sábado, 31 de março de 2012

Horácio de Mattos

Um coronél entre dois mundos

Documentário de 2002 exibido pela TVE Bahia em comemoração aos 120 anos de nascimento do mais famoso dos coronéis baianos.






Parte 2



Direção e roteiro: Valber Carvalho


Fonte: JKHardware YouTube
Créditos: Ivanildo Silveira

quinta-feira, 29 de março de 2012

A dona de Lampião

O livro narra a vida de Maria Bonita situando-a no seu tempo, ou seja, aos 30. Época do governo Getúlio Vargas, das oligarquias, das famílias poderosas politicamente e economicamente no Nordeste brasileiro. O que acontecia em 1911, ano do suposto nascimento de Maria Gomes de Oliveira, que veio a ser a Maria Bonita? O que tinha essa baiana de Paulo Afonso de especial que encantou Virgolino, seguiu seu bando pelos sertões enfrentando todos os perigos e ficou com ele até o fim da vida?


Capa

Sua morte cruel e precoce, aos 27 anos de idade na Grota de Angico (Sergipe) revela toda a crueldade de uma polícia sangrenta que tentou barbaramente apagar o mito Lampião e Maria Bonita e não conseguiu, mesmo agora, depois de mortos 74 anos depois. O casal vive no imaginário popular nas diversas modalidades: cinema, TV, livros, cordel, artesanato, gastronomia, moda, música e nas artes. E Maria Bonita vive!

O livro de Wanessa, em estilo jornalístico, traz um lado nunca revelado na literatura cangaceira: a supremacia de Maria Bonita no bando, e em Lampião. Por que não?

O livro tem 100 páginas, custa R$ 36,00 (Trinta e seis reais) + frete (Pac entre R$10 e R$15) está sendo vendido pela Estante cultural através do seu site Clique aqui e faça uma simulação de envio. Ou no Recife, nas Livrarias Jaqueira e Poty livros.

Parentes

Octacília... Uma provável filha do irmão de Lampeão

Descoberto e comunicado por Orlins Santana.

Este explica, em seu relato:

"Encontrada uma criança de Nome Octacília, e que como de praxe, a Santa Casa de Misericórdia colocava o sobrenome "Mattos" em todas as recebidas na roda dos expostos.

Otacília, no dia 31 de agosto ano de 1929, foi batizada em Miguel Calmon. Nascida a 26 de dezembro de 1929, filha legítima de João Ferreira da Silva e Anna Francisca Ferreira da Silva, incluída no livro do ano de 1927, em agosto de 1930, à folha 109, "Livro de batizados", no Arquivo paroquial de Santo Antonio de Jacobina, sendo padrinhos Porfirio Brandão Filho e D. Julina Fraga Brandão.


Sir João Ferreira
Dos homens foi o único que não tornou-se cangaceiro

Padre Manoel Magalhães Araújo. As custas foram dispensadas devido os pais serem nimiamente pobres.
Otacília foi retirada pela mãe no dia 30 de Abril de 1949. Era uma menina parda, que foi colocada "na roda" com 5 anos de idade, às 19:30 da noite, em maio de 1933, em bom estado de saúde, com camisola estampada, calçola de morim, capotinho de tricoline com bordados, camisa de morim usada. Com um colar de contas brancas e vermelhas, com um pedido do vigário de Jacobina.

Obs: A família Brandão, também tinha membros em Serra Talhada.

Para acrescentar aos arquivos dos amantes do cangaço... Vera Ferreira viu este documento hoje segunda feira 19 de Março pela manhã. Segundo Vera Ferreira, o tio que conheceram, tinha uma esposa com outro nome. Relatou que Expedita falou que ele, João, era mulherengo, e que tem sentido a matéria.

A menina ficou moça e saiu do orfanato com 21 anos, quando a mãe veio buscar. Foi a única que saiu com vida. Espero que esteja ainda com vida, aqui em Salvador, pensei em sondar.

Ela é prima da filha de Lampião, então deduzo que, o envio de crianças, já era orientado pela familia Ferreira da Silva. Agradeço a Deus, ter me iluminado, e fazer vir à tona para vocês.

O que me surpreende, é ter posto as mãos, nas primeiras buscas, logo neste livro, no meio de mais de 20 mil.
Deve ter um grupo, que é só energia, e não mais possue corpo, me guiaram, após ter sintonizado a capacidade e a dedicação.

O achado é impossível...

É por isso que se deve fazer o bem, amar as pessoas, não trair, não mentir. Pois lhe asseguro, que em toda minha vida duvidei, destes acompanhamentos, nunca acreditei. E por isto foi muito chocante, mas, rezo por êles. Muitos estão mergulhados num oceano de arrependimentos. Apesar da atualidade estar mil vezes pior, onde os grupos de cangaceiros, coiteiros e volantes eram uma bobagem. Agora é que se vê ampliado tudo aquilo. Te prepara viu nêgo, êles também estão te acompanhando. Trilhe sobre documentos e não dê asas à imaginação nem invencionice.

Nem tudo que existe, é o que você toca e vê. Se você foi sintonizado e sua energia é da mesma frequencia, aguarde. Deus nos proteja."

O documento:









Transcrição:

"Anno 1933 – Mês Maio – Dia 8
Pelas 19 horas 1/2 foi posta no Asylo de N.S. da Misericordia uma menina parda com 5 annos 1/2 de idade, em bom estado de saude.
Trouxe os seguintes objectos:
1 – Camisola de tuquim estampado
2 – Sombra de morim com renda de bilro
3 – Calçola de morim (usada)
4 – Camisa de morim usada
5 – Capotinho de tricoline com bordado de linha de côr (usado)
6 – Collar de contas brancas e vermelhas.
Com o seguinte attestado:
1 – Pedido /// Rvmo: Snr Vigario de Jacobina
Abaixo assignada Madrinha de Otacilia Ferreira, filha de João Ferreira da Silva e Anna Ferreira da Silva, carece para fins de caridade, da certidão de teôr do assentamento do seu baptismo, realizado na freguezia de Jacobina no anno 1929, pelo que vou pedil–a a V. Rvma mui respeitosamente
Nestes termos
P. deferimento
Julina Fraga Brandão
Bahia, 27 de Janeiro de 1933
Certidico que revendo os livros do Archivo parochial desta freguezia de Santo Antonio de Jacobina, de um dos livros, já findos, que serviu nos annos de 1927 ao mês de Agosto de (1930) mil novecentos e trinta para lançamento dos baptisamentos desta mesma parochia, delle consta a fls 109 o registro de teôr seguinte: “As trinta e um de agosto de mil novecentos e vinte nove o reveredissimo Vigario baptisou solemnemente em Miguel Calmon a Octacilia, nascida a vinte e seis de Dezembro de mil novecentos e vinte sete, filha legitima de João Ferreira da Silva e Anna Francisca Ferreira da Silva, sendo padrinhos Porfirio Brandão Filho e Justina digo Julina Fraga Brandão. Do que para constar lavrei o presente termo que assigno O Vigario P. Magalhães”
Nada mais continha o termo acima, ao que fielmente copiei e concertei. Ita pi fide parochi Jacobina matriz de Santo Antonio em 15 de Fevereiro de 1932. O Vigario
Pe. Maneol Magalhães Araujo
Dispensada de emolumento por ser miniamente pobre e nada poder por si nem por sua mão
Jacobina 15 de Fevereiro de 1933
Pe. Magalhaes
Observações
Sahiu no dia 30 de Abril de 1949 em companhia da genitora."

O Açude é Cangaço na Bahia

terça-feira, 27 de março de 2012

Forte concorrente

“Estradeiro” Representa o RN no II Festival de Músicas do Cangaço

Por Epitácio Andrade

Poema de Hélio Crisanto, musicado por Zeca Brasil, com interpretação da cantora Lysia Condé, “Estradeiro” está classificada para a final do II Festival de Músicas do Cangaço, que ocorrerá no próximo dia 28 de abril, na Estação do Forró, na cidade pernambucana de Serra Talhada, terra natal de Virgulino Ferreira da Silva, “Lampião”, o Rei do Cangaço.


Capa de Retrato Sertanejo de Hélio Crisanto 
Reprodução:


“Estradeiro” está no livro Retrato Sertanejo, do poeta Hélio Crisanto, editado pela Supercopia Gráfica Express, de Santa Cruz, na região do Agreste Potiguar, no ano de 2008.


Hélio Crisanto com Gilberto Cardoso no palco 
Foto: Cedida  

“Na vereda do destino/ Já pisei muitos espinhos/ No lodo do meu caminho/ Tropecei entre o cascalho/ Sou terra seca no malho/ Semente que não germina/ Sou a luz da lamparina/Clareando a vastidão/ Sou a lua do sertão/ No decote da colina”.
A primeira estrofe da obra resume como o poeta define sua criação: “Estradeiro é um pouco da estrada da vida”.

Zeca Brasil, Dudé Viana e Epitácio Andrade 
Foto: Tiara Andrade

Musicada pelo laureado cantor Zeca Brasil, que na foto aparece com pesquisadores do cangaço, a segunda estrofe da poesia ilustra a sua harmonia com a música:
“Trago na mala/ A viola e o repente/ E o grito desse gente/ Que tem sede e quer o pão/ Numa nação/ Que despreza os desvalidos/ E a dor dos oprimidos/ Faz doer o coração”.

Epitácio Andrade, Gilberto Cardoso e Hélio Crisanto 
Foto: Lilian Holanda 

Não é a primeira vez que Hélio Crisanto incursiona pelo universo do cangaço. No período de 08 a 10 de julho do ano passado, em nossa companhia, juntamente com Gilberto Cardoso e outros cangaceirólogos, participou ativamente das atividades socioculturais do cortejo “Cangaço e Negritude”, por várias cidades do interior do Rio Grande do Norte e da Paraíba, como registra a foto da passagem pelo Instituto Cultural “Casa do Beradero”, do ativista cultural Chico César, em Catolé do Rocha.

A estrofe seguinte, com humor e arte, alude ao cangaço:
“Sou estradeiro / Sou o fogo do corisco / Sou faca que fez o risco/ No bucho de Lampião / Sou cantador, sou fulô que não se cheira / Sou raiz da catingueira / Ressequida pelo chão”.
“Não sou herói/Bandoleiro ou vagabundo/Carrego as dores do mundo/Nos meus ombros de menino/Fujo a galope nas asas da ventania/Meia noite, meio dia/Vou correndo em desatino”,

Cantora Lysia Condé.  Reprodução

Conclui-se o poema “Estradeiro”, de Hélio Crisanto, cuja música de Zeca Brasil, parece ter sido criada para a graciosidade e suavidade da intérprete Lysia Condé.

Que tal uma audição?

sábado, 24 de março de 2012

Convite

Prezados cangaceirólogos 


Lembramos a todos os interessados que dia 27 de Março, terça-feira próxima, estaremos promovendo a palestra com o sociólogo Erivam Félix, (foto) discutindo seu recém-lançado livro " Coronelismo e Cangaço no Imaginário Social".



Endereço: Rua de Santana, 202, Casa Forte. Recife-Pernambuco

Informações no horário comercial : UBE-PE (81) 3441 7488.



A palestra é gratuita, acessível a todos os níveis. Contamos com a presença de todos.


Att. Rosa Bezerra
Coordenadora

quinta-feira, 22 de março de 2012

Maria na terra de Gabriela

O confrade Pawlo Cidade convida

 Clique para ampliar

Quando você se embrenha pela caatinga... 

Minha mãe dizia que o pai do meu pai tinha sido cangaceiro. Não sei se ela dizia para meter medo em mim e em meus irmãos ou se era mesmo verdade. O certo é que eu fiquei com aquilo na cabeça e a história do cangaço e seus homens me perseguiram. Esta admiração pelas histórias de Virgulino e seus cabras me fizeram criar um projeto que nasceu em 1994, quando montei "Lampião", de Raquel de Queiroz; em seguida, em 2002, concebi e dirigi "Arapuca - tragédia sertaneja", também sobre o cangaço. E por fim, em 2008, estreiamos "Cangaço", que narra a trajetória dos últimos dias de Lampião até a fatídica manhã de 28 de julho de 1938.

Ficamos dois anos em cartaz com "Cangaço", ganhamos três prêmios e fizemos mais de trinta apresentações. Quando pensei que já havia encerrado o ciclo sobre Lampião, eis que escrevo "A Casa de Santinha", texto que narra a vida de Maria Bonita até o dia em que ela foi embora com Lampião. Não sei se montarei algum dia. Talvez, quem sabe.



O fato é que quando você se embrenha pela caatinga, bebe na caneca, arranca os espinhos da pantorrilha e sente o sol escaldante arder o lombo, dificilmente esquece a história deste movimento.
- É, Santinha, quem sabe um dia a gente se encontre atrás da ribalta.

Pescado no sitio de cumpadi Pawlo: Espetáculo Cangaço

terça-feira, 20 de março de 2012

Urgente

Escritor " Alcino Alves " sofre AVC


Alcino e Coroné Severo

É com muita tristeza, que informamos a todos os amigos, que  no dia de ontem (19/03/2012),
O escritor  e amigo "Alcino Alves Costa ", sofreu um forte "AVC", e se encontra internado em um hospital na cidade de Aracaju..

Seu estado de saúde é gravíssimo. Os médicos pretendem retirar o coágulo que se instalou na cabeça do escritor, mas a família está temerosa pela vida do mesmo. No momento, as informações ainda são poucas a respeito do fato, mas, neste dia, assim que tivermos informações mais abalizadas informaremos aos amigos.

No momento, vamos todos rezar, pedindo ao bondoso Deus, que dê saúde ao Alcino, o caipira de Poço Redondo, como a nação cangaceiróloga o conhece carinhosamente.

Abraço a todos, orações ao alto, vamos ficar em alerta.

Atenciosamente
Ivanildo Silveira


Atualizado por Julio Cesar Ischiara

Meus caros amigos, Alcino foi operado ontem 21/03, pela manhã e, graças a Deus, a cirurgia foi um sucesso. Estamos agora na torcida para as 12 horas do pós operatório.
Alcino tem uma grande força e grandes amigos que estão fazendo uma corrente positiva para sua pronta recuperação.
II Festival de Músicas do Cangaço

A Comissão de Seleção / Triagem selecionou as 20 (vinte) músicas que irão participar do Festival no dia 28 de abril de 2012, na Estação do Forró, em Serra Talhada, Terra de Lampião e Capital do Xaxado, onde será distribuída a seguinte premiação:

A. 1º LUGAR: R$ 4.000,00 (quatro mil reais);
B. 2º LUGAR: R$ 3.000,00 (três mil reais);
C. 3º LUGAR: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais);
D. 4º LUGAR: R$ 2.000,00 (dois mil reais);
E. 5º LUGAR: R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais);
F. MELHOR INTÉRPRETE: R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Classificadas


LEMBRANÇAS DO CANGAÇO
Autor: Mauricio Santos
Intérprete: Chik
Cidade: Recife/PE

LEMBRANÇAS DE EU, VIRGOLINO
Autor: Luís Cláudio Ribeiro (Casquideo)
Intérprete: Tavinho Limma
Cidade: Alfenas/MG

UM CANGACEIRO E UM CÃO
Autor: Artur Silva
Intérprete: Laerson Alves
Cidade: João Pessoa/PB

O BRASIL, O CANGAÇO E LAMPIÃO
Autor: Rui Grude
Intérprete: Rui Grude
Cidade: Serra Talhada/PE

ALAÚDE
Autor: Cley Lunna e Odália Araújo
Intérprete: Cley Lunna
Cidade: Macapá/AP

O TRAJETO DO REI
Autor: Henrique Brandão
Intérprete: Aldeir Bezerra
Cidade: Serra Talhada/PE

ESTRADEIRO
Autor: Hélio Crisano e Zeca Brasil
Intérprete: Lysia Condé
Cidade: Parnamirin/RN

CORDEL CELESTE
Autor: Laércio Beethoven
Intérprete: Laércio Beethoven
Cidade: Salvador/BA

AMOR CANGACEIRO
Autor: David Farias, Felipe Burgos e Roberta Aureliano
Intérprete: Roberta Aureliano
Cidade: Maceió/AL

A ÚLTIMA NOITE DE LAMPIÃO
Autor: Jamil Santos
Intérprete: Jamil Santos
Cidade: Jaboatão dos Guararapes

EM VERSOS QUEBRADOS, MULHER NO CANGAÇO
Autor: João Sereno e Maviael Melo
Intérprete: Carlinhos Pajeú
Cidade: Juazeiro/BA

RIACHO DE SANGUE
Autor: Ray di Serrat e Tico de Som
Intérprete: Ray di Serrat
Cidade: Serra Talhada/PE

SEMENTE DO CANGAÇO
Autor: Zé Alberto
Intérprete: Zé Alberto
Cidade: Exu/PE

CONVITE A LAMPIÃO
Autor: Edmilson Providência
Intérprete: Ernesto Teixeira
Cidade: Cratéus/CE

PORRADA
Autor: Igor Bruno
Intérprete: Igor Bruno
Cidade: Recife/PE

SAUDADE DE PROSSEGUIR
Autor: Zebeto Correa
Intérprete: Zebeto Correa
Cidade: Recife/PE

FLORES DO CANGAÇO
Autor: Tavinho Limma e Sandro Livarck
Intérprete: Tavinho Limma e Sandro Livarck
Cidade: Ilha Solteira/SP

BRILHO DE LAMPIÃO
Autor: Plínio Fabrício
Intérprete: Charles Valença
Cidade: Custódia/PE

NAS ESTRADAS DE BOM NOME
Autor: Escurinho
Intérprete: Escurinho
Cidade: João Pessoa/PB

O CANGAÇO E A NOVA ORDEM SOCIAL
Autor: Gouveia Filho
Intérprete: Gouveia Filho
Cidade: São Paulo/SP

O Festival tem o patrocínio do Funcultura / Fundarpe / Governo de Pernambuco.

Saudações cangaceiras.
Anildomá Willans de Souza
 


Museu do Cangaço
Ponto de Cultura Cabras de Lampião
Vila Ferroviária, S/Nº - Centro
CEP: 56.903-170
Serra Talhada - Pernambuco
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com
www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com

domingo, 18 de março de 2012

Últimos dias

Avía macho!

Até 22 de Março no Palácio Rio Branco, antiga sede do Governo da Bahia, 
Praça Thomé de Sousa (Salvador/BA).

Curadora: Vera Ferreira

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pediu o filho de Corisco



*Cortesia e comentários de Ivanildo Silveira

Uma das grandes polêmicas no estudo do cangaço, se tratou da "briga", para que fossem enterradas as cabeças dos cangaceiros, " Corisco ", " Lampião " e outros que se encontravam expostas ao público no museu, em Salvador, tendo como guardião, o professor Estácio de Lima..

O Dr. Silvio Bulhões ( vide foto, logo abaixo), filho de Corisco, foi um dos que lutaram nessa frente, tendo ido a jornais, e a imprensa de um modo geral, além de ter mantido diálogo com o governo e estudiosos, a fim de que a cabeça de seu famoso pai, tivesse um enterro digno.

Abaixo, trecho de uma reportagem da revista " O Cruzeiro " de 02 de janeiro de 1969, que tratava do assunto em tela.. Vejamos.

Economista, Dr. Silvio Bulhões, filho do cangaceiro Corisco.

Abaixo, a matéria de Tobias Granja, tendo destaque, também na mesma, a transcrição de dois bilhetes encaminhados pelo cangaceiro "Corisco", ao padre Bulhões ( pai de criação de Silvio), solicitando informações e uma foto do mesmo.






Abraço a todos
Ivanildo Alves Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e Cariri-Cangaço
Natal/RN

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ecos de combates...

Da "Fazenda Maranduba"

Por Rubens Antonio

Um dos combates referenciais do Cangaço foi o Fogo da Maranduba. Os militares e jagunços aliados foram duramente fustigados. Aqui, a demanda de um dos soldados sobreviventes, de vinculação dos seus ferimentos àquele combate, em um documento que repousa, atualmente, no Arquivo Público da Bahia.



Transcrição:

TESOURO DO ESTADO DA BAHIA
P.M.E.B

Quartel em Paripiranga, 8 de Março de 1940.
Do soldado 2898 ANTONIO TEODORO CHAVES

Ao sr. Cel. Comandante da PM

ASSUNTO: – requer I.S.O.

Tendo sido baleado no combate contra o grupo de “Lampeão”, no dia 9 de Janeiro de 1932, quando fazia parte da “Col.Ten. Liberato” comandada pelo Sr. Cap. do E.N. Liberato de Carvalho, na fazenda “Maranduba”, Municipio de Poço Redondo, Estado de Sergipe, venho de solicitar–vos um Inquerito Sanitario de Origem, a bem dos meus direitos. Nestes têrmos, pede deferimento.
Sargento Antonio Teodoro Chaves
(Foto inédita na literatura. Cortesia de sua bisneta Gabriella Costa, para o Acervo Lampião Aceso)
 É permitida a reprodução desde que cite-nos como referência primária.


Da "Fazenda Cajazeira"

Pouco conhecido e comentado, em termos de estudos do Cangaço, foi o Fogo da Fazenda Cajazeira, no Município de Cipó, BA. Aqui, a demanda de um dos soldados sobreviventes, de vinculação dos seus ferimentos àquele combate, em um documento que repousa, atualmente, no Arquivo Público da Bahia.



Transcrição:

TESOURO DO ESTADO DA BAHIA
P.M.E.B

Quartel em Paripiranga, 11 de Março de 1940.
Do soldado ANTONIO TEIXEIRA DA SILVA

Ao sr. Cel. Comandante da PM

ASSUNTO: – requer I.S.O.

ANTONIO TEIXEIRA DA SILVA, soldado do 4º B.C., adido ao D–NE., tendo sido acidentado no combate contra o grupo de “Lampeão”, havido na Fazenda Cajazeira, Município de Cipó, Estado da Bahia, no dia 11 de Agosto de 1932, quando fazia parte da “Coluna Tenente Ladislau”, que operava no Nordéste do Estado, vem, mui respeitosamente, a bem dos seus interesses, solicitar–vos um Inquerito Sanitario de Origem.
Termos em que espera e PEDE DEFERIMENTO.

Pescado na fartura do Sítio do Cumpadi Rubens

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mudando de assunto

Conheça as veredas do Brasil através das lentes de Aderbal Nogueira


No capitulo de hoje:


Teatro

José Pimentel vai levar “O Massacre de Angico” para a Terra de Lampião.



O diretor José Pimentel (Foto) que por muitos anos interpretou Jesus Cristo no espetáculo da Paixão de Nova Jerusalém e atualmente em Recife, já está em Serra Talhada, no Sertão do Estado de Pernambuco, preparando os atores locais que vão participar da peça “O Massacre de Angico”, que estreia no dia 19 de julho, na Estação do Forró.

A peça conta a história do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que percorreu os sertões do nordeste brasileiro, e morreu em Angico (na fronteira entre Sergipe e Alagoas). Após a morte de Virgulino, o Estado passou a negociar a rendição de alguns cangaceiros, como a de Zé Sereno.

Pesquei no Blog do Jamildo

Gif

"Serra Talhada At War"... Vai que cola?



Paródia do jogo de Guerra Call of Duty




Créditos: Marcondes Junior - Facebook

sexta-feira, 9 de março de 2012

Maria Bonita: A Dona de Lampião

Por Fernando Machado


O Centro Cultural dos Correios ficou pequeno, ontem, à noite, quando a minha amiga a jornalista Wanessa Campos lançou o seu livro "A Dona de Lampião", que conta a história de Maria Bonita. Wana estava em grande noite num modelo by Nena Paiva. Foi um encontro bonito e prestigiado pela press. Começou com Terezinha do Acordeon tocando "Acorda Maria Bonita" para a alegria dos convidados.


A jornalista Wanessa Campos e seu livro
(Fotos: Fernando Machado)

Na sequencia o academico Marcus Accioly fez a apresentação da obra. Brincando perguntou: “Como apresentar Wanessa se todos vocês a conhecem?” e concluiu: “Agora ela será conhecida como a dona de Maria Bonita.” Wanessa, à côté a filha Virginia e o genro Israel Ferreira, ficou visivelmente emocionada.


Ildefonso Fonseca, Antônio Tiné e Silvio Menezes

O cardápio de se comer rezando foi temático, ou seja regional, mas com um toque sofisticado de Leda Dourado. Tivemos cuscuz de caramã com galinha de cabidela; arrumadinho de carne de sol; saladinha Dona Maria (batata doce com bacalhau); mousse de abóbora com carne seca e mel de engenho. Tudo regado a vinho, uísque e sucos de frutas.


Wanessa com Virginia e Israel 

Entre as presenças destacamos o secretário Eric Carrazoni, a vereadora Priscila Krause, Ivanildo Sampaio, Jayme Asfora, Cícero Belmar, Fernando Araújo, Inocêncio Lima, Cássio Cavalcante, Jamildo Melo, Maria Luiza Borges, Taíza Brito, Delma Valença, Silvia Parahym, Pedro Tinoco, Antonio Tiné, Silvio Menezes, Léia Campos, Adriana Dória, Sheila Borges, Ana Lúcia Andrade, Vera Ferraz.

Pesquei no Blog do Fernando Machado
Cabeças Cortadas
Por Rubens Antonio

O século XIX elaborou e legou ao século XX uma referência denominada Frenologia.




Esta surgiu como uma área da Ciência, pendendo entre Medicina Forense, Medicina Legal e Antropologia Física. Propunha-se a localizar e provar que as características de uma pessoa estavam impressas e expressas no formato do crânio. Desta maneira, o dito "caráter" de uma pessoa já viria marcado desde o seu nascimento. Haveria uma "natureza" de cada indivíduo materializada fisicamente.

No Brasil, o expoente desse conceito foi o Raimundo Nina Rodrigues, nascido em Vargem Grande, Piauí, em 1862, com curso de Medicina em Salvador e Rio de Janeiro.

Estabelecido em Salvador, deu aulas na Faculdade de Medicina. Seu trabalho girou em torno de uma "Antropologia Patológica". Seus trabalho detém um cunho marcantemente racista, com destaque para ataques às miscigenações. Em sua visão, os miscigenados seriam aqueles que mais mostrariam características tendendo à criminalidade.



Fotografia do livro Velho e Novo “Nina”, de autoria do Professor Estácio de Lima.
Pescado in FamebUFBA

Daí ter se empenhado em conseguir e manter as cabeças de Lucas de Feira e Antônio Conselheiro. Nina Rodrigues faleceu em Paris, em 1906, sendo inumado, finalmente, em Salvador, Bahia. Em contraposição a essa linha, elevaram-se vozes, cujo resplandecer mais claro apareceu nas linhas de Euclydes da Cunha. Este, vindo acompanhar o massacre da Rebelião Conselheirista de Canudos, objetivava flagrar confirmações da posição de Nina Rodrigues. Entretanto, o que testemunhou colocou-o na senda contrária.

Daí, em vez de estropiados fracos, viu-se obrigado a reconhecer: "- O Sertanejo é, antes de tudo, um forte!"

Entretanto, adentrado o século XX, a linha de Nina Rodrigues seguiu firme, através de vários discípulos. Estabeleceu uma forte escola assentada nas suas propostas.

Daí, quando aconteceu o evento do Cangaço, tornou-se lugar comum o estudo das cabeças dos Cangaceiros abatidos. O primeiro deles foi a do cangaceiro "Gavião", que chegou a Salvador no início de 1930. Quando aprisionado, o cangaceiro Volta-Secca, tiveram os discípulos da proposta de Nina Rodrigues a oportunidade de realizar o estudo do seu crânio em vida. Procuraram sempre indícios da marginalidade e decadência.

Estudaram-se os crânios dos cangaceiros abatidos na Lagoa do Lino, no caso, "Azulão", "Canjica", "Maria" e "Zabelê". Finalmente, estudaram-se os crânios dos cangaceiros abatidos em Angicos, em 1938.

Um estudioso que começou a se destacar, apontando o caminho da derrocada da Frenologia, foi Estácio de Lima. Nascido em Marechal Deodoro, em Alagoas, em 1897, cursando Medicina, acabou se tornando docente das Faculdades de Medicina e Direito da Universidade Federal da Bahia, antigo catedrático de Medicina Legal da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública da Universidade Católica de Salvador e da Faculdade Federal de Odontologia. Nesse caminho tratou de integrar a luta para desfazer a antiga linha de Nina Rodrigues.


O legista Charles Pittex e as cabeças mumificadas de Lampião e Maria.

Em sua visão, o meio, a Vida e a História são os elementos que influenciam diretamente na tecitura dos caráteres humanos. Como fruto do momento em que ainda se acreditava na Frenologia, os crânios de Lampeão e Maria Bonita foram estudados.

Abaixo o estudo dos seus crânios, conforme apareceu reproduzido na publicação: BEZERRA, João. “Como dei cabo de Lampeão.” Recife (Pernambuco): Fundação Joaquim Nabuco - Editora Massangana, 1983. O "estudo antropométrico" foi assinado pelo dr. Lages Filho, então diretor do Serviço Médico Legal de Alagoas.


O resultado do estudo antropométrico da cabeça de Lampeão



Infelizmente o estado em que a cabeça chegou à morgue não permite um estudo acurado e minucioso à luz da antropometria criminal e da anatomia, pois atingida por um projétil de arma de fogo que atravessou o crânio saindo na região occiptal, fraturando o mandibular, o frontal, o parietal direito, o temporal direito e os ossos da base que ficaram reduzidos a múltiplos fragmentos. Todavia, podemos traçar-lhe o perfil antropológico: Pele pardo-amarelada, podendo-se classificá-lo como pertencente ao grupo dos “brasilianos xantodermos”, da classificação de Roquette Pinto: testa fugidia, cabelos negros, longos e arrumados em trança pendente; barba e bigode por fazer, de pelos lisos negros e falhos. Dolicocéflo, contrastando com os outros indivíduos do seu grupo étnico, em geral braquicéfalos. O perímetro cefálico é igual a 57 centímetros. diâmetro transversal máximo atinge 150 milímetros, índice encefálico 75. Sua face é de tamanho relativamente reduzido, impressionando à primeira observação as dimensões do mandibular pequeno e com os ramos horizontais a formar um ângulo reto no encontro dos ramos ascendentes, correspondentes. Assim, é o comprimento total do rosto de 170 milímetros, o comprimento total da face de 130 milímetros, o comprimento simples da face de 85 milímetros, o diâmetro gigomático ou transverso máximo da face, de 160 milímetros, índice facial da boca 53,12. Nariz reto, de ápice grosso e rombo, guardando ao dorso a impressão dos óculos, com altura máxima de 50 milímetros e largura máxima de 37 milímetros. O índice nasal transverso 64 milímetros, uma mesorrínia franca, lábios finos. Largura da boca 57 milímetros. Abóbada palatina ogival, dentes pequenos podendo-se enquadrá-los no grupo dos microdontias; orelhas assimétricas, havendo desigualdade manifesta no desenvolvimento das partes similares (orelha Blainville). O comprimento da orelha direita alcança sessenta e cinco milímetros. A largura da orelha direita é de 40 milímetros. comprimento da orelha esquerda 55 milímetros.
A largura da orelha esquerda é de 40 milímetros. Índice auricular de Topinar, tendo-se em conta as dimensões da orelha direita de 65 milímetros. Na face há visível, na região masseterina direita, uma pigmentação escura arredondada, medindo três milímetros de diâmetro, em nervus congênito. O olho direito apresenta um leucoma, atingindo toda a córnea. em resumo; embora presentes alguns estigmas físicos na cabeça de Lampeão, não surpreendi um paralelismo rigoroso entre os caracteres somáticos da degenerescência, revelados pela mesma e a figura moral do bandido. assim, apenas verifiquei como índices físicos de degenerescência as anomalias das orelhas, denunciadas por uma assimetria chocante, a abóbada palatina ogival e a microdontia. Faltam as deformações cranianas, o prognatismo das maxilas e outros sinais aos quais Lombroso tanta importância emprestava para a caracterização do criminoso nato. Todavia, nem por isso os dados anatômicos e antropométricos assinalados perdem a sua valia pelas sugestões que oferecem na apreciação da natureza delinqüencial de Lampeão.
Resultado do exame da cabeça de Maria Bonita



A cabeça de Maria Bonita deu entrada às 10 horas da noite de 31 de julho de 1938 no Serviço Médico-Legal do estado de Alagoas em mau estado de conservação, razão por que não foi retirado o encéfalo, já reduzido a uma pasta esbranquiçada e amorfa que se escoava pelo orifício occiptal. as partes moles infiltradas não permitiram fossem melhor apreciados os traços fisionômicos da companheira de Lampeão, os quais, aliás, não pareciam desmentir o apelido que lhe deram. Aparentava ser uma mulher de trinta a trinta e cinco anos de idade. À primeira impressão, o que mais prende a atenção é vêem vê-la é a sua testa alta e de todo vertical. cabelos negros, longos, finos e lisos, arrumados em tranças pendentes. Tez morena clara. Pode ser incluída no grupo dos brasileiros xantodermos da classificação de Roquette Pinto, o perímetro encefálico é de 57 milímetros. O diâmetro ântero-posterior máximo é de 195 centímetros. O diâmetro transversal máximo mede 150 milímetros. O índice cefálico, 33. Portanto, braquicéfala. O comprimento total do rosto alcança 190 milímetros. O comprimento total da face é de 120 milímetros. O comprimento simples da face, 153 milímetros. Índice facial da boca, 47,0. Lábios grossos, sendo a largura da cavidade bucal de 45 centímetros. Dentes pequenos, bem plantados e em excelente estado de conservação. Olhos castanhos escuros.
São estes os principais elementos colhidos, traçando-se o perfil antropológico de Maria Bonita. Não denunciam eles a existência de quaisquer estigmas de degenerescência ou sinais atávicos. Na busca de sua constituição delinqüencial muito mais importância teria o estudo psicológico que permitiria pôr em relevo os caracteres fundamentais de sua personalidade.

Em verdade, uma conclusão definitiva e segura só poderia ser tirada da apreciação físico-psíquica e biográfica da vítima, único meio capaz de revelar suas tendências criminosas, mesmo se despertadas pela paixão e pelo amor.

Pescado no arrojado Cangaço na Bahia

terça-feira, 6 de março de 2012

Dia internacional da mulher... Cangaceira

Nesta Quinta-feira, 8 de março, dois eventos imperdiveis

Em Salvador




Vera Ferreira e Germana Araujo pousam em solo baiano para lançamento oficial.



Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o livro será lançado no Palácio Rio Branco, antiga sede do Governo da Bahia, Praça Thomé de Sousa (Salvador/BA).



PROGRAMAÇÃO


18h– Abertura Oficial da Exposição “Bonita Maria do Capitão”


19h– Mesa de abertura "08 de março - centenário de Maria Bonita"


20:30h– Mesa com os colaboradores e colaboradoras do livro “Bonita Maria do Capitão”;


22:00– Apresentação Cultural com o danado do "Jessier Quirino" enquanto degustam de um essencial Coquetel Regional.


*A exposição permanece no local até 22 de Março.


Maiores informações http://www.bonitamariadocapitao.blogspot.com/


E em Recife



O aguardado livro da nossa estimada Wanessa Campos têm lançamento oficial
  
A jornalista Wanessa Campos, do JC, lança, no dia 8 de março, no Centro Cultural dos Correios, no Recife Antigo, "A Dona de Lampião", contando a história de vida de Maria. Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida pela alcunha de "Maria Bonita", foi o grande amor da vida de Virgolino Ferreira da Silva, vulgo Lampião. Na mesma oportunidade, a jornalista lança um blog sobre mulheres cangaceiras.
Na década de 90, quando entrei no JC, Wanessa assinava a coluna Polígono do Jornal do Commercio, um espaço totalmente voltado para a notícia do interior do nosso Estado. “Amo o interior, o Sertão, tudo de lá. Quando a imprensa quer uma boa matéria vai para o interior. É lá onde as grandes pautas existem”, diz.

Nos dias de hoje, Wanessa cuida da coordenação do setor de pesquisa do Jornal do Commercio, guardiã da memória do jornal.

Jornalista por vocação e advogada, Wanessa é natural de Triunfo, onde teve contato com o jornalismo ainda criança. O seu pai, Sigismundo Pinto, era proprietário do Jornal “A Voz do Sertão”, que circulou durante 28 anos, por toda a região interiorana. Após ser alfabetizada com 5 anos, começou a ter contato com os jornais e adquiriu o hábito de ler.

Com mais de 28 anos de batente, a jornalista iniciou sua trajetória como estagiária no Jornal do Commercio e depois foi para o Diario de Pernambuco. Trabalhou na Assessoria de Imprensa do Governo do Estado e voltou para o JC com uma missão de criar uma Editoria Regional.

Texto de Jamildo Melo pescado no seu Blog
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Lampião Aceso diz:  
Dê uma passadinha no evento mais próximo de você, prestigie estas operárias da memória ou melhor... "vaqueiras da história". Não há concorrencia nem separação. E como bem frisou a escritora Rosa Bezerra: - O bando sempre segue orientações de Virgolino em relação a atividades diversas, pra volante não pegar ninguém !

segunda-feira, 5 de março de 2012

A mulher enigmática - quem é ela?


Muitos já conheciam esta imagem de Lampião, mas com a adição de imagens inéditas do vídeo de Abrahão outros fotolitos foram criados e numa destas edições ficou mais evidente a presença desta cabrocha ao lado de seu capitão.

Na famosa foto, logo acima em que o rei do cangaço está costurando com uma máquina Singer, aparece uma cangaceira do seu lado direito ( e do lado esquerdo de quem vê a foto )...

Entendo, em nossa modesta opinião, que a " mulher é a cangaceira "Cristina", companheira de "Português" conclusão esta corroborado pelo confrade Rubens Antonio. Que se valeu de duas caracteristicas marcantes
"Ser sobrancelhuda é um ponto. Aliás Cristina é a nossa Frida Kahlo. Outro é o arranjo decorativo na peça que usa cruzando o peito, abaixo do lenço". 
Respeitamos, opiniões contrárias ( é o princípio democrático). Observem o quadro abaixo, as fotos comparativas, e, tire sua própria conclusão.



Foto: ripada de Antonio Amaury, pg. 186,
in ' Lampião as mulheres e o cangaço "

E ai amigo? Qual seu posicionamento sobre a " identidade da cangaceira enigmática " ? Concordam que seja Cristina? Se discorda, quem seria ela, em sua opinião ? Comente!

Abraço e obrigado pela participação

Ivanildo Alves Silveira
Colecionador do cangaço
Natal/RN

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Adendo
Antonio Amaury Corrêa de Araújo, em Lampião: as mulheres e o cangaço, afirma que: Cangaceira trair o companheiro era condenada à pena de morte, dentro das "leis morais rígidas do bando". Lídia de Zé Baiano não foi a única a ser punida desta forma. Cristina, foi acusada de ter um caso com o cangaceiro "Gitirana", repentista habilidoso que fazia parte do grupo de Corisco.

Cristina conseguiu adiar a sua sentença de morte por apenas três ou quatro dias. Mulher no bando, Corisco só admitia Dadá. Montada a cavalo, com consentimento de Corisco Cristina foi enviada de volta à família, mas no meio do caminho foi morta a golpes de faca por Luís Pedro e outros homens, que "vingariam" Português e queriam evitar que ela delatasse os pontos de apoio dos cangaceiros.

O crime ocorreu em 21 de julho de 1938, uma semana antes do ataque em Angicos que vitimou Lampião, Maria e outros nove bandidos.

Transcrito de Fundação Joaquim Nabuco

domingo, 4 de março de 2012

Recado do mestre Alcino

Obrigado, II Arena de Arte e Cultura da Rota do Sertão

Nos dias 08 e 12 deste mês de fevereiro de 2012 eu fui agraciado através de uma emocionante homenagem que carinhosamente recebi dos responsáveis pelo importantíssimo movimento cultural intitulado ARENA de Arte, Cultura e Turismo, em sua segunda edição.


Cartaz do evento

Sediada na pujante Nossa Senhora da Glória, a bela capital do Sertão do São Francisco, e a participação efetiva e afetiva dos municípios que compõem a ROTA DO SERTÃO: Ribeirópolis, São Miguel do Aleixo, Monte Alegre de Sergipe, Poço Redondo e Canindé de São Francisco, a II ARENA deu-me o prazer, a felicidade e a honra de ser o homenageado em tão grandioso evento.

Em sua primeira edição a ARENA homenageou o célebre artesão Véio, esse notável sertanejo que fez de sua sublime arte uma história de competência e motivo de orgulho não só de sua amada N. S. da Glória, mas de todo sertão e do próprio Sergipe.


Este é o célebre Véio
Pescado in Sou de Glória

Essa vitória não foi só minha e de Véio. Nós fomos os escolhidos para recebermos tão comovente cortesia porque temos a felicidade e o privilégio de sermos filhos de uma região venturosa e repleta de lindas e comoventes histórias. Pedaço de Sergipe recheado de pessoas que nasceram com a arte e a cultura entranhadas em seu sangue e em seu espírito.

Eu e Véio trilhamos toda a nossa existência amando, pesquisando e criando para o Brasil e para o mundo a nossa arte, a arte do povo sertanejo, a arte do povo do Sertão do São Francisco. Portanto, nos sentimos orgulhosos e maravilhados por termos sido os escolhidos para sermos os homenageados durante os dois primeiros eventos da Rota do Sertão.

Senhores criadores e patrocinadores desse extraordinário acontecimento, tendo a frente à senhora prefeita de Nossa Senhora da Glória, Luana Michelle, obrigado pela vontade e inspiração em buscar acima de tudo o resgate de nossa cultura, do viver e do fazer de nossa passada gente. Felizes somos nós por procurar pesquisar e registrar os grandes feitos históricos e culturais de nossa terra, de nosso chão caboclo. Historiografia que está sendo vilipendiada pelos novos tempos da modernidade, mas que, graças à boa vontade e inspiração de Luana e seus colegas de outros municípios, Sergipe e o povo sentiram na alma a grandeza de mossa cultura e de nossas tradições.

O povo viu feliz e emocionado o valor grandioso de nossa história. A história de um povo sofrido, mas pleno de fé, vitalidade e vigor. Todos os municípios se apresentaram através de seus artistas e defensores de nosso folclore com dignidade, competência e muito carinho. Lá estavam às autoridades municipais, orgulhosas em razão do êxito total do evento e o desempenho impressionante de seus grupos artísticos que brilharam intensamente com a beleza do reisado, do xaxado e do grupo de teatros, além dos cantores que inebriaram os que participaram da grandiosa festa.

Capitaneada pelo prezado, competente e querido amigo Roberinho, a equipe organizadora ultrapassou todas as expectativas. Foi zelosa com seu inigualável tratamento para com todos que visitavam o local onde a II ARENA estava localizada.

Que a II ARENA cultural da Rota do Sertão e outros eventos culturais espalhados pelas cidades e municípios de nosso Estado não caia em segundo plano e entre em decadência.
Valorizar a cultura é valorizar os nossos costumes, as nossas origens e as nossas tradições. A história sertaneja é bela e comovente. Ela não pode e nem deve morrer. Tem é que ser cultuada e levada até a nossa juventude que cada vez mais se afasta de suas origens e ignora totalmente o viver dos pioneiros de um sertão que eles também são filhos.

Que as possíveis mudanças políticas que poderão acontecer nas futuras administrações que se iniciarão no próximo ano não sejam um entrave a esses movimentos culturais que procuram resgatar os valores artísticos da história do povo sertanejo, e porque não dizer, de Sergipe.

Eu e Véio fomos os homenageados nestas duas edições. Com fé em Deus outras edições chegarão e assim vai ser possível Sergipe conhecer outros artistas e pesquisadores das coisas de nosso mundo caboclo, fazendo com que homens e mulheres de altíssima competência se tornem conhecidos em nosso Sergipe, e porque não dizer, no Nordeste e no Brasil.

Publicado na edição de 1º de março de 2012, no JORNAL DA CIDADE, Aracaju – Sergipe.


Saudações,
Alcino Alves Costa
O Caipira de Poço Redondo - SE

sexta-feira, 2 de março de 2012

No Gabinete do Professor

Lampião Aceso visitou o mestre Antonio Amaury


Este blogueiro, Sra René e Antonio Amaury.


Na ultima Quarta-feira, 29 em estadia na grande selva de Pedra, intimado pelo anfitrião e seguindo as coordenadas do conterraneo Marcelo Rocha fomos bater na casa do amigo Antonio Amaury. Sim, matamos a vontade de conhecer o nº 156 da Rua Grajurus.


Ivanildo Silveira até ligou nos encomendando uma entrevista, mas findou sendo uma visita formal. Indagações até foram feitas, mas somente mera curiosidade que complementam informações já sabidas. 


A matéria aqui é uma forma de registrar nosso momento e agradecer a atenção e recepção deste escritor, virtude conhecida por muitos dos confrades que estão lendo este arquivo... Bem, não sei se tiveram o mesmo privilégio de provar o almoço de Dona René) - outro ponto alto da visita.


Claro que tiveram, a satisfação e deferencia deste casal é a mesma com todos que lhe foram tomar a benção.


Fomos apresentados ao acervo de relíquias e parte do material que resultou nas suas mais de dez obras. Dastaque para a gravação do depoimento de cangaceiros convidados para uma feijoada ocorrida no ano de 1969 na antiga residencia dele. Entre estes estava "Formiga", "Sila", "Zé Sereno" e "Dadá". 


Destaco como interesse em particular pois Dadá começa a recordar músicas no que logo é acompanhada pelos colegas.


Amaury nos apresentou duas peças muito estimadas sendo um punhal que pertenceu ao cangaceiro Luis Pedro e uma Luger "Parabéllum" que foi de um volante desconhecido. Ambos foram doação de amigos.










No mais, tivemos oportunidade de visualizar as correspondencias que ele recebeu do escritor lagartense Ranulpho Prata na época em que estes debatiam as concepções do seu famoso Livro "Lampião".


No momento, Amaury aguarda e avisa aos confrades sobre a segunda edição do Livro "Lampião as mulheres e o cangaço". Que será lançado dentro em breve pela editora Traço. Acompanhamos um contato entre ele e o editor.




Capa da 1ª edição.


Como se não bastasse a minha incoveniencia que já durava meio dia ele se ofereceu como guia e nos acompanhou até o centro histórico de São Paulo - numa inédita viagem de metrô - olha eu ali, um matuto provando os "avanços" da cidade grande. Neste passeio nos contou sobre alguns fatos ocorridos na capital dos nordestinos e nos apresentou prédios daquela região que são símbolos de sua história.




Reafirmo minha gratidão à familia Correia de Araujo. Um dia eu volto, quem sabe. 


Ah! ele não posa porque serviu de fotógrafo, as fotos foram cortesia de Carlos Elydio de Araújo, filho do mestre.