História (UESB)

Joslan Santos Sampaio
Mestrando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)

Resumo: O objetivo deste simpósio é conhecer experiências históricas em que a arte, em suas múltiplas formas de expressão – da literatura ao cinema, da música às artes visuais – cria representações, imagens, percepções e sensações que afetam o imaginário social e político, incidindo na memória multifacetada dos sertões. Sabe-se hoje, para além da “teoria do reflexo” que norteou as pesquisas históricas até os anos de 1960, que mais do que refletir um suposto mundo objetivo, a arte institui “realidades”, produz conhecimentos e desejos, molda comportamentos e gestos, oferece novos temas e problemáticas, abre novos espaços para a imaginação criativa, afetando a psique, a memória, a escrita da História e os seus modos de atuação. Por tudo isso, as artes têm papel fundamental na invenção discursiva “dos sertões”, imaginando o cangaço, o coronelismo, o messianismo, os movimentos sociais, políticos, religiosos e culturais.

11. MOVIMENTOS SOCIAIS: RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE

Lemuel Rodrigues da Silva
Doutor em Ciências Sociais (UFRN)
Mestre em História (UFPE)
Professor do curso de História da UERN

Marcílio Lima Falcão
Doutorando em História Social (USP)
Mestre em História (UFC)
Professor do curso de História da UERN

Resumo: A temática que envolve as discussões sobre religião e religiosidade, no que diz respeito aos movimentos sociais rurais e urbanos, tem dado ênfase na configuração de tais movimentos como formas de contestação social. Nesse sentido, o estudo sobre os movimentos sociais passa a ser visto para além de seus aspectos econômicos e políticos e, ao buscar a importância do sagrado e do simbólico na gênese e desenvolvimento de tais movimentos, abrem-se novas possibilidades e novas formas de abordar a temática. Assim, preocupado com essas questões, esse simpósio temático busca ser um espaço de discussão e diálogo entre pares que, aparentemente, são opostos como o sagrado\profano, material\simbólico, político\econômico, mas que, em nossa proposta, também são dialogais e promovem um profícuo debate historiográfico sobre os diversos aspectos e sujeitos que em suas experiências tiveram o sagrado\profano como elementos norteadores em suas formas de resistir.

Minicursos

1. A APROPRIAÇÃO E MERCADORIZAÇÃO DA MEMÓRIA LAMPIÔNICA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE SERRA TALHADA – PE

José Ferreira Júnior
Doutorando em Ciências Sociais (UFCG)
FACISST – Faculdade de Ciências Sociais de Serra Talhada – PE

Ementa: A identidade trata de uma representação de si para si e de si para os outros. Serra Talhada, cidade sertaneja pernambucana, representa-se, nacional e mundialmente, como sendo a Capital do Xaxado e, por tabela, terra de Lampião, uma vez que, na literatura local, tornou-se lugar-comum atribuir ao cangaceiro a invenção da dança que identifica a cidade. A identidade local serra-talhadense, nada obstante experimentar cristalização, trata de uma invenção possível de se detectar início e autores, além disso, sua ascensão, em detrimento de uma outra nomenclatura que identificava a cidade (tricampeã da beleza feminina), torna-a fenômeno social promotor de atratividade a pesquisadores. A mudança identitária do lugar de nascimento de Lampião, por si só, já se revela temática viabilizadora de discussão proveitosa. Porém, essa discussão se torna mais acentuada quando se verifica, mais detidamente, o enredo que possibilitou tal mutação: a ação dos produtores culturais, a influência midiática, bem como a resistência imposta. Ademais, também se revela digna de nota a maneira por que a memória lampiônica é comercializada e, nesse comercializar, a privatização dos lugares de memória lampiônica. Somada à complexidade caracterizadora da construção da identidade local, verifica-se a fluidez identitária que perpassa o citadino serra-talhadense, revelada em seus discursos, no que se refere a identificar-se com Lampião. Este minicurso tem como proposta discutir o uso da memória lampiônica em Serra Talhada na construção identitária do lugar, as ações protagonizadas pelos inventores dessa identidade e o contributo da mídia, tomando-se como elemento de referência, além de aporte teórico histórico-sociológico, o resultado de pesquisas realizadas in loco.

Objetivos: Analisar o processo de construção da identidade serra-talhadense e sua relação com a apropriação e mercadolização da memória lampiônica; Identificar as ações promotoras da glorificação da memória lampiônica Serra Talhada; Relatar as reações caracterizadoras de resistência à glorificação da memória lampiônica na cidade; Discutir os reflexos da glorificação da memória lampiônica no cotidiano serra-talhadense; Analisar as representações dos citadinos serra-talhadenses em relação à glorificação da memória lampiônica na cidade.

2. RELIGIOSIDADE E CONFLITO NO SERTÃO CONSELHEIRISTA: A PERSEGUIÇÃO DO CLERO DA BAHIA A ANTÔNIO CONSELHEIRO E CANUDOS (1874-1897).

Leandro Aquino Wanderlei
Mestrando em História Social (UFPE)
Professor do Ensino Básico da Rede Escolar do Estado da Paraíba.

Ementa: Estudo dos fatores de ordem religiosa, política e social que explicam a perseguição da Igreja Católica, em particular da Arquidiocese da Bahia e de suas freguesias nos sertões, às prédicas, devoções e obras assistenciais dirigidas por Antônio Conselheiro, em colaboração com as populações sertanejas do nordeste da Bahia e de Sergipe, inseridos num processo mais amplo de reforma do catolicismo, empreendida sob o influxo tridentino e por meio da direção dos bispos ultramontanos no Brasil, na segunda metade do século XIX.

Objetivos: Discutir os limites da ação religiosa da Igreja frente à religiosidade leiga, predominante no catolicismo brasileiro nos tempos de colônia e ao longo do século XIX; Avaliar o controle do Estado sobre a instituição eclesiástica (regime de Padroado) e a situação política da Igreja nos primórdios do regime republicano; Estabelecer relação entre estes fatores históricos e a campanha do clero, especialmente na Bahia, contra Antônio Conselheiro e Canudos (1874-1897).

3. O CICLO DO CANGAÇO NO MUNDO IMAGINÁRIO DA LITERATURA DE CORDEL

José Paulo Ferreira de Moura
Licenciado em História pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO)
Pesquisador e Escritor Membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC

Ementa: O cangaço é um dos temas mais explorados na literatura de cordel, onde o cangaceiro é quase sempre retratado como herói. A literatura de cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio desta escrita eram transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo pelo próprio povo, onde os cordelistas eram os poetas que viviam (e sobreviviam) no meio das classes menos favorecidas. O objetivo do minicurso é apontar a importância que a literatura de cordel teve para o cangaço e, através dele, a visão do cangaço na ótica do povo, transformando o mundo real dos cangaceiros, através do imaginário das narrativas poéticas, em verdadeiros guerreiros que lutavam contra os desmandos dos coronéis e a favor do povo.  Como a literatura de cordel está intimamente relacionada com o ciclo do cangaço, este minicurso se justifica pela relevância de compreender até onde este imaginário poético se sobrepôs à realidade vivida naquele tempo cruel de lutas, intrigas e desmandos sociais. E é através da leitura de alguns épicos do cordel/cangaço que retrataremos a magia da recitação e o romantismo dos diálogos entrando em consonância com o imaginário.

Objetivos: Abordar o fenômeno do Cangaço na ótica dos poetas de literatura de cordel; Mostrar que a vida dos cangaceiros retratada através da literatura de cordel é completamente parecida com as dos livros de história.

4. O CANGAÇO E AS VIAGENS PELA LITERATURA, MÚSICA E IMAGEM.

Rubervânio da Cruz Lima
Graduação em Letras – Inglês e Português (FASETE-2008)
Pós-Graduação em Estudos Literários (UEFS-2009)
Pós-Graduação em Gestão Cultural (SENAC-2013)
Sócio da SBEC.

Ementa: Estudo da relação Cangaço/História apontando alguns aspectos sobre o cangaço e sua trajetória histórica, desde o principio do fenômeno até a figura de Lampião, como aspectos que apontam o modo de vida e os costumes dos cangaceiros. Pretende-se evidenciar a influência do cangaço nas expressões literárias que fazem parte da cultura popular, como o cordel e a xilogravura.
Analisaremos o cangaço e sua influência na música e nas artes plásticas da região Nordeste. Estudar as representações visuais do cangaço a partir de fotos e filmes.

Objetivos: Envolver os participantes com esse tipo peculiar de estudo, promovendo também uma discussão sobre o que vem a ser o tema, até os dias atuais e as suas influências nas várias expressões artísticas (geral); Promover um debate que aborde a questão da ligação entre o fenômeno do Cangaço e as artes, de um modo geral, além de evidenciar algumas expressões artísticas populares ligadas ao tema, mostrando-os em um estudo bibliográfico expositivo; Desenvolver o senso crítico e promover a troca de experiência através de intervenções dos participantes, a partir da exposição de aspectos que tratem da temática; Associar essa abordagem à montagem de um painel de fotos que farão parte de uma exposição realizada coletivamente ao término do minicurso cujo objetivo é oferecer a oportunidade dos participantes aplicarem o conhecimento através do desafio de tirar possíveis dúvidas dos visitantes dessa exposição.

5. UMA IDENTIDADE SERTANEJA?

Danilo Uzêda da Cruz
Graduando em Ciências Sociais, Universidade Federal da Bahia - UFBA
Graduado em História, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS
Especialista em Educação Superior, Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC
Mestrando em Desenvolvimento Regional e Urbano, Universidade Salvador - UNIFACS

Ementa: O minicurso abordará o processo de construção da identidade sertaneja e suas dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais, discutindo os elementos dessa identidade e as relações que estabelece com o mundo contemporâneo. De modo geral, o minicurso versará sobre os seguintes temas: construção de identidades coletivas, região, territórios e comunidades; o sertão, história e política, região e cultura; o imaginário no sertão; o sertanejo e as transformações sociais, econômicas, ambientais e políticas do século XXI.

Objetivos: Debater a construção da identidade sertaneja; Discutir elementos do imaginário sertanejo e as transformações sociais, econômicas, ambientais e políticas do século XXI.

6. ANÉSIA CAUAÇU: PIONEIRA NA PARTICIPAÇÃO “FEMININA” NO CANGAÇO

Domingos Ailton Ribeiro de Carvalho
Mestre em Memória Social (UNIRIO)
Especialista em Literatura e Ensino da Literatura (UESB)
Licenciado em Letras (UESB)
Professor da Pós-Graduação das Faculdades Euclides Fernandes (FIEF)

Ementa: Estudo da participação feminina no cangaço. O papel pioneiro de Anésia Cauaçu. Contempla abordagens sobre as raízes do coronelismo e do cangaço na Chapada Diamantina e no sudoeste baiano, além de abordar o que permaneceu na memória coletiva de tradição oral da região de Jequié sobre os Cauaçus.

Objetivos: Revelar o papel pioneiro de Anésia Cauaçu no cangaço e no processo de emancipação da mulher do sertão; Discutir as origens do coronelismo e do cangaço na Chapada Diamantina e no sudoeste baiano; Refletir sobre a memória coletiva a respeito dos Cauaçus.

7. MULHERES NEGRAS: PRÁTICAS CULTURAIS E MILITÂNCIA EM COMUNIDADES TRADICIONAIS DO ALTO SERTÃO BAIANO

Karla Dias de Lima
Especialista em Educação e Diversidade Étnico-Racial (UESB)
Professora da Rede Estadual de Ensino e Pesquisadora (GEPEECS).

Leila Maria Prates Teixeira
Mestre em História (PPGHIS-UNEB)
Professora do curso de História (UESB)

Ementa: Este minicurso pretende discutir as estratégias de sobrevivência de práticas culturais desempenhadas por mulheres negras em comunidades quilombolas do Alto Sertão da Bahia, como uma possibilidade de reconstruir vivências, afetividade, ancestralidade, memória e identidade de gênero. As concepções atuais acerca da história das mulheres e da liderança feminina nos segmentos populares colaboram para a análise das especificidades das relações vivenciadas pelas mulheres negras em comunidades tradicionais. Nesse sentido, abordaremos conceitos introdutórios relacionados à mulher negra, à liderança feminina, à cultura negra, à identidade étnico-racial e aos quilombos, privilegiando estudos concentrados nas comunidades de Tomé Nunes (Malhada/BA) e Tucum (Tanhaçu/BA), localidades pesquisadas pelas autoras dessa proposta.

Objetivos: Analisar o prestígio feminino através da marcante participação nas questões políticas e na manutenção das práticas culturais nessas comunidades; Conhecer as formas de sobrevivência e resistência criada por mulheres negras e quilombolas em comunidades do Alto Sertão baiano; Refletir sobre os conceitos de gênero e identidade na contemporaneidade.

8. O CANGAÇO COMO FENÔMENO SOCIAL

Josué Damasceno Pereira
Pesquisador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC

Resumo: A proposta de um minicurso voltado para a temática do cangaço como fenômeno social tem por objetivo despertar no interlocutor um olhar mais crítico a respeito das condições de vida e relações sociais nos sertões do Nordeste brasileiro na primeira metade do século XX. Para tanto, nossas atividades foram organizadas em função de quatro eixos: o banditismo nos sertões do Nordeste; cangaço e política; cangaço e religião; e o mito Lampião. Tal procedimento nos permite ponderar sobre as questões que envolvem os cangaceiros e suas relações com a sociedade sertaneja, em especial a classe política, setores do clero católico e, por fim, a construção do mito em torno da figura de Virgulino Ferreira, o Lampião. O conhecimento dessas relações constitui fatores importantes no processo de compreensão da História Regional.

Objetivos: Analisar a formação do cangaço no Nordeste brasileiro; Estudar a constituição do mito de Lampião na cultura popular do Nordeste.    

9. VEREDAS DO GRANDE SERTÃO: CRENÇA, AMOR E VIOLÊNCIA NO IMAGINÁRIO DO SERTÃO DE JOÃO GUIMARÃES ROSA

Halysson F. Dias Santos
Doutorando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Graduação em Letras (UESB)
Professor do curso de Letras (UESB)

Heurisgleides Sousa Teixeira
Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)
Graduação em Letras (UESB)
Professora da UNEB (Campus IX/Barreiras)

Ementa: O imaginário do sertão na obra de João Guimarães Rosa. A ficcionalização das crenças, do amor e as relações de conflito entre os jagunços.

Objetivo: Apresentar e discutir o imaginário do sertão na obra de Guimarães Rosa, a partir de elementos tematizados no romance Grande sertão: veredas.

10. REVIRAMUNDO – O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE UM ENSAIO AUDIOVISUAL A PARTIR DA “ENCICLOPÉDIA AUDIOVISUAL DA CULTURA POPULAR DO SERTÃO”, DE GERALDO SARNO

Felipe Corrêa Bomfim
Mestrando do programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Graduado em Cinema pela Universidade de Bolonha (Itália)

Glauber Brito Matos Lacerda
Mestre em “Memória: Linguagem e Sociedade” (UESB)
Professor de “Documentário” e “Técnicas de Sonorização” no curso de Cinema e Audiovisual (UESB)

Ementa: Entre os anos de 1969 e 1972, o cineasta Geraldo Sarno dirigiu uma série de curtas-metragens documentais sobre manifestações da cultura popular nordestina intitulada “Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular do Sertão”. Em março de 2013, Geraldo Sarno voltou à sua terra natal, a cidade de Poções (BA), acompanhado por uma equipe de filmagens que registrou o reencontro do cineasta com pessoas e lugares da sua infância que, declaradamente, influenciaram sua obra. O minicurso apresenta o processo de construção do filme-ensaio “Reviramundo” que aborda o caráter memorialista da obra de Geraldo Sarno, apresentando um diálogo das suas memórias de infância com o conteúdo e com a forma da série documental dirigida pelo mesmo.

Objetivos: Apresentar o processo de criação do filme-ensaio “Reviramundo” a partir de um diálogo com a forma e com o conteúdo dos filmes da “Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular do Sertão”, de Geraldo Sarno; Assistir aos filmes da Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular do Sertão; Discutir os aspectos formais e o conteúdo do conjunto da obra; Destacar o caráter memorialista da produção documental de Sarno; Apresentar o processo de construção do filme-ensaio.

Maiores informações: Blog da SBEC